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domingo, 20 de setembro de 2020

POR QUE QUERER MORRER SE JESUS VEIO PARA DAR VIDA?

 



 

A morte sempre aterrorizou o ser humano. E isso, por uma simples razão: Deus não nos fez para morrermos. Paulo, o apóstolo dos gentios diz que a morte entrou no mundo através do pecado do primeiro homem (Adão), e através dele, passou a todos os homens (Romanos 5.12). Portanto, o homem busca desesperadamente viver. Muitas vezes gasta fortunas para ter mais algumas horas de vida.

Por que então que aumenta tanto a cada dia o número de suicídios no mundo? Certamente um dos fatores que tem levado a dados alarmantes de pessoas que tiram a sua própria vida é a depressão. Uma terrível doença, causada por instabilidade dos elétrons neurotransmissores de energia ao cérebro. Como uma luz, que pouco a pouco vai se apagando, porque a corrente elétrica está defeituosa, sendo preciso então, uma revisão urgente em todo sistema, para que a energia venha a ser distribuída com suficiência e iluminar toda a casa.

Geralmente o ladrão aproveita dias de escuridão, para roubar os bens alheios; Assim também, nesses momentos de instabilidade, o inimigo de nossas almas (diabo), aproveita o ensejo, para saquear o que ainda resta em nossa na casa (corpo): tenta roubar a última esperança de vida, a alegria de viver, o restinho de amor e a fé. Como ele não tem nada o que oferecer, então oferece o suicídio, dizendo ao indivíduo que será a solução para todos os seus problemas. Quando de fato é uma grande mentira. Termina-se os problemas aqui na terra e começa na eternidade.

Jesus oferece uma melhor saída, ele diz: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundancia” (João 10.10). Jesus sim, pode te dar vida. Tanto vida aqui na terra, como vida eterna nos céus. “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia Nele, e ele tudo fará” (Sal 37.5).  JESUS É A VIDA!


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

No salmo 119 encontramos os seguintes efeitos da Palavra de Deus:

 


Dirige nosso caminho – 05

Não nos deixa confundido – 06

Nos leva ao verdadeiro louvor – 07, 164

Purifica o caminho do jovem – 09

Evita o pecado – 11

Traz alegria – 16, 47

Da prazer – 24

Vivifica – 25, 93

Fortalece – 28

Salva – 41

Dá confiança – 42

Traz liberdade – 45

Nos leva a esperar no Senhor – 49

Consola – 50, 52, 76

Nos faz cantar – 54

Traz unidade – 63

Corrige nossos caminhos – 67

É melhor que as riquezas – 72

Nos faz sábios – 98

Dá entendimento – 99

Dá prudência – 100

Nos devia do mal – 101

É alimento – 103

Ilumina nosso caminho – 105

Nos sustenta – 116

Dá luz e entendimento – 130

Ordena nossos passos – 133

Nos traz paz – 165

 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

PROVAI SE OS ESPÍRITOS SÃO DE DEUS



Texto Áureo

Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1).

Verdade Prática

Através dos dons espirituais, a Igreja discerne os espíritos enganadores.

Leitura Bíblica em Classe: Ne 6.10-14; 1Ts 5. 20,21; 1Co 14.29

Na interação com os professores desta semana, há uma afirmação mais que verdadeira: Há espírito de erro atualmente, que se manifestou irrefutavelmente para desestabilizar a saúde espiritual da igreja local. Por isso carecemos da ajuda do Espírito Santo para reconhecer a verdadeira voz de Deus em diversas ocasiões em que participamos. Devemos, portanto, estar em constante vigilância e oração, como disse Pedro: “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1Pe 5.8).

Introdução

Na lição passada estudamos as diferentes formas de ataques que o inimigo da obra de Deus usa para lutar contra os servos de Deus. Vamos dedicar essa lição ao estudo de como o inimigo ataca por meio dos falsos profetas. Lembrando desde já aos nossos irmãos, que somos pentecostais e cremos na atualidade dos dons espirituais. Se há os falsos profetas, isso por si só já nos diz que há também os verdadeiros servos de Deus, que são usados por Deus, para edificar, exortar e consolar o seu povo, “Mas o que profetiza, fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1Co 14. 3).

 

I.         CUIDADO COM OS FALSOS PROFETAS

1.    Os samaritanos observaram que os judeus davam muito valor à palavra dos profetas. Lembraram-se dos profetas Ageu e Zacarias, os quais profetizavam com tanta graça que a construção do templo, que havia estado parada por quinze anos, recomeçou imediatamente, e continuou até a inauguração da casa de Deus. Por ocasião da construção do muro, a comunicação entre judeus e samaritanos estava interrompida. Os judeus recusavam as propostas de cooperação dos samaritanos e não aceitavam as visitas deles. Em vista das constantes recusas das suas ofertas de amizade, os samaritanos procuraram então influencia-los por meio de profecias. Subornaram alguns profetas, entre os quais a profetiza Noadias, a fim de atemorizar Neemias, dizendo que ele estava em perigo de morte, e deveria fugir para dentro do templo, para assim salvar a sua vida (Ne 6.10-14)

2.    Profecias que colocam medo e  incentivam ao erro,.  ...Vamos juntamente à Casa de Deus, ao meio do templo, e fechemos as portas do Templo; porque virão matar-te; sim, de noite virão matar-te” (Ne 6.10). Primeiro, o falso profeta sempre induz ao erro. Neemias, não era sacerdote, portanto, não poderia entrar no templo. Lembremos do caso de Uzias (2Cr 26.16,19). Veja o que diz Jeremias: “Nos profetas de Samaria, bem vi eu loucura: profetizaram da parte de Baal e fizeram errar o meu povo de Israel” (Jr 23. 13). Segundo, foi uma profecia para por medo em Neemias. Será que hoje é diferente com os falsos profetas? Quantos que subornam pessoas, com suas falsas profecias. Que Deus nos ajude a termos o dom para discernir os espíritos e prova-los se são de fato de Deus. O exemplo deixado por Balaão prova que qualquer profeta que aceita o suborno, ou recebe dinheiro para profetizar, é um falso profeta. Disse Paulo: “É soberbo e nada sabe, mas delira acerca de questões e contenda de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho. Aparta-te dos tais” (1Tm 6. 5,6).

3.    Neemias tinha o dever de examinar a profecia recebida. E ele fez! Em primeiro lugar, Neemias estranhou a ordem para fugir. O pastor Russel Shedd diz que “o povo teria perdido a confiança num governador que fugisse. Neemias percebeu que a profecia de Semaías o levaria a praticar atos de covardia e irresponsabilidade, de abandonar seu posto e dar mostra pública de falta de fé; percebeu então, que a mensagem não poderia ter vindo da parte de Deus”. Além do mais, essa profecia o levaria a pecar, como já falamos acima. Nenhum judeu leigo, como Neemias, podia entrar no interior do templo. Ele teria cometido um pecado, que seria digno de morte, e perderia totalmente a sua autoridade que havia sido dada por Deus. Então disse Neemias: “E conheci que não era de Deus quem os enviara, mas essa profecia falou contra mim,...” (Ne 6. 12).

4.    A moça adivinha. Em Atos 16, encontramos a moça adivinha, que saía atrás de Paulo e Silas e os demais irmãos, dizendo: “Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo” (At 16. 17). Veja que era uma palavra boa, verdadeira, e de difícil discernimento espiritual. Aqui, não contaria somente a experiencia do apóstolo, nem tampouco havia, algum motivo para ele desconfiar de nada. Foi preciso muitos dias de observação e sobretudo o dom de discernir os espíritos para que Paulo agisse, e ele agiu: “E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em Nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu” (At 16.18). Vejamos bem, a Palavra de Deus diz que Paulo se perturbou. Uma palavra profética da parte de Deus, não perturba ninguém. Paulo foi sábio, esperando por muitos dias para ter certeza, de que se tratava de um mau espírito (Mt 7. 15-20).

II.          A BÍBLIA REVELA A EXISTÊNCIA DOS FALSOS PROFETAS

1.     No Antigo Testamento.

a.     O trágico exemplo relatado em 1Reis 13. Um verdadeiro profeta de Deus que profetizou para o rei Jeroboão, e tudo o que falou se cumpriu, porém, deu ouvidos a um profeta velho, que não falava da parte do Senhor (1Rs 13. 11). O acontecimento da morte desse profeta, nos revela que não devemos desprezar as palavras do Senhor. Também nos fala, que mesmo sendo o profeta velho, ele precisa estar afinado com a palavra de Deus, e não é porque é velho, que pode falar o que bem entender. Aqui pode até revelar um ciúme do profeta velho pelo outro profeta, a assim o fez, para o induzir ao erro, e como consequência desse erro, ser levado a morte.

b.    Nos dia de Jeremias havia falsos profetas, os quais com suas profecias combatiam a palavra que Deus havia enviado a Israel, por meio de Jeremias (Jr 29. 21-23).

c.     Os falsos profetas no tempo de Acabe são confrontados por Micaías, profeta do Senhor (1Rs 22. 5-28, 29,30,34,37).

d.    Nos dias de Jeremias, falsos profetas conseguiram influenciar alguns dos sacerdotes e enganar o povo, por meio deles: “Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; e que fareis no fim disso?” (Jr 5.31). Dessa maneira, o povo se desviava dos caminhos do Senhor, e se recusava a ouvir as verdades anunciadas por Jeremias. Moisés, Jeremias e Ezequiel combateram tenazmente os falsos profetas e seus ensinos heréticos (Dt 13. 1-18; 18.20-22; Jr 23. 11-32; 28,6-17; Ez 13. 1-18). O povo rejeitava as verdadeiras palavras dos profetas do Senhor (Is 30.10), será que hoje é diferente? (2Tm 4. 3).

2.     No Novo Testamento.

a.     Jezabel. “Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria” (Ap 2.20). O pastor Shedd diz que Jezabel aqui, se trata de uma referência simbólica a Jezabel, esposa de Acabe, rei de Israel (1Rs 16.31). Diz que ela pressionou o marido a abandonar a Deus e a apoiar o culto a Baal. Usou de meios ilícitos e injustos de extorquir bens materiais para satisfazer os desejos dela. A idolatria e o materialismo eram grandes tentações em Tiatira, um centro comercial. O pastor Warren W. Wiersbe, diz: Note-se que essa falsa profetisa na igreja estava usando seu falso ensino para enganar e seduzir o povo de Deus. Com seus ensinamentos, ela havia dado permissão para o povo pecar, pecado de prostituição e idolatria. Veja o que disse Pedro em sua segunda carta, capítulo 2. Versos 1,2: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade”. O pastor pentecostal John Paul Jackson, em seu livro: Desmascarando o Espirito de Jezabel, diz muitas coisas de suma importância sobre o assunto, das quais quero compartilhar alguns pequenos fragmentos com os amados irmãos.

Embora a expressão “espírito de Jezabel” seja empregada em alguns círculos carismáticos, poucas pessoas entendem de fato como essa força demoníaca opera. O espírito de Jezabel é um poder celestial de influência mundial. Não é simplesmente um demônio que se apossa de um indivíduo. É um poder demoníaco das regiões celestes que transcende as fronteiras geográficas específicas e pode afetar nações inteiras. Em toda região onde penetra, ele se alia aos principados que governam territórios e opera em conjunto com eles.

O espírito de Jezabel opera em conjunto com os principados e potestades que atormentam as pessoas (Ef 6.12). Esses poderes demoníacos incluem espíritos de religiosidade, manipulação, controle, cobiça, perversão e ocultismo. Muitas vezes, eles se associam ao espírito de Jezabel para construir fortalezas nas mentes das pessoas.

Segue o pastor Jackson:

Embora a ilustração bíblica para Jezabel seja voltada para o sexo feminino, este poder demoníaco não infecta apenas mulheres. Homens também operam sob a influência desse espírito. No entanto, para os homens é difícil operar durante muito tempo sob a influência desse espírito porque ele precisa de um espírito de Acabe para sobreviver. Por isso, o espírito de Jezabel geralmente opera por meio de mulheres, que usam a sedução para alcançar seus objetivos. O espírito de Jezabel profana tudo o que toca. Tudo o que é santo torna-se impuro.

 

b.    A Bíblia adverte que nos últimos tempos aparecerão falsos profetas (Mt 24. 11,24). O espírito do anticristo estará então operando grandemente (1Jo 2.18; 4. 2,3), e fará esses falsos profetas operarem sinais e prodígios de mentira, com todo engano e injustiça (2Ts 2.9,10). Somente o dom de discernimento na igreja para livra-la dos tais.

 

III.         DEVEMOS JULGAR AS PROFECIAS

1.    Deus quer a sua Igreja revestida com todos os dons do Espírito Santo.  A igreja em Corinto deve ser o nosso exemplo nesse sentido: Paulo dirigiu-se a ela dizendo que nenhum dom lhe faltava (1Co 1.7). O conselho Bíblico para nós é: “Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1Co 4.1). Vejamos a lista dos dons espirituais a disposição da Igreja do Senhor Jesus na terra, conforme 1Corintios 12. 8-10.

·       Palavra de sabedoria;

·       Palavra da ciência;

·       O dom da fé;

·       Dons de curar;

·       Operação de maravilhas;

·       Profecia;

·       Discernimento de espíritos;

·       Variedade de línguas;

·       Interpretação de línguas.

2.    O despertamento renova os dons. Quando Deus renova o dom de profecia e os dons de variedade de línguas e interpretação, por meio de um despertamento espiritual, então se torna necessário que a igreja esteja bem doutrinada para saber como usar os dons espirituais, e também como se deve julgar as profecias, conforme a Palavra de Deus nos orienta (1Ts 5.19).

O pastor Ciro Sanches Ziborde, escrevendo para o jornal O mensageiro da Paz, número 1623, agosto de 2020, sobre o julgamento das profecias, diz: Não é pecado fazer isso, desde que os critérios empregados sejam bíblicos, e não depreciativos. Julgar profecias não é o mesmo que desprezá-las, e sim provar, examinar, investigar, questionar, analisar e discernir segundo a reta justiça – e não segundo a aparência – o que os profetas dizem (1Ts 5.20, 21. Jo 7.24). Segue ele:

Uma congregação pentecostal instruída conforme a sã doutrina é parte do Corpo, que trabalha em sintonia com a Cabeça; Cristo (Ef 4.14,15; 1Co 2.16; At 13.1-4).

Nenhuma palavra tida como profética está isenta de exame por parte da igreja. Temos o direito e o dever de julgar as profecias, para ver se elas estão de acordo com as Escrituras (At 17.11; Hb 5. 12-14). Não podemos esquecer que a Palavra de Deus está acima de tudo (Sal 138.2). Se as profecias não estiverem em consonância com as Escrituras são consideradas anátema, pois têm o objetivo de conduzir o povo de Deus ao erro. Fujamos das falsas profecias e dos falsos profetas.

Vosso em Cristo.

Pr Daniel Nunes

sábado, 29 de agosto de 2020

O AMIGO JESUS


 

... Vocês não percebem que o envolvimento com os prazeres pecaminosos deste mundo torna vocês inimigos de Deus? Eu volto a dizer que se o objetivo de vocês é desfrutar o prazer pecaminoso do mundo perdido, vocês também se tornam inimigos de Deus” (Tg 4.4 Bíblia Viva).

Umas das coisas melhores neste mundo é ter amigos não é mesmo? Já dizia o velho filósofo Sócrates: “Boa coisa é fazer amigos’. Sim, a Bíblia afirma que “... há amigo mais chegado do que um irmãos”. Outra coisa melhor ainda, é ter bons amigos. Amigos que nos compreendem, amigos que nos aconselham, amigos que nos ouvem, etc. Porém, ainda mais excelente é ter Jesus como nosso amigo. A amizade de Jesus é verdadeira, pura, contagiante, sincera; maravilhosa! Como é bom poder contar com o amigo Jesus! Ele é amigo em todas as horas. Nas madrugadas frias, nas noites intermináveis, na hora da dor, e também nas alegrias da vida. Ele permanecerá sendo amigo na eternidade também.

Jesus, enquanto aqui viveu como homem, fez amigos. A Palavra nos diz o seguinte: “...Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono” (Jo 11.11). “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo 15.13). Ele é tão amigo, e tão dedicado aos seus amigos, que deu a sua própria vida para salvá-los. Porém, na sequencia deste texto, ele faz uma declaração, que não se pode deixar passar desapercebido, o Amigo Jesus diz: “Vós sereis os meus amigos, se fizerdes o que vos mando (Jo 15.14). Veja bem: Ele é fiel, justo, poderoso, puro, santo, maravilhoso, sincero; porém, exigente. A exigência dele é a seguinte: Quer ser meu amigo? então faça o que eu mando. Ele é um amigo Senhor! Ele deve estar no topo e em primeiro lugar de todas as nossas devoções. Disse Ele: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim;...” (Mt 10.37).

A grande barreira para que o ser humano seja amigo de Jesus não está em Jesus, mas no próprio homem. Porque, não basta falarmos  que somos amigo de Jesus, precisamos saber se ele também está dizendo a mesma coisa de nós. E, para que ele diga que é nosso amigo a condição é  única: “...se fizerdes o que eu vos mando”. Maria, a mãe de Jesus, deixou a mensagem bem clara: “...Fazei tudo quanto ele vos disser” (Jo 2. 5). Ah, aqui a coisa fica complicada; pois não basta fazermos alguma coisa, mas, tudo o que ele nos disser.

Quando Jesus nos diz: “Vós sereis os meus amigos, se fizerdes o que vos mando”,  deixa implícito a palavra “tudo” também. Significa dizer, que, para gozar dessa amizade perfeita, sincera, pura, salvadora, precisamos abrir mão de outras amizades. Aqui também está uma dificuldade para muitos, pois o mundo os encanta. A amizade do mundo, para esse tempo presente, parece mais convincente, mais contagiante. Para um mundo tangível e palpável, é sedutor as coisa visíveis, tangíveis e palpáveis. Por isso mesmo, temos dificuldade de amar mais as coisas espirituais que as temporais. Mesmo sabendo, que “...As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1Co 2.9) e que “...as que se veem são temporais, e as que não se veem são eternas” (2Co 4.18) o homem é tentado a amar e ter profundo carinho e amizade com este mundo pecaminoso.

Tenho pensado com muita frequência sobre essa amizade com Jesus. Quanto mais o conhecemos, mais o mundo se torna insignificante para nós. Por outro lado, quanto menos o conhecemos, mais esse mundo ganha significância, a ponto de passarmos todos os limites, extrapolarmos todas as regras éticas e morais para adquirirmos a amizade mundana. Diz um pensador: “aves da mesma plumagens voam juntas”. Então podemos perguntar para nós mesmos: Qual a significância que Jesus tem para minha vida? Vale a pena abandonarmos os valores mundanos e pecaminosos para mantermos essa amizade com Cristo? Por outra lado: Qual a significância do mundo para mim? Vale a pena abandonar a Jesus para manter essa amizade mundana? O que está atrapalhando a minha amizade com Jesus?

Certamente que nada, mas nada mesmo deste mundo, se pode comparar com a amizade de nosso amado Salvador Jesus Cristo. Paulo, após ter o encontro com Jesus no caminho para Damasco, e passar a conhecer a Jesus, se expressou assim aos irmãos filipenses: “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas as coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo” Fil 3. 8). Será que podemos falar a mesma coisa?

Vosso em Cristo

Pr Daniel Nunes da Silva

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

DEPOIS DO CORONA VÍRUS

 


 

Não tenho a mínima lembrança que tenhamos vivido um tempo como este nas últimas seis décadas. Nem no mundo e muito menos na igreja (falando de Brasil). De repente, lá da China, surge um vírus, que se torna pandemia, atingindo o planeta terra e muda tudo. Coisas que somente víamos em filme de ficção, começa a ser realidade. O pânico toma conta do mundo. Pessoas que gostavam de abraçar, de se confraternizar, agora querem manter distância. Decretos governamentais exigem que as pessoas fiquem em casa, usem máscaras, façam uso do álcool em gel, mantenham distância de mais de um metro um do outro. O comercio fecha, as fábricas param, os restaurantes já não funcionam mais. Voos são cancelados. Ninguém entra e nem sai dos países, estados, cidades, Etc.

Desde que o vírus chegou ao Brasil, a noticia é uma só: covid19. Os meios de comunicação não falam outra coisa. Parece que outras doenças deram trégua e não matam mais, agora é só corona vírus que mata. Computam os mortos e os infectados pelo vírus mortal dia a dia.

E a igreja? A igreja mudou completamente sua liturgia. Seu modo de cultuar. Agora, é o pastor com meia dúzia de músicos, um ou dois irmãos dando suporte ao culto, e os demais em casa, assistindo pela televisão, pelo celular, notebook, etc.

Pregadores pentecostais, acostumados a ouvir o barulho de glorias a Deus e aleluias nas suas pregações, agora somente o silencio. Os pregadores e cantores de agendas lotadas também passaram. Sabe aquela agenda online? “Onde vou estar esta semana? Segunda, em tal lugar, terça, em tal cidade, quarta, não sei aonde? Pois é, hoje se socorrem na live. Tem gente que faz live até viajando. A ânsia por ser visto, ser acessado, receber like, se tornou quase uma paranoia.

A igreja evangélica brasileira, vivia um tempo muito parecido com a igreja de Laodiceia, sim, aquela Igreja do Apocalipse. Me perdoe os amados pela franqueza. Líderes de igreja que diziam assim: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta...”, mas logo veio a voz do Senhor dizendo: “...e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. Triste isso não é mesmo? Porém, uma dura realidade! Realidade esta que Deus não suportava mais. Realidade, que estava passando da hora de mudar, e, apesar de todo caos que a pandemia está deixando no mundo, ela deixa também um profundo momento de reflexão, principalmente para a igreja do Senhor Jesus Cristo.

Uma reflexão sobre o que é de fato ser igreja do Senhor Jesus. O que é ser povo de Deus. Precisamos fazer algumas perguntas para nós mesmos: Será que estamos realmente cumprindo o nosso papel de igreja, como sal e luz do mundo? O Evangelho que pregamos é mesmo o de Jesus, ou o nosso próprio evangelho? Será que não estamos fazendo da casa de Deus uma casa de negócios? Assim como no tempo dos sacerdotes, que Jesus pegou em um chicote, e expulsou do templo es vendilhões, os cambistas, etc. Como o Dono da Igreja está nos vendo nos dias de hoje?

Mas, as coisas não param por ai. Muitas igrejas haviam se tornado currais eleitorais. O povo de Deus era vendido em tempos de eleições como se vende gado na feira. Misericórdia Senhor! Propina, coisas espúrias e coisas desse gênero corriam a soltas por ai. Isso é muito sério, e, certamente cheirava mal às narinas de Deus. Sem falar no mau testemunho de muitas pessoas no ministério. Homens que sem nenhum escrúpulo, mesmo vivendo em pecado, sobem aos púlpitos para pregar e ensinar aquilo que não vivem, mas, pelo cargo que ocupam estão ai nos holofotes. Quantos falatórios errôneos de obreiros. As brigas pela internet. Os maus exemplos de cantores e pregadores famosos. A mistura do santo, do sagrado com o profano. Os falsos avivalistas. Os aproveitadores do rebanho. Pessoas que deixaram de trabalhar, mesmo alguns sendo profissionais em alguma área secular; mas a obra rendia mais, com bem menos esforço. Triste isso!

Digo isto, porque sempre quis ser um fazedor de tendas como Paulo. Pelo meu desejo próprio, jamais receberia um centavo da igreja. Porém, não foi essa vontade Deus para minha vida. Lembro-me, que ainda relutei por um bom tempo, trabalhando durante o dia na vida secular, e, pregava as noites e fins de semana. Porém, chegou o dia, que o Senhor me disse claramente, que ele havia de me sustentar. Mas, o que vemos hoje em dia, são pessoas que abandonam suas funções na sociedade, seu trabalho, e consequentemente suas fontes de rendas, para “viverem pela fé”. Deve-se ter um grande cuidado ao tomar uma decisão como esta! Deve ser fruto de muitos dias, meses e até anos de oração, pedindo a direção de Deus.

Meus questionamentos são os seguintes: Como voltaremos após essa paralização de trabalhos presenciais nos templos? O que vamos valorizar mais? Será que aprenderemos a lição, ou será preciso ainda vir um maior aperto? Quantos que não valorizavam a Escola Dominical, simplesmente porque não tinha o glamour da reunião noturna. Quantos que se tornaram pastores de gabinete, já não sentia, nem nutria o desejo pela visitação a uma ovelha doente, ferida ou desanimada.

E os membros? Como voltarão? Conscientes do valor pastoral, da mensagem de ensino da Palavra? Será que o pastorado será mais valorizado? As reuniões no templo ganharão mais respeito de todos; pastor e ovelhas? Quantos que aproveitavam os bancos e as poltronas dos templos para colar seus chicletes mascados. Quantos que para ele, vir à igreja era um mero passatempo, que nunca cultuavam a Deus, vinham ao templo, mas passavam o tempo todo se levantado, indo ao banheiro, indo ao bebedouro, com o celular ligado, mandando e recebendo mensagens. Quantos que aproveitavam a hora do culto para seus namoricos. Como vamos voltar? Seremos melhores adoradores? Ouviremos a Palavra com fome de verdade? Ou isso, será apenas nos primeiros dias, e, logo será esquecido o tempo de isolamento social, de quarentena, de termos sobrevivido a tudo isso, e voltaremos a mesma velha maneira de ser?

E nós, os pastores, estaremos com mais desejo de cuidar do rebanho, ou vamos continuar na mesmice das festanças e gastanças do dinheiro dos dízimos, com cantores e pregadores famosos, apenas para ajuntar multidões. Como seremos? Valorizaremos mais o ser ou ter? O que de fato será importante para a liderança? Quantos que estão mais preocupados com seus cargos que com o rebanho. Jesus não nos chamou para cargos, mas sim para sermos pastores de ovelhas. Jesus disse a Pedro: “... apascenta os meus cordeiros... Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21. 15,16). Pedro aprendeu bem a lição. Anos mais tarde ele escreveu aos presbíteros dizendo: “Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganancia, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1Pe 5. 2,3).

Amados, poderia escrever muito mais, porém, estas coisas que escrevo agora, faço no intuito de levar a cada um de nós, sejam os pastores ou membros das igrejas evangélicas, para um profunda reflexão sobre nosso viver e fazer cristão, como sal da terra e luz do mundo. Não faço, como se estivesse isento dessas reflexões para a minha própria vida como pastor e também ovelha do pasto do Senhor, pois estou inserido nesse contexto hodierno da Igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Vosso em Cristo

Pr Daniel Nunes da Silva

sábado, 1 de agosto de 2020

O CRENTE SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS



Porém, agora, não subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração e já lhe tem ordenado o SENHOR que seja chefe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou” (1Sm 13.14).
Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para altura de sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração” (1Sm 16.7).
E, quando este foi retirado, lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho e disse: Achei a Davi filho de Jessé, varão conforme o  eu coração, que executará toda a minha vontade” (At 13.22).
Diz-se que coração é terra que ninguém vai, ou que ninguém anda. Porém, há um que vai sim: Deus. Ele não somente vai, como ele sonda e perscruta o coração. Está escrito em Jeremias 17.10 “Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, e provo os pensamentos:...”. Ler Hb 4.12; Sal 139.1-4.
O coração é a sede de nossas emoções, vontade e sentimentos. Viver, ou andar segundo o coração de Deus, é andar segundo a sua vontade. Todo aquele que anda segundo, não é primeiro. Significa dizer, que ele sempre vai esperar que o primeiro de o passo, para logo ele dar também o seu passo.
Você já pensou sobre isto, o que significa andar segundo o coração de Deus? Você já imaginou como é  coração de Deus? A tendência do ser humano é andar segundo o seu próprio coração. É andar segundo o seu próprio pensamento. Salomão nos diz: “ Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são caminhos de morte” (Pv 14.12). Diz mais ainda: “Dos seus caminhos se fartará o infiel de coração,...” (Pv 14. 14). Isaias disse: “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o SENHOR nosso Deus, porque grandioso é em perdoar” (Is 55. 7). Isto significa que o ser humano ama andar em seu próprio caminho, e segundo os desejos de seu coração. Paulo nos diz em Romanos 1. 24, que “... Deus os entregou às concupiscências de seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si”.


COMO PODEMOS ANDAR SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS
a.    Somente através do novo nascimento
Não há nenhum ser humano, que possa viver segundo o coração de Deus, senão aquele que nasceu de novo: “Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (Jo 1. 12,13); “...Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3); “... Na Verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3.5). “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva e que permanece” (1Pe 1.23). “Deixando, pois, toda malicia, e todo engano, e fingimentos, e inveja, e murmurações, desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ela, vades crescendo, se é que já provaste que o Senhor é benigno” (1Pe 2.1-3).
b.    Crescer no conhecimento de Deus (níveis de conhecimento).
O passo seguinte, é crescer no conhecimento  de Deus. Não basta nascer. Tem crescer. “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a que, enviaste” (Jo 17.3); “Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior (coração); para que Cristo habite, pela fé, no vosso coração;  a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Ef 3. 17-19). Desde que teve o encontro com Cristo, no caminho de Damasco, o alvo primordial de Paulo, foi o de cada dia mais conhecer a Cristo (Fil 3. 8-10). Pedro também nos exorta: “... antes, crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo...” (2Pe 3.18).
Ao concluir o assunto acerca dos dons espirituais, em 1ª aos Coríntios 12, Paulo nos diz que nos mostraria um caminho ainda mais excelente que os próprios dons. Você já leu sobre isso? Leiamos então. Qual seria esse caminho ainda mais excelente, que Paulo fala em 1ª Coríntios 12. 31? O amor. Há crentes que são gigantes nos dons, mas, anões no amor. Então Paulo nos diz: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem (cresci), acabei com as coisas de menino” (1Co 13. 11). Leiamos ainda Hebreus 5. 11-14; 6.1.
A DIFERENÇA DO QUE ANDA SEGUNDO A CARNE DAQUELE QUE VIVE SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS.
a.     O que anda segundo o coração do velho homem diz: Eu sou o melhor; o que anda segundo o coração de Deus diz: O meu próximo é melhor que eu (Fil 2.3);
b.    O que anda segundo o coração do velho homem diz: Quem domina sou eu; O que anda segundo o coração de Deus diz: Não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim (Gal 2.20);
c.     O que vive segundo o coração do velho homem, ama andar na imundícia da carne, o homem segundo o coração de Deus ama a santificação (1Ts 5.23);
d.    O que anda segundo o coração do velho homem, gosta das trevas, o que anda segundo o coração de Deus, ama a luz (Jo 8.12; 1Jo 1.7);
Finalmente, o coração do homem ímpio, tem escrito nele as leis do pecado (Rm 8. 2b); No coração do novo homem, aquele que Paulo nos fala em 2Co 5.17, tem escrito nele a lei de Deus: “... porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração” (2Co 3.3); “Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E não ensinará alguém mais a seu próximo, nem alguém, a seu irmão, dizendo: Conhecei ao SENHOR; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, ...” (Jr 31.33,34). Ler ainda Ez 36.26,27.
Assim como um computador, que é de minha propriedade, se você abri-lo, vai encontrar muitas mensagens edificantes, poesias, leituras da palavra, estudos bíblicos, assim também  o nosso coração, quando Deus escreve suas leis. O coração do homem ímpio, tem escrito a lei do pecado (Mt 7.21; Lc 6.45b). Mas no coração do homem renascido de novo, tem as leis de Deus. (Sal 119.11; Mc 12.30; Lc 6.45a).
Pr Daniel Nunes

domingo, 26 de julho de 2020

Deixai-nos edificar convosco



(Ed 4.2)
Os inimigos de Deus  e de sua obra (provavelmente samaritanos, (cf 2Rs 17.24,34) procuraram se infiltrar entre os judeus e interromper a construção do templo. Fingiram união, e hipocritamente ofereceram ajuda num trabalho conjunto para o progresso da obra de Deus. Nesta reflexão, veremos o perigo da infiltração de inimigos em meio ao arraial do povo de Deus. A carta enviada à Igreja de Éfeso, o Senhor Jesus diz: “... e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e não são e tu os achaste mentirosos” (Ap 2. 2b).
A igreja, em todos os tempos, vem sofrendo investidas desta natureza. É preciso que àqueles que estão na liderança da mesma, busquem com todo ardor o dom de discernimento de espíritos, para que possam, assim como Zorobabel, identificar, quando de fato são amigos e quando são inimigos. Neemias também identificou, quando foi chamado para descer e ir ao vale de Ono, disse: “Estou fazendo uma grande obra, de modo que não poderei descer” (Ne 6.3). Ele sabia que intentavam contra a sua vida. Veremos algo mais desses inimigos:
1)     Esses inimigos de Judá (Ed 4.1), afirmavam que adoravam ao Senhor Deus e que sacrificavam a Ele, igualmente como os Judeus. Entretanto, tinham seus próprios deuses, e não aceitavam a Palavra de Deus escrita como a autoridade suprema para seu povo (cf 2Rs 17.24,29-33). Esse oferta enganosa de ajuda, era de fato, um sinistro complô, parecido com aquele dos inimigos de Neemias (Ne 6.2), para subverter a fé e dedicação do remanescente que voltara.
Estamos em época, onde, muitos procurarão as igrejas, passando por bonzinhos, saudando com a paz do Senhor, e até querendo cooperar com a obra de Deus. Que o Senhor tenha misericórdia do seu povo. Até aqui nosso Deus tem nos ajudado, e continuará nos ajudando (1Sm 7.12).
2)     As Escrituras advertem que Satanás procurará perverter a mensagem de Deus e arruinar o santo remanescente, mediante ofertas de cooperação da parte de falsos crentes que não são leais à inspirada revelação da Palavra de Deus (Mt 24.24; At 20.27-31; 2Co 11.13-15; Ap 2-3).
3)     A unidade entre os que adoram ao Senhor é um princípio importante e bíblico, mas essa unidade deve basear-se na fé sincera, na justiça obediente e na verdade revelada por Deus (Ef 4.3-13).
4)     A mistura com pessoas que não são da mesma linhagem do povo de Deus, ou de falsos cristãos, sempre trazem enormes prejuízos ao povo de Deus (cf Ex 12. 38; Nm 11.4; 2Rs 17.32,33; 2Pe 2.13; Ap 2.9).
Portanto, façamos como Zorobabel, que não aceitou a ajuda disfarçada dos inimigos do judeus. Não devemos aceitar essa mistura em nosso meio. Quem quiser andar conosco, terá que servir unicamente ao Deus vivo e verdadeiro. Ele não aceita mistura.
Amém.
Pr Daniel Nunes da Silva
Bibliografia
Bíblia de Estudo Pentecostal.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

DIANTE DESSA GRAÇA



E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça” (Jo 1. 16)

Diante de tão grande graça me arrependo e me humilho. Me ajoelho e suplico o  seu perdão. Sinto-me ser levantado por sua poderosa mão, e ouço sua voz me chamando de filho.
Diante de imensurável graça recebo os dons do Espírito Santo. Posso decifrar coisas jamais vistas, ouvidas, sentidas ou percebidas. O som que sai de meus lábios não é outro, senão o som que vem do profundo da alma e das cordas do coração. E somente posso pronunciar graça sobre graça, pois por essa graça me deste salvação.
Diante da universal graça contemplo a verdade. Verdade essa que me fala de justiça e amor. Amor tão grande que me traz saúde. Não há como traduzi-la de outra forma, a não ser, favor.
Diante dessa graça contemplo o meu Cristo. Deus conosco o Emanuel. Pois, por essa graça me sinto perdoado, e mesmo nesta vida terrena já posso contemplar o Céu.
Diante dessa graça a vida eterna me espera. Vida gloriosa, jubilosa e triunfante. Diante de tamanha graça é só felicidade, e dessa graça que é de graça flui a vida abundante.

Pr Daniel Nunes da Silva

sábado, 11 de julho de 2020

O QUE VIRÁ DEPOIS?



Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tão pouco ele têm jamais recompensa, mas a sua memoria ficou entregue ao esquecimento” (Ec 9. 5).

O livro de Eclesiastes demostra a aflição desesperadora, além do pessimismo do existencialista que procura o sentido de tudo no universo criado, e na experiencia apenas da vida terrenal, sem considerar que exista a eternidade.
Há leitores da Bíblia, que se apegam a esses textos, e se tornam céticos quanto ao mundo vindouro. Porém, devemos atentar para as palavras finais do pregador, quando diz, “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Ec 12. 13,14).
Na verdade a nossa existência, não consiste apenas nesta vida terrenal, passageira e ilusória, onde Salomão diz que “tudo é vaidade”. Sim, tudo é tão fugaz, lépido. O pregador, ilustra muito bem a fugacidade da vida com as analogias do capítulo 12. 2-7 do mesmo livro, admoestando a todos, que lembrem do Criador enquanto ainda são jovens.
A Bíblia é claríssima ao advertir-nos sobre a vida futura, bem como a recompensa por todos os nossos atos praticados por meio do corpo, sejam esses atos bons ou maus. Vejamos: “Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos, poque a vossa obra tem uma recompensa” (2Cr 15.7); “Dizei aos turbados de coração: Esforçai-vos e não temais; eis que o vosso Deus virá com vingança, com recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará” (Is 35.4); Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal (2Co 5.10); “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6. 7).
Não vamos viver esse existencialismo exacerbado, preocupado apenas com as coisa deste mundo, esquecendo-nos que aqui tudo passa. Vamos nos dedicar àquilo que é eterno, amando nosso Deus sobre todas as coisas, levando Cristo aos corações dos homens, pois, finalmente, é com Ele que vamos viver eternamente.
A vida não termina com a morte do corpo. O que virá depois, pode ser um grande mistérios para os céticos, ateus,  materialistas e existencialistas; mas, para o cristão fiel não.  Jesus disse: “... vou preparar-vos lugar”. Depois daqui, teremos o céu!
Vosso em Cristo
Pr Daniel Nunes da Silva

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Restaura-nos Senhor, como as correntes do sul




E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta, em mananciais de águas;...” (Is 35.7).
Assim é o Senhor, Ele é perito em coisas impossíveis! Multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. O homem somente sabe multiplicar, quando tem algo para fazer a multiplicação, mas com Deus é diferente, Ele chama a existência as coisas que ainda não existem.
Quem sabe estás sem força alguma. Quantas vezes já disseste que iria parar. Que suas forças se esgotaram completamente. Sim, as tuas forças se esgotaram mesmo. Porém, as de Deus não. Na verdade o Senhor é uma fonte inesgotável.
Há uma promessa de Deus nesse texto do profeta Isaías para a sua vida. Essa promessa se cumpre cada dia em nossas vidas através de Cristo Jesus. Em Cristo nosso deserto se transforma em mananciais de águas. Ele  dessedenta nossa sede. Acaba com a nossa sequidão. Ele disse: “Quem tem sede, venha a mim e beba”. Sim, não precisas mais viver na sequidão do deserto do pecado, pois Cristo é nossa fonte inesgotável.
Te louvamos Senhor Jesus, pois nos conduziste a pastos verdejantes do teu amor.
Pr Daniel Nunes da Silva


terça-feira, 7 de julho de 2020

O QUE ESTAMOS COMPARTILHANDO?




Boatos e fofocas sempre foi e sempre será algo demasiadamente maléfico. Salomão escreveu assim sobre o assunto: “As palavras do maldizente são como deliciosos bocados, que descem ao íntimo do ventre” (Pv 26.22 – ARC). Vejamos o mesmo verso na Bíblia Viva, “Boatos e fofocas são o prato preferido de muita gente. Como gostamos de saboreá-los”.
Não resta nenhuma dúvida, que o sábio Salomão tinha e continua tendo muita razão quanto ao assunto. Verdadeiramente, esse prato chamado fofoca, é saboreado por muita gente diariamente. Alguns o tomam no café da manhã, lancham as dez horas, almoçam, o saboreiam no lanche da tarde, degustam na janta, e não vai dormir sem fazer um boquinha desse maldito prato. Na verdade, que muitos cristãos, deixaram de ler a Bíblia, de cantar louvores, de orar, para procurar as últimas fofocas nas redes sociais. Não sentem o menor desejo de compartilhar um versículo da Bíblia, mas, tem um desejo ferrenho de compartilhar as ultimas novidades da vida alheia.
Quando o proverbista nos diz que “Boatos e fofocas são o prato preferido de muita gente”, ele está dizendo que é algo prazeroso para os tais. Ele faz isso com prazer. Ele distribui o boato e a fofoca, como algo que o alimenta. Mesmo, sendo um alimento venenoso, ele continua comendo. O íntimo do seu ventre está cheio de veneno.
Quem semeia fofoca, boato e mexericos, semeia contendas. A Bíblia nos diz, que o semeador de contendas é uma pessoa abominável diante de Deus. Vejamos o texto todo. “Estais seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal e testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos” (Pv 6. 16-19).
Soberba, mentira, violência, maus pensamentos, falso testemunho, todas são péssimas qualidades em um ser humano, principalmente para um cristão, mas, o semeador de contendas; quer dizer, uma pessoa que carrega em seu bornal a semente da discórdia, da calunia, da fofoca, ele simplesmente é abominável aos olhos do Senhor. A Bíblia diz que tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Portanto meus amados irmãos, nunca devemos repassar um boato, uma fofoca pelas redes sociais ou por qualquer outro meio. Podemos estar semeando uma péssima semente, que no futuro colheremos seus amargos frutos.  Diz Salomão: “Quem semeia a maldade colhe desgraça e será castigado pela sua própria arrogância” (Pv 22.8 BV). Oseias profetizou sobre Israel dizendo: “Porque semearam ventos e segarão tormentas...” (Os 8.7).
Como cristãos que somos, temos tanta coisa boa para semear. Tantos bons conteúdos para compartilhar. Sejamos semeadores de boas novas. Oseias aconselha dizendo: “Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia...” (Os 10.12). Jesus disse: “O que semeia semeia a Palavra” (Mc 4.14). Paulo disse: “Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas” (Rm 10. 15).
Cuidado irmãos, o juízo de Deus será sem misericórdia sobre aqueles que saboreiam com gosto o prato do boato e da fofoca.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós.
Amém
Pr Daniel Nunes da Silva – presidente da IEADCG e COMEAD-CGPB