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quinta-feira, 2 de julho de 2020

O SENHOR RENOVA AS NOSSAS FORÇAS



Vão indo de força em força; cada um deles em Sião aparece perante o seu Deus”. (Sal 84. 7)

Quem já não se sentiu totalmente debilitado? Com desejo de avançar, caminhar, porém, as forças faltaram. Como uma bateria descarregada, que já não dá partida no motor, assim nos sentimos algumas vezes. Parece que a fonte secou. O sorriso desapareceu do rosto. Lágrimas quentes brotam com intensidade. A vontade é de chorar. Chorar muito. É nesse momento que o nosso Amigo mais íntimo entra em ação. Ele conhece as nossas dores, nossas decepções, desilusões, desencantos com a vida.
Certa feita, os discípulos estavam no barco no meio do mar da Galileia. Parecia que estavam sozinhos e que ninguém estava por perto, nem se preocupando com eles. Mas do alto da montanha, havia um par de olhos que os vigiavam. Era o olhar meigo e poderoso de Jesus.
Se suas forças estão findas e exauridas, parece que não vai conseguir subir esse monte, ou descer essa ladeira, eu tenho uma alvissareira noticia para você: Chegou o socorro do céu. Está escrito na Palavra de Deus e ela não falha: “Dá, vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão. Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão” (Is 40. 29-31).
Se lembra do texto do princípio, “Vão indo de força em força...?” Pois é; se uma força acabou o Senhor Jesus te dá novas forças agora. O caminho não terminou, a estrada está diante de ti. Levanta-te e anda, pois grandes coisas fará o Senhor em ti e por ti. Nossa vida é assim: de força em força e de gloria em gloria, até chegarmos no céu.
Vosso em Cristo
Pr Daniel Nunes da Silva

sábado, 27 de junho de 2020

LÍNGUA PARALÍTICA, OU LÍNGUA ERUDITA




E disse o Senhor, em visão, a Paulo: mas fala e não te cales” (At 18.9).

Há uma enfermidade, chamada “afasia”, cujo efeito é a paralisação do sistema nervoso que envolve a fala, ou o órgão da fala, a língua, fazendo-a ficar paralisada, sem obedecer o comando do cérebro para se expressar através da fala. Quem possui essa deficiência, sente-se com dificuldade ou até mesmo totalmente impossibilitado de falar. Isso falando fisicamente. Porém, há também os cristãos paralíticos de língua, espiritualmente falando. São crentes, mas ninguém sabe. Ele não testifica de Jesus, não canta louvores, não prega o evangelho. Jesus não precisa de agente secreto em seu reino! Ele disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Fomos chamados para testemunhar de Jesus (At 1.8).
A língua é um pequeno membro, porém, podemos fazer grandes coisas com ela. O proverbista Salomão traça vários perfis de línguas. Para ele, há línguas mentirosas e verdadeiras; línguas boas e línguas malignas línguas sabias e línguas insensatas, etc. “A morte e a vida estão no poder da língua” (Pv 18.21).
No texto chave dessa reflexão, o Senhor aparece em visão a Paulo, e lhe diz que não parasse de pregar o Evangelho, pois resultaria na salvação de muitas pessoas na cidade de Corinto. Assim, o apóstolo dos gentios, pregou por mais de um ano naquela cidade e houve grande crescimento da igreja, assim como predito pelo Senhor.
Alguns crentes, se esquivam, assim como Moisés, dizendo que são pesados de língua. Outros dizem, como Jeremias, que não sabem falar. Mas, o Senhor te diz, através do profeta Isaías: “O Senhor Jeová me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer, a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado...” (Is 50.4). Oh, vamos pedir ao Espírito Santo, que nossa língua não seja paralítica, mas sim erudita, para sempre termos uma boa palavra de ânimo, perdão, salvação, esperança da vida eterna, e para fazermos Cristo conhecido entre as nações.
Vosso em Cristo
Pr Daniel Nunes da Silva – presidente da IEADCG e COMEAD-CGPB

sexta-feira, 26 de junho de 2020

QUANDO OS PROFETAS SE CALAM



Em Lamentações de Jeremias, capítulo 2 e verso 14 esta escrito: “Os teus profetas viram para ti vaidade e loucura e não  manifestaram a tua maldade, para afastarem o teu cativeiro; mas viram para ti cargas e motivos de expulsão” (ARC); Na Bíblia Viva diz assim: “Os seus profetas tiveram visões falsas e insensatas. Eles não mostraram a você os seus pecados. Se tivessem feito isso, você não seria escrava hoje. Em vez disso, as suas mensagens eram falsas e enganosas”.
Quantas vezes Deus advertiu o seu povo contra o pecado através de seus santos profetas, porém, se levantavam também, os pseudos profetas, que combatiam e diziam coisas que o povo queria ouvir. Aquilo que agradava os seus ouvidos. Ouçamos o que nos diz Jeremias: “Assim diz o Senhor do Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades e falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que me desprezam: O Senhor disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo o propósito do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós” (Jr 23. 16,17). Isso nos faz lembrar do que escreveu o apóstolo Paulo na sua segunda carta a Timóteo, 4.3,4 “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.
Salomão escreveu dizendo, que não havendo profecias o povo se corrompe. E digo mais, precisa ser profecias verdadeiras. Chega de falsos profetas! Já não suportamos mais ver homens e mulheres, dizendo ser de Deus, que sem vergonha e pudor, abrem, ou melhor, escancaram a boca, para dizer que o Senhor está falando, quando o Senhor não está falando. Profetas bajuladores de políticos, de ricos, famosos, muitos deles em pecado, mas, para ganharam fama, notoriedade, se valem de falsas profecias.
Quando o povo de Israel passava por momentos de grande turbulência física e espiritual, o salmista clamou dizendo: “Já não vemos os nossos sinais, não há profetas; nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará” (Sal 74. 9). Quanto falta faz um profeta verdadeiro! Quando três reis saíram a batalha, e faltou água para eles, para o exército e para os animais, o rei de Judá clamou dizendo: “Não há aqui algum profeta do Senhor, para que consultemos ao Senhor por ele?” (2Rs 3. 11). Sim havia, pois lá estava o homem de Deus, o profeta Elizeu. Homem sem meias palavras. Homem que não respeitava a presença de grandes e poderosos, mas, respeitava aos tementes a Deus (2Rs 3.13).
Quando me referi a profetas e a profecias, não me entendam que estou ensinando que devemos ser levados por revelações, por profecias, principalmente dessas, que são geradas nas mentes vazias da Palavra de Deus, mas cheias de artimanhas carnais e diabólicas. Sim, diabólicas, porque, tudo aquilo que não provem de Deus, é carnal, diabólico e destrutivo. Quando falo da profecia, me refiro a homens que, de posse do conhecimento e da interpretação das Escrituras Sagradas, e cheios do Espírito Santo, falam sem medo, sem meias verdades, sem rodeios, e sem querer glorias para si, aquilo que Deus quer que seja dito. Paulo disse que “Toda escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” (2Tm 3. 16). Interessante que ele não diz em nenhum lugar que é para bajular, para inflar o ego de ninguém. Mas, infelizmente, muitos estão usando as Escrituras para isso. Tomam textos isolados, que somente falam de vitória, crescimento, êxito, prosperidade; e se esquecem de aplicar o remédio contra o pecado.
Muitos falsos profetas (pregadores), pagarão um alto preço, por não terem alertado ao povo sobre seus pecados. Muitos irão ao inferno por falta do verdadeiro aviso da Palavra, e isso ficará na conta dos falsos instrutores. Sabiam o caminho, mas não ensinaram. Preferiram ficar com as fábulas. As fábulas são mais alvissareiras. As fábulas rendem dividendos. As fábulas fazem mais amigos. As fábulas são politicamente correto. Porém, o povo se corrompe. O povo anda por caminhos errados, e pensam que está tudo bem. Começam a chamar a luz de trevas e as trevas de luz. Começam a chamar o amargo de doce e o doce de amargo. Quer dizer, os valores éticos-cristãos, são jogados na lata do lixo, e o lixo do pecado, da mentira, da orgia, do pornografia, da traição, da bebedice, da carnalidade é colocado à mesa como se fosse um prato apetecível. Tudo por falta de verdadeiros profetas, que tenham a hombridade de tomaram a Espada do Espírito em suas mãos e a brandirem com intrepidez e verdade. Paulo nos adverte dizendo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15).
Está mais que na hora, dos profetas do Senhor, tomarem suas espadas flamejantes, e denunciarem os pecados do povo. Os acontecimentos mundiais, seja esse vírus chinês, a praga de gafanhotos, ou poeiras vermelhas que passam de um país para outro causando doenças , seja o mal ideológico que o comunismos tenta implantar no planeta terra, tudo anuncia que Jesus está voltando. Que o calendário de Deus está marcando o fim de todas as coisas. Que esse mundo, com seus pecados e mazelas, está próximo de seus final. Levantemos nossas vozes sem medo, dizendo a Igreja do Senhor na terra, que é hora de prepararmos a mobília para mudarmos de país (Ez 12.3a).
Vosso em Cristo
Pr Daniel Nunes da Silva – presidente da IEADCG e COMEAD-CGPB

A CONDUTA DO CRENTE EM RELAÇÃO A FAMÍLIA




TEXTO ÁUREO
Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne” (Ef 5.31).

VERDADE PRÁTICA
Deus estabeleceu o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel, isto é, a instituição da família para glória do nome dEle.

Leitura Bíblica em Classe – Efésios 5. 21-33; 6. 1-4


INTRODUÇÃO

Paulo apresentou os conceitos que regem o comportamento doméstico guiado pelo Espírito Santo. Se entre as famílias judaicas havia um conceito elevado de conduta familiar, muito mais alto deveria ser entre às famílias cristãs. Paulo delineou o plano de Deus para o comportamento no lar. Esse plano, pressupõe o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel (Mt 19.4-6). Mesmo havendo igualdade entre os membros da família, quer dizer, não existe ninguém superior ao outro; existem papeis e funções diferentes para cada membro da família. É, exatamente sobre o papel, ou melhor, a responsabilidade de cada um, marido, mulher e filhos, dentro de uma visão bíblica que vamos estudar na aula de hoje.



I – A CONDUTA DO CRENTE COMO MARIDO

No versículo 21 de Efésios 5, Paulo ainda está falando aos membros da igreja de modo geral, e conclui esse trecho de sua carta, falando sobre a submissão de um crente para o outro, quando diz: “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus”. Em Gálatas 3.28, Paulo enfatiza a igualdade de todos os crentes em Cristo, porém, aconselhou a todos a se sujeitarem uns aos outros por opção. Esse tipo de sujeição opcional e mútua preserva a ordem e a harmonia no meio da igreja.
Estamos acostumados a nos submetermos apenas aos nossos superiores. Se formos exortados por alguém, que entendemos que não tem autoridade sobre nós, a tendência é dizer: quem é você para estar falando assim comigo? Nem sempre ponderamos, se tal pessoa está ou não sendo usado por Deus para nos exortar. O escritor aos Hebreus disse: “Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias,...” (He 3.13).
Partindo desse ensinamento, o apóstolo Paulo, agora, passa a ensinar os valores de submissão dentro do lar cristão. Vemos nesse ponto alto da carta aos Efésios, o enaltecimento do matrimonio, onde o marido é comparado a Cristo e a esposa a igreja do Senhor Jesus. Que linda analogia!

1.    O papel do marido como líder da família. Diz-nos o Comentário do Novo Testamento, aplicação pessoal, CPAD, “Os relacionamentos entre maridos e esposas são microcosmos do quadro maior dos relacionamentos da igreja”. Na Bíblia, a ordem de autoridade é observada do seguinte modo: Deus é a cabeça de Cristo; Cristo é a cabeça do Homem; e o homem é a cabeça da mulher (1Co 11.3). Diz Holman: “A sujeição da mulher ao marido é regida pela expressão: “como ao Senhor”. A sujeição das mulheres cristãs a seu marido é um aspecto de sua obediência a Cristo. Sujeitar-se é abrir mão de seus direitos e negar-se em favor do outro. A sujeição segue o exemplo de Cristo (Fl 2.5-8) e reflete a essência do evangelho. A sujeição diferencia o estilo de vida de todos os cristãos”. O marido cristão, deve liderar a sua casa, do mesmo modo como Cristo lidera a igreja visando seu absoluto bem estar. É fácil para um marido crente, abrir a Bíblia, e exigir de sua esposa submissão; porém, para que citemos a Bíblia para nossa esposa, será primeiro preciso que eu a cite para mim mesmo. Se a Palavra compara a esposa como a igreja, o marido é comparado como a Cristo. Estamos cumprindo nosso papel de cabeça, para estarmos cobrando submissão?
2.    Pensamentos feministas modernos. O movimento feminista considera que o modelo de família cristã, (onde o homem é a cabeça da mulher) como um modelo opressor do homem sobre a mulher. Porém, sabemos que esse discurso é falacioso, pois o modelo cristão está fundamentado no amor. E um amor sacrificial, o que veremos a seguir. Pois se não há amor, não vale a pena também a submissão.
3.    O amor como elemento primordial. Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela” (25). A sociedade nos tempos de Paulo, reconheciam muito bem os deveres da mulher para com o marido, porém, desconhecia os deveres do marido para com a mulher. Como em Colossenses 3.19, Paulo exorta os maridos a amarem suas mulher, mas em Efésios, ele apresenta amor sacrificial de Cristo à Igreja como sendo o modelo para o amor do marido por sua mulher.
Os maridos devem amar sua mulher continuamente como Cristo ama a igreja. O tempo do verbo grego traduzido pro “amai” indica um amor contínuo. Diz Holman: “Amar é mais do que afeição familiar ou paixão sexual. Trata-se, antes, de uma atitude deliberada conducente à ação que se preocupa com o bem estar do outro”. Portanto, o marido deve amar a sua mulher, (1) Como Cristo amou a igreja (vv 25-27); (2) Como o seu próprio corpo (vv 28-30); (3) Com um amor que transcende todos os outros relacionamentos humanos (vv 31-33).
4.    O cuidado do marido à esposa. Assim como Cristo abriu mão de seus direitos por amor a igreja, o marido também deve, se necessário for, abrir de seus direitos para dar o devido cuidado à sua esposa. Essa é uma imagem solene do amor pactual disse Holman. A Escritura enfatiza que a esposa é parte do marido ao declarar: “Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (v28b). Acrescenta ainda que toda a pessoa mentalmente saudável cuida do próprio corpo (v 29), o que significa que o marido deve dar atenção à sua esposa do mesmo modo que atenta para consigo mesmo. Não se aplica apenas ao material, mas ao afeto, à consideração e a honra. O amor seja não fingido, como disse Paulo aos Romanos 12.9, em particular e em público.

II – A CONDUTA DA CRENTE COMO ESPOSA

Se é um privilégio para o homem ser considerado como Cristo, ao falar de seu amor para com sua esposa, não é diferente para as mulheres, que são comparadas à Igreja, a noiva do Cordeiro, com relação a submissão ao seu marido.
1.    O conceito de submissão cristã. A Bíblia nos mostra alguns exemplos de submissão: Das esposas aos seus maridos (5.22); Dos filhos aos pais (6. 1); Dos servos aos seus senhores (6.5). Apenas para a submissão das mulheres Paulo diz “de sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido”. Não se trata que o marido seja “soberano” em relação a esposa. Nosso conceito de submissão deve vir daquele existente entre Cristo e a Igreja: Cristo ama a igreja, e a igreja se submete a Cristo. Não devemos baseá-la em uma visão feminista ou machista. O casamento cristão envolve submissão mútua, subordinando os nossos desejos pessoais ao bem da pessoa amada e nos submetendo a Cristo como ao Senhor.
Paulo explicou que o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja. Em outras palavras, o marido é o chefe espiritual da família, e a esposa deve reconhecer a sua liderança. A verdadeira liderança espiritual envolve servir e sacrificar-se. Cristo como cabeça da igreja é também o seu Salvador. Cristo deu a sua vida pela Igreja. O marido sábio e que honre a Cristo não tirará vantagem deste papel de liderança, e uma esposa sábia e que honre a Cristo não tentará minar a liderança do seu marido. Qualquer uma das abordagens causa desunião e atrito no casamento. A submissão raramente é um problema em lares onde os dois companheiros têm uma forte relação com Cristo e cada um está preocupado com a felicidade do outro.
2.    A condição da mulher cristã. Na cultura judaica a mulher ocupava posição secundária e era parte da propriedade de um homem (Gn 31.14-16). Na sociedade grega eram tratadas como inferiores e as esposas eram escravizadas. O evangelho veio para mudar essa situação. As mulheres foram elevadas a posição de dignidade igual aos homens (Gl 3.28). Jesus conversou com a mulher samaritana, que além de mulher, era uma prostituta e estrangeira, quebrando assim paradigmas da época, se opondo ao preconceito e a discriminação (Jo 4.9,10). O versículo 27 mostra claramente o preconceito que era, de um homem judeu estar conversando com uma mulher em público naquele tempo: “E nisso vieram os seus discípulos e maravilharam-se de que estivesse falando  com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela?”. A mulher cristã desfruta de plena liberdade em Cristo e não está sujeita a nenhum sistema de escravidão (Gal 5.13).
3.    A reverência devida ao marido. Em provérbios 31 está escrito: “O coração do seu marido está nela confiado, e a ela nenhuma fazenda faltará. Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. Conhece-se o seu marido nas portas, quando se assenta com os anciãos da terra. Levantam-se seus filhos, e a chamam-na bem-aventurada. Como também seu marido, que a louva dizendo: Muitas filhas agiram virtuosamente, mas tu a todas és superior”. (vv 11,12,23, 28,29). Vemos ai uma reciprocidade. Ela reverencia o marido, e ele a estima, a ama e a louva, quer dizer: fala muito bem dela . Essa reverencia consiste em estima e respeito para com o marido. A esposa que reverencia seu marido o ajuda a liderar, sem ser aquela opositora em todos seus projetos, mas uma conselheira sábia, para que os projetos, sejam familiares, ou em qualquer outra área sejam bem sucedidos.

III – A CONDUTA DO CRENTE COMO FILHO

A Bíblia é categórica em dizer que os filhos são herança do Senhor para seus pais (Sal 127.3). Nos diz também, que o varão que teme ao Senhor, os seus filhos serão como plantas de oliveira à roda de sua mesa. Planta de Oliveira, fala do fruto de onde se extrai o azeite, que suaviza, que cura, que alimenta, que conserva. Assim são nossos filhos!

1.                  A responsabilidade dos pais. Os pais devem criar seus filhos na “doutrina e admoestação do Senhor” (6.4b).b A palavra disciplina ou doutrina vem do grego paideia, que tem como significado a orientação ou treinamento. Os pais são os primeiros pedagogos de seus filhos. “Ensina o menino no caminho e que deve andar...” (Pv 22.6). Os pais são condutores de seus filhos nos caminhos do Senhor (Dt 6.4-7). Até que o caráter de nossos filhos estejam formados precisamos investir tempo neles. Os pais tem a experiencia, e precisam passar elas aos seus filhos (1Jo 2. 12-14). Por outro lado, os pais cristãos, não devem querer forçar os filhos, muitas vezes com palavras duras, com exortações severas e até com violência. Precisamos orar por nossos filhos e admoesta-los com brandura e sabedoria de Deus.
Gostei do que está no encarte de nossa revista de mestre: Uma boa liderança dentro da família abrange três dimensões da vida dos filhos. A primeira dimensão alcança os filhos pelas instrução, isto é, refere-se aos que dizemos para nossos filhos. A segunda dimensão é a influência, isto é o que fazemos diante e para os nossos filhos. A terceira dimensão é a imagem do que os pais são e mostram ser para os filhos no dia a dia.
2.    A conduta requerida dos filhos. Vós filhos sede obedientes a vossos pais”.  A explicação para essa postura é categórica: “Porque isto é justo”. Até o menino Jesus, deixou-nos o exemplo para todos os filhos. Lucas escreve dizendo: “E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito.” (Lc 2.51). Assim os filhos devem obedecer e honrar seus pais. Obedecer significa cumprir o que é ordenado; e honrar envolve amor, respeito e até mesmo o sustento em caso de necessidade. Em caso de desobediência dos filhos à Palavra de Deus, os pais devem desenvolver atitudes firmes, amáveis e pacientes para com os filhos, para que eles aprendam que a obediência é para o bem deles.
3.    O mandamento com promessa. Paulo cita o quinto mandamento, para convencer os filhos a serem obedientes e a honrarem a seus pais, quando diz: “Honra teu pais e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a face da terra (Ef 6. 2,3).  Está incluso aqui a prosperidade exterior e vida longa. O comentador nos diz: Embora as dádivas espirituais estejam implícitas, a ênfase recai sobre os benefícios materiais. Significa que ao obedecerem e honrarem a seus pais, os filhos submetem-se ao arbítrio de Deus que, segundo o beneplácito da sua vontade, os recompensa com benesses especiais.
 Quando os filhos obedecem o mandamento de honrar os seus pais, demonstram uma atitude de amor e respeito e a levam para o seu relacionamento com Deus. Tal atitude cria uma comunidade que sustenta e protege os mais velhos. Em nível individual, quando cada pessoa cuida dos mais velhos, estes vivem mais, e os mais jovens ajudam a transmitir esses valores para a próxima geração. Comentário do Novo Testamento, Aplicação pessoal, vol 2. CPAD.

CONCLUSÃO

No modelo divino todos os membros da família cumprem deveres específicos. O marido tem o dever de liderar e amar sua esposa. A esposa o dever de submeter-se e respeitar a liderança de seu marido. Aos pais o dever de educar seus filhos segundo as Escrituras. Aos filhos o dever de obedecer e honrar seus pais. Assim, o amor, o respeito mútuo e a prosperidade fazem parte da família que se porta conforme Deus planejou.



segunda-feira, 22 de junho de 2020

BUSCA A SANTIDADE




Busca a santidade com todas as forças de tua alma (Jr 29.13);
Busca a santidade por meio da oração (Sal 51.7);
Busca a santidade pela leitura da Palavra de Deus (Sal 119.9-11);
Busca a santidade através do verdadeiro louvor (Sal 138.1);
Busca a santidade através da comunhão com os irmãos (1Jo 1.7);
Busca a santidade através dos cultos de adoração (Sal 93.5);
Busca a santidade através dos cultos de ensinamento da Palavra (At 17.11);
Busca a santidade e não cedas ao pecado (Ef 4.30);
Busca a santidade e cresça cada dia mais em santificação (2Co 7.1);
Busca a santidade para pregar a Palavra (1Tm 4.16);
Busca a santidade para cantar louvores ao Criador (Sal 51.14);
Busca a santidade para orar pelos enfermos (At 19. 12)
Busca a santidade para expulsar demônios (At 19.15);
Busca a santidade para seus relacionamentos e amizades (Sal 119.63);
Busca a santidade em seus laços familiares (Sal 128);
Busca a santidade em sua alimentação (1Co 10.31);
Busque a santidade em seus vestir (Êx 39.1; 1Tm 2.9,10)
Busque a santidade em seu olhar (Jó 31.1; Lc 11.34);
Busca a santidade, sem a qual ninguém verá a Deus (Hb 12.14);
Busca a santidade, pois esse é o desejo de Deus (1Ts 4.3);
Busca a santidade, pois o Senhor disse: “Sede santos...” (1Pe 1.15);
Amados, sejamos diligentes ao buscarmos a santidade, pois Jesus vem buscar uma Igreja santa, sem mácula, nem ruga, nem mancha, nem alguma coisa semelhante (2Co 11.1,2; Ef 5. 25-27).
Pense nisso!

Pr Daniel Nunes da Silva

segunda-feira, 15 de junho de 2020

ATRIBUTOS DA UNIDADE DA FÉ: HUMILDADE, MANSIDÃO E LONGANIMIDADE


LIÇÃO 11
14 DE JULHO DE 2020
2º DOMINGO – DIA DO PASTOR


TEXTO ÁUREO
“Rogo-vos, pois, eu, o preso no Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados” (Ef 4.1).

VERDADE PRÁTICA
A unidade na Igreja depende de que os crentes evidenciem no cotidiano a humildade, a mansidão e a longanimidade.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Efésios 4.1-4; Colossenses 1. 9-12
HINOS SUGERIDOS – 378, 390, 423
OBJETIVO GERAL – Mostrar que a unidade na Igreja de Cristo é o resultado da humildade, mansidão e longanimidade na vida dos crentes.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
I.                Explicar que a humildade é uma virtude indispensável para a comunhão;
II.              Enfatizar que a mansidão produz crentes que promovem a paz e a conciliação;
III.            Frisar que a longanimidade capacita o crente a ser tolerante com as falhas alheias.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A manifestação do fruto do Espírito Santo na vida de cada crente, é sem dúvida, imprescindível para a edificação da igreja. Não basta sermos cheios dos dons espirituais, que também tem sua grande relevância para o avanço do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, porém, para o crescimento de uma Igreja saudável, se faz necessário que seus membros, busquem desenvolver, através do relacionamento com o Espírito Santo, o fruto. A Igreja de Corinto, tinha todos os dons, pois o próprio apóstolo Paulo disse: “De maneira que nenhum dom vos falta, ...” (1Co 1.7), porém, foram chamados também pelo apóstolo de crentes carnais e meninos em Cristo (1Co 3.1). Porquê? Apesar de terem os dons, faltavam-lhes o fruto, e as divisões eram constantes em seu meio (1Co 3. 3-4). Portanto, meus amados irmãos, busquemos os excelentes dons espirituais, porém, desenvolvamos conjuntamente as facetas do fruto espiritual (Gal 5. 22).
Após interceder em favor da Igreja e, ao mesmo tempo, estimular os cristãos a viverem para a glória de Deus (3. 16-21), Paulo enfatiza a necessidade da unidade dos crentes em Cristo (4. 1-16). Nesta lição, será enfatizado três virtudes, as quais são fundamentais para o desenvolvimento saudável dessa unidade: Humildade, mansidão e longanimidade.

I – PARA HAVER UNIDADE É PRECISO HUMILDADE
A primeira característica cristã, que daria base para a unidade do corpo de Cristo, a Igreja, listada por Paulo foi a humildade. Disse Ele: “Com toda a humildade ...”, do grego tapeinophrosunes,  sendo a qualidade que repudia o orgulho e o individualismo.  Os crentes formam a igreja, o corpo de Cristo. Desse modo, os crentes, pelo privilégio de sua responsabilidade, devem ficar juntos, servir juntos, e adorar juntos. As características elencadas por Paulo, a humildade, mansidão e longanimidade, sedimentados no amor, certamente contribuirão para criar e manter o relacionamento sem problemas entre os membros.
Gosto de dizer que a característica que faz o cristão ser mais parecido com Cristo é a humildade. Não é porque ele faz milagres, fala em outras línguas, prega bonito, canta muito bem. Mas sim o ser humilde. Essa humildade não é um espírito de subserviência, escravidão exacerbada. Essa humildade é algo verdadeiro, sem querer gloria para si próprio.
1.    O modo digno do viver cristão.
Paulo, exorta aos efésios a viverem de modo digno da vocação que foram chamados. Como se pode viver de modo digno do chamado? A palavra “digno” no grego, refere-se a um equilíbrio, como nas balanças. Dessa maneira, os crentes devem viver com equilíbrio com o seu chamado, O modo como agem deve estar de acordo com aquilo em que creem. Isso pressupõe que o andar cristão está diretamente relacionado com o nível de unidade que ele tem com Deus e com os irmãos (1Jo 1.7).
2.    A humildade. Para as cultura greco-romana a humildade era uma atitude de fraqueza de caráter, indicando falta de amor próprio. Porém, desde o Antigo Testamento já vemos o caminho da humildade sendo preparado, para que a humildade fosse vista pelos filhos de Deus, como uma virtude e não como uma fraqueza. Vejamos em Isaias 57.15: “Assim diz o Alto o Sublime, que vive na eternidade, cunho nome é o Santo: “Eu moro naquele lugar alto e santo, mas habito também com o humilde de espírito e com o arrependido, para dar novo ânimo ao humilde e coragem e vontade aos que estão tristes e abatidos por causa de seus pecados” – Bíblia Viva. O sábio Salomão escreveu dizendo: “Antes de ser quebrantado, eleva-se o coração do homem; e, diante da honra vai humildade” (Pv 19.12). A humildade é uma qualidade que faz o ser humano belo. Jesus exaltou a humildade como um virtude (Jo 13.13-15). Paulo exorta aos filipenses dizendo: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humidade...” (Fil 2. 3); em seguida, ele cita o maior exemplo de humildade, nosso Senhor Jesus Cristo, ao dizer: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achando na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fil 2. 5-8). Quando Jesus lava os pés dos discípulos, ele está dando o exemplo de humildade, pois, somente um escravo fazia isso naquele tempo. Ele assume o lugar de um escravo quando se abaixa para lavar os pés empoeirados dos discípulos. Não uma falsa humildade hipócrita, como os fariseus (Mt 23.28), mas sim verdadeira, pois ele disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Não era da boca pra fora, mas de coração.
3.    A verdadeira humildade.  Cristo esperava que seus discípulos fossem humildes, não somente diante de Deus, mas também diante dos homens. Aliás, ninguém pode ser verdadeiramente humilde diante de Deus, se não for também diante dos homens, pois, quem de fato, se apresenta humilde diante de Deus, e é realmente tido nas contas de Deus, que sonda os corações, como um crente humilde, certamente o será também diante de seus irmãos. O humilde não se coloca acima de ninguém.
A humildade é oposta ao orgulho e a arrogância (2Co 12.20), que são obras da carne. O cristão humilde, sempre busca o bem da coletividade, e não busca os seus próprios interesses (Fil 2.3,4; Jo 17.21-23). É importante ressaltar, que a humildade como fruto na vida do cristão, somente pode ser desenvolvida com a ação direta do Espírito Santo em sua vida (Ef 3.16).

II – PARA HAVER UNIDADE É PRECISO MANSIDÃO
A virtude da mansidão produz crentes capacitados para bem gerir os conflitos, promovendo a paz e conciliação na igreja local. Vejamos esse exemplo na vida do manso José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa “filho da consolação”, no momento que Saulo de Tarso chega a Jerusalém (At 9. 26-28). Esse é um bom exemplo a ser seguido.
1.    Mansidão: um fruto do Espirito. Essa qualidade é listada nas escrituras como um dos aspectos do fruto do Espírito (Gl 5.22). A palavra “mansidão” do grego prautetos, transmite o conceito de “ternura”, “gentileza”, “cortesia” e “paciência” (1Co 4.21; 2Co 10.1; 2Tm 2.25). Se a humildade é uma atitude, a mansidão é a ação que deriva dela. Pessoas mansas não tentam se agarrar a posições de importância ou reivindicar autoridade sobre outros. A mansidão não discute, não resiste, nem teima contra a vontade divina. Ela é demonstrada quando aceitamos pacientemen­te os males que nos fazem, sem revidá-los, porque cremos que Deus os permitiu. Vemos essa atitude em Davi, quando Simei saiu pronunciando palavra de maldição contra o rei (2Sm 16. 5-11), e em José, ao ser vendido por seus irmãos (Gn 45.5). É muito fácil entender que uma coisa boa foi a mando de Deus, más, será que estamos prontos a aceitar as coisas ruis também? (Jó 2.10). Não é fácil!
2.    Grandes exemplo de mansidão: Moisés e Jesus Cristo. Moisés foi reconhecido como o homem mais manso que havia sobre a terra (Nm 12.3). Mansidão não significa frouxidão, covardia, letargia, preguiça, timidez. O mesmo Moisés que quebrou as tábuas de pedra, por causa do pecado do povo de Israel, ao fazerem um bezerro de ouro para o adorar, foi quem perdoou seus opositores que se levantaram contra ele sem guardar rancor algum em seu coração. Como não falar do maior exemplo que tivemos, o nosso Senhor Jesus Cristo, que mantinha o autocontrole, quando era injustamente caluniado (Mt 12.14-20; 1Pe 2. 21-23). Isaias profetizou de Jesus dizendo que ele foi levado ao matadouro como um cordeiro mudo, não abriu  sua boca (Is 53).
3.    A verdadeira mansidão. Os mansos são disciplinados e capacitados a perseverar na perseguição (Rm 12.12-14), não revidam maus-tratos, e não se apressam a emitir juízo (Rm 12. 17-19), não cedem a provocações nem dão espaço para ressentimentos (Hb 12.15). Indica um amplo controle emocional. Tiago nos exorta a recebermos com mansidão a Palavra em nós enxertada (Tg 1.21).
4.    Mansidão pressupõe conciliação. Nas horas de bonanças, onde tudo está calmo, e todos estão do nosso lado, é fácil ser mansos. O fruto do Espírito vai ser testado, exatamente na hora de perseguição, prova, luta, maus tratos. “E. Stanley Jones descreve este aspecto do ministério de Jesus nos termos de ‘o terrível manso’, que tem grande poder e determinação e serviço compassivo. Os mansos são terríveis porque não podem ser comprados ou vendidos; seu serviço aos outros dura mais que o tirano valentão”. Se todos em uma igreja tivessem as características da humildade e da mansidão, os conflitos desapareceriam e os membros da igreja teriam força e poder em seu serviço (1Co 1.10).

III – PARA HAVER UNIDADE É PRECISO LONGANIMIDADE PARA O EXERCÍCIO DO PERDÃO
Assim escreve o pastor Elienai Cabral, em seu livro Comentário aos Efésios, CPAD, “Em outras traduções aparece como "paciência". Assim como a humildade e a mansidão correspondem à ideia de "suportar-nos uns aos outros em amor", a paciência corresponde à solicitude. A palavra "longanimidade", no grego makrothumia, significa tolerância, paciência, constância. E agir com equilíbrio nos momentos difíceis e nas adversidades (Tg 5.10). Longanimidade aqui signifi­ca não apressar-se em vingar o mal nem revidar o mal feito por outra pessoa contra si (Mt 5.3,5,7; 1 Co 13.4; Gl 5.22; Cl 3.12)”.
1.    Longanimidade: um fruto do Espírito. É mais um dos aspectos do fruto do Espírito desenvolvido no crente (Gl 5.22). Em linhas gerais essa virtude significa tolerar pacientemente a má conduta dos outros (1Co 6.1-7). A Bíblia nos ensina a sermos “pacientes na tribulação” (Rm 12.12). Deus é longânimo e tardio em irar-se (Sal 86.15; Na 1.3). A base para as demais virtudes é o amor (1Co 13.1-7). Mesmo em meio a comunidade cristã, algumas vezes precisamos suportar fardos de conflitos, e para isso o Espírito Santo desenvolve em nós a longanimidade.

2.    O perdão como premissa do amor. “... Com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,” (v. 2). A tolerância é a prática da longanimidade. Certo escritor cristão escreveu que "suportar significa ser clemente com as fraquezas dos outros, não deixando de amar o próximo ou os amigos devido às suas faltas, ainda que essas faltas nos ofendam ou desagradem". A humildade, a mansidão e a longanimidade, somente poderão desenvolver em um terreno eivado de amor (1Co 13.4-7). A Bíblia nos diz que Deus é amor (1Jo 4.8). O amor é o principal aspecto do fruto do Espírito Santo (Gal 5.22). Podemos ver, que das nove qualidades do fruto do Espírito em Gálatas 5.22, o amor aparece em primeiro lugar. Porque sem amor, não nasce e muito menos desenvolve qualquer qualidade cristã em um coração. Quem tem amor no coração, jamais será coagido a fazer o bem, mas, ele fará o bem por extrema vontade própria.
Pedro nos admoesta da seguinte forma sobre o amor: “            Purificando a vossa alma na obediência à verdade, para amor fraternal, não fingido, amai-vos ardentemente uns aos outros, com um coração puro;” (1Pe 1.22). Entendo que não há nada mais perigoso que um amor fingido. Recebemos a mesma exortação paulina, em Romanos 12.9, onde nos diz: “O amor seja não fingido....”. Quando você vê alguém se expressar que ama, mas por qualquer coisa maltrata, espanca, mata, não era de maneira nenhuma amor. Quem ama, se possível, dá a vida a outrem e não tira a vida de ninguém. Nosso comentador nos diz, que quando o estilo de vida altruísta é adotado pelos crentes, acabam-se as disputas na igreja.
CONCLUSÃO
Vimos o convite de Paulo aos crentes para um viver digno de uma perfeita unidade. Para garanti-la, nos mostra que algumas virtudes são essenciais: A humildade, que fortalece a unidade; A mansidão, que administra os conflitos, resolvendo-os sem deixar sequelas; A longanimidade, que suporta os erros alheios, como disse Paulo: “Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão, olhando por ti mesmo, para que não sejais também tentado. Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6. 1,2).
De que adiante o amor se não tiver alguém para amar? O amor se não for repartido, pode se tornar em egoísmo. O amor, só tem poder quando compartido, repartido e vivido.
Amém.
Pr Daniel Nunes da Silva

domingo, 3 de maio de 2020

LIBERTOS DO PECADO PARA UMA NOVA VIDA EM CRISTO


 LIÇÃO 5
3 de Maio de 2020

LIBERTOS DO PECADO PARA UMA NOVA VIDA EM CRISTO

TEXTO ÁUREO
Mas Deus que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo [...}” (Ef 2.4,5).

VERDADE PRÁTICA
Por meio da maravilhosa graça divina fomos libertos do pecado, perdoados e salvos da condenação e, ainda, recebemos o direito à vida eterna.

Leitura Bíblica em Classe -  Efésios 2. 1-10
Hinos sugeridos  - 20,111, 116, 277

Objetivo Geral  - Revelar que a graça salvadora de Cristo nos garante a vida eterna.
Objetivos específicos
I.      Refletir sobre nossa natureza pecaminosa;
II.    Explicar que fomos vivificados pelas graça de Deus;
III.  Informar que nossa salvação vem de Deus e não das obras.

INTRODUÇÃO
A presente seção da Epístola aos Efésios apresenta relevantes aspectos doutrinários da salvação. Nesse trecho da carta, o apóstolo apresenta a graça, o favor imerecido de Deus aos homens. O comentário do Novo Testamento, CPAD, diz que os versículos de 1-7, trata-se de uma única sentença em grego, e o sujeito dessa sentença é “Deus” (2.4). Aqui há três verbos principais (1) “nos vivificou” (2.5); (2) “nos ressuscitou dos mortos” (2.6); e (3) “nos fez assentar com” (2.6). O objeto de cada um desses verbos é “nos”, referindo-se aos crentes. Deus nos  vivificou, nos ressuscitou, e nos assentou junto com Cristo.

I.      A ANTIGA NATUREZA MORTA EM OFENSAS E PECADOS

O pastor Elienai Cabral, divide esse texto em três tempos – presente, passado e futuro. Veremos o que éramos, o que somos e o que seremos.  No início da Epístola, o apóstolo lembra que antes da regeneração estávamos mortos em ofensas, pecados e éramos por natureza “filhos da ira” (2.1-3). Isso tudo ficou no tempo passado.
1.      Nossa condição anterior. Sabemos que esse texto do capítulo 2, é uma continuação dos versículos 19-23, do capítulo 1, que fala do poder de ressurreição concedido ao corpo de Cristo, a igreja. Esses crentes, que agora fazem parte desse glorioso corpo, chamado igreja, algum dia estiveram mortos e condenados, isso, antes do seu encontro com Cristo. Na verdade, o nosso estado era que “éramos mortos em nossas ofensas e pecados”. A palavra usado por “pecado” é hamartia, que tem como significado “errar o alvo”. O estado anterior, não é nada alentador. Ao ser diagnosticado pelo médico, ele declarou morto em ofensas e pecados. Paulo já tinha advertido aos Romanos, dizendo: “Porque o salário do pecado é a morte...” (Rm 6.23). Deus disse a Adão: “...porque, no dia que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17). A morte espiritual é um estado de torpor espiritual. As pessoas que estão espiritualmente mortas não tem comunicação com Deus (Is 59.2). São insensíveis à voz de Deus, e estão alienadas ao seu Criador (Tg 1.15). “Mas a que vive em deleites, vivendo, está morta” (1Tm 5.6).
2.      Nossas ofensas e pecados. São mortos que andam, falam, etc. mas estão mortos. Deus os vê como mortos. Da mesma forma que há o caminho do justo, há também o caminho do ímpio (Sal 1º). A má conduta “em que noutro tempo, “andastes” é descrita por Paulo por meio da metáfora do ato de “andar”. Não é algo passageiro, mas sim, um caminho que os ímpios estão andando por ele. Paulo fala que:
2.1.      Andaste segundo o curso desse mundo (2.2b). O que o apóstolo está dizendo aqui, é que os que estão sem Cristo, tem um modo de vida aceito por este mundo, como imoralidade, o furto, a mentira, o ateísmo, os vícios, etc. (Ler Rm 12.2,3). O salvo não deve ser autoindulgente, quer dizer, não deve se auto perdoar, ou ser conivente com seus pecados, como fazia a igreja de Laodiceia (Ap 3. 14-20).  
2.2.      Continua o Apóstolo “Andaste, [...], segundo o príncipe da potestade do ar” (2.2c). Aqui é uma alusão direta a satanás que tem o comando sobre os poderes do mal (Jo 12.31). Satanás governa um reino espiritual do mal – os demônios e aqueles que são contra Cristo (Ef 6.12). Ele é também chamado por Paulo de “O deus deste século” (2Co 4.4). Diz mais:
2.3.      Andamos fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (2. 3); (Ler Ef  4.17-19). Todos nós, (judeus e gentios, da mesma forma) fomos, em algum momento, separados de Deus por causa da desobediência, e éramos por natureza filhos da ira. Essa natureza nos coloca sob a ira de Deus. Quando cremos em Jesus como nosso Salvador, essa natureza não morre, ela continua existindo em nós; porém, quando submetemos a nossa vida ao Espírito Santo, Ele transforma tanto a nós como a nossa natureza pecaminosa.
2.4.      "filhos da ira" são todos aqueles que, por seu pecado, estão sob a ira de Deus. A ira divina é a santa indignação do Todo-Poderoso contra o pecado. Entretanto, deixam de ser "filhos da ira" os que se colocam debaixo do sangue expiador de Jesus Cristo. Uma pessoa crente que se deixa dominar pelas concupiscências da carne obriga o Espírito de Deus a retirar-se do seu interior e, automaticamente, a ira de Deus se manifesta contra essa pessoa, por ter Deus sofrido um agravo à sua santidade. A santidade de Deus se levanta como uma barreira contra a possibilidade do peca­do. Podemos identificar essa barreira como sendo "a sua ira" (Rm 1.18). "Éramos por natureza" assinala um estado natural, inato no pecador, que se expressa com características próprias e ativas. Elienai Cabral, Comentário Bíblico, Efésios, CPAD.
Até aqui, estamos falando do estado passado dos crentes. Apesar de ser passado para os crentes em Jesus, é ainda um estado presente, para muitos neste mundo. O apóstolo João disse que “o mundo está no maligno” (1Jo 5.19). O pecado como natureza, (Ef 2.3): “éramos por natureza filhos da ira” indica a “sede” ou a sua “localização” no interior da pessoa, como a origem imediata dos pecados. Por isso a necessidade do novo nascimento, para que a nova natureza venha substituir a velha natureza (Jo 3.3-7).

II.    VIVIFICADOS PELA GRAÇA

O ato de vivificar-nos, foi um ato da total misericórdia e bondade de Deus para conosco, pois no estado que estávamos, nada poderíamos fazer a não ser continuar naquele estado de morte.

1.    Alcançados pela misericórdia e pelo amor divino. Mas Deus”. Essas duas palavras, parece até ser uma simples conjunção adversativa não é mesmo? Mas não é. Por detrás delas está um plano cósmico tão grande no escopo (alvos) e tão vasto em amor, que a mente humana não consegue compreendê-lo por completo – tudo o que podemos fazer é recebe-lo com muita humildade. Porque Deus fez isto? Porque “Deus é riquíssimo em misericórdia...” (Ef 2. 4). Da mesma forma que Ele é rico em graça (1.7), também é rico em misericórdia. O superlativo “riquíssimo” indica a abundante natureza da misericórdia de Deus. O que merecíamos era somente a ira de Deus, “mas Deus”, invés de nos tratar com ira, nos tratou com sua misericórdia. O que é misericórdia? É um atributo de Deus, às vezes chamado de “graça” ou “compaixão”. Esta palavra descreve a exteriorização do amor de Deus pelas pessoas e é mostrada em sua bondade em relação a elas, mesmo que elas não mereçam. Foi a magnitude do amor de Deus, que motivou a nossa salvação (Jo 3.16; Rm 5.8; 1Jo 4.9).
2.    Vivificados por sua graça.Estando nos ainda mortos em nossas ofensas e pecados, nos vivificou juntamente com Cristo (Pela graça sois salvos)” (Ef 2.5). A única maneira daqueles que estão mortos espiritualmente, se relacionarem com Deus é sendo vivificados, quer dizer, nascendo de novo (Jo 3.3). E Deus, é a única pessoa que pode fazer isso, e que Ele fez através de Cristo. Cristo derrotou o pecado e a morte através da sua morte e ressurreição, e assim, ele pode oferecer vida espiritual aos que estão mortos no pecado (Rm 8.1-3).
3.                  Exaltados por sua graça. Não existe mérito nenhum nosso em todo esse processo; tudo foi mérito de Deus, na pessoa de seu filho Jesus Cristo, através de sua graça (Não há lugar para a exaltação do homem na salvação). Além de nos ressuscitar e nos dar vida, Deus nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo (2.6). Nosso comentador, o pastor Douglas, relaciona esse “juntamente”, aos benefícios alcançados por Cristo, a saber: A ressureição, a vida eterna e o galardão nos céus (1Co 15. 3-8,20-25). O quanto estar assentados nos lugares celestiais, em Cristo Jesus, o Comentário do Novo Testamento, CPAD, nos diz: “Cristo tomou seu lugar à direita do Pai, indicando a consumação da sua obra e a vitória sobre o pecado. Cristo foi exaltado pelo grande poder de Deus (1.20). [...] esta passagem em Efésios nos ensina que estamos assentados com Cristo agora. Nós compartilhamos a vitória de Cristo agora. Está visão da nossa situação atual deve nos ajudar a enfrentar a nossa tarefa e provações com maior esperança! Os crentes com herdeiros do reino juntamente com Cristo, são espiritualmente exaltados a partir do momento da salvação. Nós temos uma nova cidadania – nos céus, não apenas na terra”. Somente não podemos esquecer, que tudo isso, todos esses privilégios concedidos e conferidos aos crentes, é pela graça imensurável de Deus, o favor divino imerecido (1Co 1.31; 2Co 10.17).

III.    A SALVAÇÃO NÃO VEM DAS OBRAS

É fato incontestável que nossa salvação não vem pelas obras. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). Pode até alguém achar que porque ele creu, ele fez alguma coisa, Paulo acrescenta dizendo: “não vem de vós; é dom de Deus”.  Quer dizer, até o crer é dom de Deus, e ele diz mais “Não vem das obras para que ninguém se glorie” (Ef 2.9).
1.    A graça como meio de salvação.  Paulo é claro quando o assunto é salvação. Nada, mais absolutamente nada é criado, ou da autoria do homem: a salvação, a graça, nem mesmo a fé, exercida para receber a salvação. Tudo é um presente de Deus. A salvação não vem da nossa autoconfiança ou individualismo, mas da iniciativa exclusiva de Deus. Por isso charis – favor imerecido. É um presente para ser aceito com gratidão (Rm 3.24-28; 1Co 1.29-31; Gl 2.16). A salvação inclui a libertação da morte, da escravidão do pecado e da ira vindoura; ao mesmo tempo que permite ao salvo desfrutar de todas as bençãos espirituais descritas em Efésios 2.1-7. A salvação é o livramento do poder do pecado e da morte; e a restituição do homem à comunhão com Deus, uma benção concedida a todos que recebem Cristo como Salvador (Hb 2.15; 2 Co 5.19). Quando a Palavra cai no coração, através do ouvir, entra em ação a graça preveniente, então o homem tem o seu livre-arbítrio acionado, ficando assim capacitado para responder com fé ao chamado da salvação (Rm 10.17; Ef 1.13). No entanto, ele pode responder afirmativamente ou negativamente (Jo 7.17; At 7.51).

2.    Obras como evidencia da salvação. Para falar sobre a dádiva da salvação, como presente imerecido de Deus, Paulo usa duas negações: 1) “Isso não vem de vós” (2.8). 2) “Não vem das obras”. Quer dizer, Deus não está recompensando ninguém com a salvação. Não há nenhum mérito no homem para receber a salvação, foi tudo um ato da graça e da infinita misericórdia de Deus. De nada adiante o homem tentar ser salvo por meio de suas obras. Porém, não podemos esquecer do versículo de número 10, “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. Precisa ocorrer uma transformação na vida do crente salvo. As coisas velhas já passaram (2Co 5.17). Se antes “andastes segundo o curso deste mundo”,  agora, Deus preparou as boas obras, para “que andássemos nelas”. É um novo rumo, um novo caminho, uma nova história (Ef 4.17-32).
CONCLUSÃO
Refeitos, podemos agora andar num novo caminho e fazer as boas obras. O fazer boas obras independe da vontade do regenerado, porque é parte de sua vida nova. Isso está em consonância com o objetivo da nossa eleição, conforme está escrito: "... para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele" (Ef 1.4). Antes éramos filhos da ira, mas agora, somos “filhos por adoção”, e devemos praticar as boas obras, para que o nosso Pai que está nos céus, seja glorificado (Mt 5.16).
Amém

Pr Daniel Nunes da Silva