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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A MISSÃO DA IGREJA NA TERRA


Mt. 28.19-20; Mc 16.15

Introdução: A Igreja tem sua missão na Terra. Podemos dizer que essa missão é muito mais sublime e cara que qualquer outra missão que possa haver neste nosso mundo globalizado (Rm 10.15).
Inserido nesta palavra “missão” está uma gama de trabalhos a ser desenvolvidos pela igreja como corpo de Cristo na terra (Ef 1.22,23).
A igreja tem que aprender a ver o indivíduo como um todo, isto é, espírito, alma e corpo (1Ts 5.23), pois, principalmente a nossa amada denominação “Assembléia de Deus” está muito mal acostumada a ver as pessoas somente como almas, esquecendo que, essas almas ainda estão nos seus corpos cheios de problemas, e que precisam de solução. E a igreja tem um papel preponderante nisso (Fm 8-9). Não obstante quero neste estudo destacar duas facetas importantíssimas dentre desse universo chamado de: “Missão da Igreja na Terra” que são: Pregar e Ensinar.

I-A MISSAO DE PREGAR
Devemos entender o que o Evangelista João em seu Evangelho escreve no c. 1.1, com respeito ao Verbo. O Verbo é o próprio Cristo, a Palavra Viva (gr. Logos). Sempre que usamos a Palavra de Deus, estamos automaticamente apresentando à Cristo, porque Ele está na Palavra, Ele é a Palavra.
O Senhor quer que a sua Igreja na Terra conscientize-se da missão de pregar, propagar, evangelizar. Ele disse: “Ide e pregai” (Mc 16.15). Paulo disse a Timóteo: “Conjuro-te... que pregues a palavra” (2 Tm 4.1,2).
A pregação é como um grande trator agrícola que trabalha numa terra virgem. Limpa o terreno, ara a terra e lança a semente.
Diz um antigo refrão evangélico: “A igreja que deixa de evangelizar, em breve deixará de ser evangélica”. Não podemos ser falsificadores da Palavra (2 Co 4.2). Hoje vemos os vendedores de um evangelho barato de renuncia e caro em real.

1) O que é o Evangelho (Boas Novas)
Segundo Paulo, o Evangelho é o poder de Deus, para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). Poder é a potência, então o evangelho é a potência de Deus (Ef 1.19,20). E nós como povo de Deus devemos tomar posse dessa grande potência e libertar o mundo das garras do inimigo (Ef 6.10-12).

2) Exemplos de pregadores:
a) João Batista (Mt 3.1,2)
b) Jesus Cristo (Mt 4.17)
c) Simão Pedro (At 2.14)
d) Paulo (At. 17.22,23)

Disse Paulo: “Que pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo” (2 Tm 4.2).
A liderança deve conscientizar-se da responsabilidade de pregar, não somente nos púlpitos, mas também em praças, pessoalmente e usando todos os métodos possíveis para alcançar os perdidos. Também devemos pregar com a nossa vida. Mostrando ao mundo a mudança que o evangelho operou primeiramente em nós (Jo 3.3-5; 1Co 4.1,2).

II-A MISSÃO DE ENSINAR (At. 1.1)

A Pregação e o Ensino fazem parte do mesmo mandamento de Cristo, que disse: “Ide pregai” e “Ide ensinai” (Mc 16.15; Mt 28.19,20).
Qualquer um dos ministérios que envolvam a Palavra tem sua importância na igreja. Portanto, a igreja cresce pela força da pregação, mas se estabiliza pela força do ensino. (Não podemos ter as redes furadas).
A Bíblia diz que o diabo anda ao derredor procurando a quem possa tragar (1Pe 5.8), pois o seu trabalho é o de separar, destruir os lares, comunidades e indivíduos. A falta de conhecimento enfraquece o povo (Os. 4.6). A falta de dedicação ao ensino e a falta gravíssima perante o Senhor nosso Deus. Paulo disse aos Romanos: “Se é ensinar haja dedicação ao ensino (Rm 12.7). Não podemos esquecer que o ministério foi dado a Igreja com a finalidade de aperfeiçoar aos santos para que cheguem a estatura de varão completo em Cristo Jesus (Ef 4.11 sss).

1) Duas coisas indispensáveis ao professor cristão: habilidade e conhecimento.
a) Habilidade – é a capacidade para manejar a Palavra de Deus e o ensino da mesma. Unindo-se ao entusiasmo, o resultado será proveitoso (2Tm 2.15; 3.16).
b) Conhecimento – é algo que se adquire, porque existe espalhado por toda a terra. Basta ao mestre ajuntar e colher. Sua função, após colher informações, é transmitir (ensinar) aos seus alunos o conhecimento adquirido (Dn 9.2).

O professor deve sempre ensinar para que seus alunos aprendam e nunca para ostentar conhecimento, argúcia e sabedoria.
Nunca devemos menosprezar a ninguém. Até os mais simples podem nos ensinar grandes lições. Ex.: o caboclo e o médico na travessia do rio.

2) Características do professor cristão.
Escrevendo a Timóteo, seu excelente aluno, Paulo o mestre ordena-lhe: “O que de mim aprendeste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos, e aptos para ensinarem a outros” (2Tm 2.2).
Neste texto Paulo usa três termos, os quase poderão elucidar a importância do ensino e dos ensinadores.

a) Fidelidade – “Que sejam fiéis”. A fidelidade é símbolo da retidão. Numa balança, o ponteiro que indica o peso justo chama-se fiel. Fidelidade é uma marca muito forte, e é mediante ela que alcançamos as vitórias espirituais e celestiais “Sê fiel até a morte” (1Co 4.2; Ap 2.10).
b) Idônea – idoneidade é uma qualidade baseada na experiência e no raciocínio. Qualidade de uma pessoa que sabe colocar cada coisa no seu devido lugar. É a capacidade de discernir. As pessoas idôneas não são precisamente as avançadas em idade, mas são as pessoas que não se precipitam em atitudes drásticas e impensadas. Tem peso, isto é, tem maturidade, e não age com leviandade.
c) Aptos – a aptidão sempre resulta do treinamento que se faz com as coisas úteis. A aptidão fornece experiência, e esta automaticamente, a aptidão. Habilidade para pensar (1Tm 3.2).
Queridos irmãos, dentre as muitas faces da missão da Igreja na terra, salientamos essas duas. Vamos pregar e ensinar, com isso estaremos cumprindo a nossa maior missão na terra.
Que o Senhor em Cristo nos ajude em tudo.


Pr. Daniel Nunes

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