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domingo, 10 de janeiro de 2021

O VERDADEIRO AVIVAMENTO BÍBLICO


Ouvi, Senhor, a tua Palavra e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra  no meio dos anos, no meio dos anos a notifica. Na ira lembra-te da misericórdia” (Hc 3.2).

 

A igreja do Senhor, precisa passar por constante avivamento. Avivamento é renovo. avivamento é a manifestação da presença de Deus no coração de seu povo, trazendo consigo o temor de Deus, que nos faz reconhecer Sua santidade e o quanto precisamos nos consertar com Ele, desfazendo-se de nossos pecados.

Todo avivamento começa com a manifestação do Espírito Santo em uma vida, em uma comunidade, em uma nação, ou até mesmo em um continente, porém, os resultados desse avivamento, não são apenas barulho, movimentos, discursos inflamados. Ele de fato ocorre, quando começamos ver a mudança nas pessoas.

1.      A primeiro fenômeno que acontece em um verdadeiro avivamento, é o temor, ou, mais temor a Deus. “ Ouvi, Senhor, a tua Palavra e temi...”. Para muitos hoje em dia a Palavra de Deus não tem nenhum valor. Ouvem-na, porém, não a temem. Tanto faz ouvir a Palavra de Deus, como ouvir qualquer coisa. Em um avivamento legitimo, quando se ouve a Palavra de Deus, o temor inunda os corações. Lembra do episodio ocorrido no livro de Neemias? Vamos ler: “E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo povo; e, abrindo-o ele, todo povo se pôs em pé. E leram o livro, na Lei de Deus, e declararam e explicando o sentido, fazia que, lendo, se entendesse. E Neemias (que era o tirsata), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava ouvindo as palavras da Lei” (Ne 8. 5,8,9). Vejam só: O povo chorava ao ouvir a Palavra de Deus. O que chamam hoje em dia de avivamento, não passa de barulho oco sem sentido algum. São apenas manifestações momentâneas emocionais, e massagem para o ego de pregadores e cantores, que não glorificam a Deus, mas a sim mesmos. Por isso pedem tantos aplausos ao público. Que o Temor do Senhor inunde os nossos corações nesses últimos dias da igreja na terra.

2.      Em um verdadeiro avivamento, o segundo fenômeno que ocorre nas vidas dos avivados é o arrependimento. “... na ira lembra-te da misericórdia”. O profeta sabia que Deus estava irado com aquela nação pecaminosa. Sabia que Deus estava agindo com justiça, ao punir a nação de Israel por causa de seus muitos pecados contra o Deus Eterno e Santo. Sabia que mereciam tudo aquilo. Porém, ele pede por misericórdia.

No grande avivamento ocorrido na inauguração da Igreja do Senhor, no dia de pentecostes, no primeiro sermão, o apóstolo Pedro fala ao povo dizendo: “... Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome do Senhor Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2. 38). Arrependimento é dar meia volta. E voltar-se ao sentido contrario ao que estávamos indo. É deixar o pecado ou os pecados, é voltar-se para Cristo e buscar a santidade, fazendo assim a vontade do Senhor (1Ts 4.3). Se isso não está ocorrendo em nossas vidas, não importa o quanto de línguas estranhas falamos. Não importa o quanto pregamos ou cantamos. Não importa nem a quantidade de obras sociais, o dinheiro que empregamos na igreja, o quanto lotamos os estádios de pessoas enlouquecidas, gritando porque um famoso cantor ou pregador gospel está no palco, tudo isso pode parecer avivamento, mas não é. São coisas que se fazem sem a presença do Espírito Santo. Porém, temor a Deus e arrependimento, somente o poder do Espírito Santo pode provocar nos corações dos homens.

3.      O terceiro fenômeno que ocorre na vida do homem avivado é o ódio ao pecado. “Refreei os meus pés de todo caminho mau, para que eu pudesse guardar a tua palavra”. (Sal. 119:101 KJF) De nada adianta dizer que está arrependido e prosseguir no pecado. Assim aconteceu com o rei Saul. Quantas vezes pediu perdão a Davi, e no outro dia estava querendo mata-lo. Isso não é arrependimento. Com Judas Escariotes ocorreu algo semelhante. Parecia que estava arrependido por ter entregue Jesus aos sinédrio, mas aquilo não passou de remorso, medo, e por isso mesmo, ao invés de ir aos pés de Cristo, pedir perdão e seguir sua vida, ele pegou um corda e foi enforcar-se. Triste fim para uma pessoa não arrependida de seus pecados.

A Palavra de Deus nos assegura dizendo: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13). Sim, o verdadeiro avivamento nos levará sem dúvida a esse caminho: temor a Deus, arrependimento, confissão de pecados, ódio ao pecado e abandono do pecado. Gloria a Deus! Se não acontecer esse caminho, pode ser tudo, menos avivamento. Isso tem uma razão muito óbvia, pois a presença do Senhor se torna real em sua vida. Disse Habacuque: “Deus veio de Temã, e o Santo, do monte de Parã; (Sela) A sua gloria cobriu os céus, e a terra encheu-se do seu louvor”(Hc 3.3).

4.      Outro fenômeno que ocorre na vida do crente verdadeiramente avivado pelo Espírito Santo de Deus, é um desejo profundo de ganhar almas. Tu saíste para salvamento do seu povo...” (Hc 3. 13). A primeira coisa que Pedro fez ao ser cheio do Espírito Santo, foi pregar para a salvação das almas. A partir daquele momento, a igreja avivada, batizada com Espírito Santo, cheia dos dons espirituais, quer nas praças, nos caminhos, na pequenas e nas grande cidades, mesmo em meio as grandes crises e perseguições, não cessava de anunciar a Palavra de Deus, mostrando a todos que Jesus era de fato o Cristo de Deus.

Crente verdadeiramente avivado não fica parado. Ele prega, ora, canta, distribui literatura, fala de Jesus ao amigo, ao irmão, ao vizinho. Ele ajuda missões,  vai para o campo missionário, ora para Jesus salvar almas. Prega a palavra a tempo e fora de tempo.

Finalmente, o avivamento é um poder tão grande que cai sobre a vida do homem e da mulher, que o impulsiona de tal forma, que ele já não se acostuma em viver como este mundo, mas, passa a ser um arma preparada, afiada, afinada, nas mãos do Senhor. O diabo já não tem domínio sobre ele, pois, a partir do momento que foi cheio do Espírito Santo, já não tem lugar para as obras carnais, e o pecado não terá domino sobre sua vida.

Busquemos, de todo nosso ser, espírito, alma e corpo esse avivamento. Não nos contentemos com barulhos ocos. Com cultos que tenho muito barulho e pouco temor. Muito ruído e pouco arrependimento. Pregações cheias do eu, rebuscadas no idioma, mas vazia de conteúdo da Palavra de Deus. Cantores que estão cantados seus hinos antropocêntricos, que apenas satisfaz o homem, mas, causa náuseas no Deus Santo.

Oremos como Habacuque, dizendo: Senhor Deus, derrama sobre nós um poderoso avivamento em nossos dias. Tira nos de nosso comodismo. Abrasa nosso ser pelo poder do Teu Espírito Santo. Aparelha o teu bisturi, e arranca através da cirurgia da cruz, o homem mau, o velho Adão que está em nós. Opera, do interior para o exterior. Do espírito ao corpo. Que tudo em nós, seja, única e exclusivamente para louvor da tua exuberante gloria.

Essa é minha oração

Pr Daniel Nunes da Silva


sábado, 26 de dezembro de 2020

CRISTO PENSA EM MIM

 

CRISTO PENSA EM MIM

Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não” (Jo 21. 5)

 

Perguntaram a um cristão tão abstraído, que as vezes não tinha noção do que passava ao seu redor. Era um homem quieto, pacífico e de uma paz imperturbável. Então lhe disseram:

Como é que você vive em tão perfeita paz, e se mostra imperturbável diante das situações adversas da vida? Quais são as suas reflexões e pensamentos que te faz tão feliz?

Respondeu o servo de Deus: Quando tenho momentos de quietude, penso no Senhor Jesus; e quando não posso pensar nEle porque tenho que atender assuntos diversos, sei que Ele pensa em mim. Por isso é que sempre estou tranquilo e em paz em qualquer circunstância.

Não foi assim que aconteceu com os discípulos? Eles, certamente não estavam pensando em Jesus. Voltaram às suas atividades de pesca, e seus desejos e pensamentos eram outros. Mas, enquanto eles estavam na luta inglória de mais uma noite sem pescar nada, Jesus apareceu na praia, e, a sua preocupação era: “Filhos, tendes alguma coisa de comer?”.

Não importa o quão distraído estejas com as coisas de Deus. Quem sabe, as lutas do dia a dia, têm feito você se afastar da riqueza mais preciosa, do tesouro do céu. Mas, nesse momento, que estás lendo esta mensagem, Jesus manda te dizer que Ele pensa em você. E assim, como resolveu o problema dos discípulos, mandando-os lançar a rede do lado direito do barco, ele também diz para ti e para mim, que a nossa vitória está em obedecermos as suas ordens, a sua poderosa Palavra.

Oh! como é bom saber que Jesus nunca deixa de pensar em mim.

Pr Daniel Nunes

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

ESTUDO SOBRE MATEUS 22. 15-46


Leitura correlata: Marcos 12.13-37

Os inimigos de Jesus, sempre estavam a espreita como surpreende-lo em alguma falta. O Salmo 22, nos fala a respeito do Messias. O verso 12 nos diz: “Muitos touros me cercaram; fortes touros de Basã me rodearam”. E o verso 16 diz: “Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou...”. Ainda no verso 21: “Salva-me da boca do leão...”.  Mateus narra que “Enviaram-lhe seus discípulos”. Quer dizer: Os fariseus enviaram seus alunos para tentar surpreender a Jesus em alguma palavra. Mas Jesus, não foi surpreendido por eles. Ele tinha a resposta a todas as perguntas.

Jesus em seu ministério combateu pelo menos três grupos de pessoas:

1.    Os fariseus (Mc 8.15). O fermento dos fariseus consistia na observação das tradições dos homens e religião exterior. O fermento da hipocrisia (Lc 12.1). Esse é um grande perigo hoje em dia (Rm 12.9; 1Tm 1.5; 2Tm 3.5).

2.    Os saduceus (Mt 16.6). Os saduceus era o grupo religioso que não acreditava no sobrenatural (At 23.8). Portanto, o “fermento” dos saduceus era a incredulidade, o ceticismo, a doutrina de duvidar de tudo que seja espiritual. (Lc 18.8; Jo 20.25). Em meio a um mundo incrédulo, devemos guardar nossa fé (2Tm 4.7; Jd 1.3; Ap 2.13).

3.    O partido de Herodes (Mt 22.16). Herodes parece ser saduceu. O seu partido consistia dos judeus mundanos, cujo alvo era agradar aos romanos. O “Fermento” de Herodes, portanto, era o mundanismo e o conformismo (Tg 4.4,8; 1Jo 2.15-17). Para combater a tal prática, nos escreve Paulo em Romanos 12.1,2. A igreja vive na contra mão do  mundo (Jo 17.14-17).

Veremos então as três perguntas feitas por esses grupos ao Senhor Jesus.

1.    Uma pergunta sobre o tributo. (Mt 22.15-22).

Quem fez essa pergunta foi os herodianos. Mundanos, sempre pensando em dinheiro. Esse grupo tinha ambições políticas. O NT não dá muitas informações sobre eles. Parece que estavam, juntamente com Herodes cooperando com Roma. Ele se opunham aos fariseus, que detestavam ao governo romano, porém, se uniram para se oporem a Cristo.

A pergunta sobre o tributo era muito delicada. Se Cristo se opusera ao tributo de Roma, podia ser preso como traidor do império. Se fosse favorável a César, podia perder os corações dos judeus que detestavam aos governos romanos. A resposta de Jesus, nos ensina como deve comportar um verdadeiro filho de Deus, que deve ter obrigações com Deus, porém também com a sua pátria. Como D.L. Moody acostumava dizer: “Um cristão não deve ser tão celestial em seu pensamento, que não seja bom para nada na terra”. Romanos 13 e 1Pedro 2.13-18 nos ensina que os cristãos deve obedecer a lei e honrar a seus líderes. O cristão deve ser um melhor cidadão.

Da mesma maneira que o imperador César estampava sua imagem na moeda, assim Deus estampou sua imagem no homem (Gn 1.26-27). O pecado desfigurou essa imagem, porém, através de Cristo, ela é restaurada (Ef 4.24; Col 3.10). A parábola da moeda perdida em Lucas 15. 8-10, sugere que o homem, feito a imagem de Deus, está perdido e nessa condições jamais poderá refletir a imagem de Deus (1Co 3.18).

2.     Uma pergunta acerca da ressurreição (Mt 22. 23-33).

Agora que entra em cena são os saduceus, e fazem uma pergunta doutrinal. Apresentam uma pergunta hipotética acerca do matrimonio e a vida futura, baseada na lei do Antigo Testamento, de que um homem devia se casar com a viúva de seu irmão para perpetuar a família (Gn 38.8; Dt 25.5-10). Jesus disse que eles ignoravam duas coisas: 1)Errais não conhecendo as escrituras. Não conhecer as escrituras é andar em trevas (Sal 119.105). 2) E nem o poder de Deus. Eles não aceitavam nada do sobrenatural de Deus (At 23.8). Hoje temos um grupo de cristãos que não crê no poder de Deus (Lc 24.49).

Jesus explicou que o casamento humano, como nós conhecemos, não existirá nos céus, na vida futura, senão, que seremos como os anjos, isto é, vivendo em um mundo espiritual não controlado por leis humanas. (Isso não significa que seremos anjos, mas, que seremos como eles, no que tange ao matrimonio. O santos sempre reinarão como filhos de Deus e não como servos o anjos (Jo 17.24).

Jesus usou a Palavra para responder aos seus críticos, dizendo: “E, acerca da ressurreição dos mortos não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos”. (Mt 22. 31,32). Vejamos os textos no AT (Ex 3.6,15,16). Não diz: “Eu fui o Deus”, mas “Eu Sou o Deus”. Isto quer dizer que estes homens ainda vivem com Deus. A morte não destrói a pessoa, ainda quando o corpo se torne em pó. Assim Jesus está nos ensinando que a alma existe mesmo depois da morte, e os que tem fé vão estar com o Senhor (Fil 1. 23; 2Co 5.1). Porém, Deus salva a pessoa completa, incluindo o corpo, que será glorificado (Fil 3.20,21). O poder de Deus é suficiente para levantar aos mortos do pó da terra (Ef 1.19,20).

3.    Uma pergunta acerca do grande mandamento (Mt 22. 34-40).

Agora vem os fariseus, fazendo uma pergunta legal acerca da lei do A.T. Podemos ver a expressão: “fizera emudecer...” no versículo 34, literalmente significa “amordaçar”, “tapar a boca”. Isso mostra de que maneira Jesus silenciou a seus inimigos.

              Os expertos da lei, debatiam sobre qual dos muitos mandamentos era o maior. Eles dividiam os mandamentos  e, “pesados e leves” e separavam as “Leis cerimoniais, das leis morais”. Chegou ao ponto de que um pequeno detalhe do ritual da lei, era tão importante e obrigatório como as grandes leis morais de Deus. Os fariseus pensavam que podia fazer Jesus cair em contradição nesse quesito, forçando-o a tomar partido nessa questão teológica controversa entre eles próprios.

Jesus, mais uma vez, apela para as Escrituras. Ele já tinha usado a Palavra contra os ataques do diabo (Mt 4. 4,7,10). Por isso mesmo Paulo nos diz que a Palavra de Deus, é uma espada (EF 6.17), e o escritor aos Hebreus, nos diz que é uma espada de dois gumes (Hb 4.12). Jesus cita Deuteronômio 6.5 e Levítico 19.18). Amar a Deus e amar ao próximo: Estes dois mandamentos resumem a lei completa (Rm 13.8-10). Em lugar de debater, deveríamos obedecer e amar a Deus e ao nosso próximo. Esse é o verdadeiro coração da religião cristã. Ninguém pode amar a Deus sem conhecer a Jesus Cristo como Salvador (Jo 8.42). E quando conhecemos a Deus e amamos a Deus, também amaremos aos nossos irmãos (Rm 5.5; 1Jo 4.20).

4.    A pergunta de Jesus aos seus inimigos (Mt 22. 41-46).

Após calar aos saduceus, fariseus, herodianos, agora Jesus mesmo faz a pergunta: “Que pensais vós do Cristo? De quem é filho?”. Jesus estava se referindo aos Salmo 110, onde diz: “Disse o Senhor ao meu Senhor:”. Davi escreveu esse salmo inspirado pelo Espírito Santo (v. 43). Esse é um Salmo messiânico. A pergunta é a seguinte: Se Davi o chama de Senhor, como pode então ser seu filho? A resposta  esta pergunta está em Mateus 1,2. Como Deus eterno Ele é Senhor de Davi, porém, como Deus homem, que veio em carne (Jo 1,1), ele é Filho de Davi.

Os fariseus jamais responderiam essa pergunta, pois teriam que reconhecer Jesus como Messias, assim como fez o cego de Jericó (Lc 18.38).

Deus nos abençoe. Amém.


terça-feira, 17 de novembro de 2020

O QUE FAZER EM TEMPO DE CRISE?

ISAIAS 45.22; SALMO 11.3; PV 18.10

 O QUE É DE FATO UMA CRISE?

 Segundo os mais variados dicionários da língua portuguesa, crise é:

1.     Alteração no desenvolvimento normal de algo: Alteração, desequilíbrio, instabilidade, vacilação, incerteza, queda, colapso, declínio, decadência, decrescimento, recessão, estagnação, paralização.

2.     Situação de tensão: Conflito, tensão, perturbação, transtorno, atrapalhação, confusão, comoção, conflagração, disputa, contenda.

3.     Desequilíbrio emocional ou nervoso súbito: Ataque, acesso, acometimento, insulto.

4.     Falta ou escassez de algo. Falta, escassez, carência, ausência, deficiência, exiguidade, míngua, inópia.

5.     Situação difícil. Dificuldade, adversidade, aperto, apuro, perigo, problema, emergência, vicissitude, agrura, embaraço, prova, provação.

 VIVEMOS HOJE GRANDES CRISES

a.     Crise moral (Rm 1.24-32);

b.  Crise ética (Is 5.20). A ética nos diz o que é certo ou errado. Porém, com a chegada da pós-modernidade, e segundo os seus defensores, já não existe o certo ou errado, nem há verdade absoluta; tudo é relativo. No entanto, a Palavra de Deus continua firme e verdadeira. Ela permanece sendo um farol que brilha em meio a escuridão das trevas do pecado do relativismo e da inconsistência da pós-modernidade.

c.     Crise social (Sal 11.3; Is 10.1,2; Hc 1. 4);

d.     Crise de verdade (Jr 9. 3);

e.     Crise Confiança (Jr 9.4);

f.       Crise de Amor (Mt 24.12);

g.     Crise de Fé (Lc 18.8);

h.     Crise de perdão (Ef 4.32);

i.       Crise de comunhão (Fil 2.1);

j.       Crise de oração (Ef 6.18);

k.      Crise de firmeza (Ef 6.13; Hb 12.12,13);

l.       Crise de companheirismo (Sal 119.63; Rm 16.7; Ap 1.9).

m.   Crise espiritual:

a.          Houve crise espiritual após a morte de Josué e dos anciãos de Israel (Jz 2. 7-12; At 20. 29,30; 2Tm 3.5; 1Tm 4. 2; Jd 12);

b.     Também havia crise espiritual pela falta de visões de Deus aos sacerdotes (1Sm 3.1). “... Não havia visão manifesta”. (Ler Salmo 74.9; Ap 3.17,18).

n.     Crise teológica (Col 2.8; 1Tm 4.1; 2TM 4.3,4);

 

I.           O QUE FAZER EM MEIO A CRISE?

a.     Devemos buscar a Deus em oração e vigilância (2Cr 7.14; Ne 4. 7-9; Fl 6.4 );

b.     Olhar firmemente para Jesus (Is 45.22; He 12.2);

c.      Não nos conformarmos com esse mundo (Rm 12.2);

d.     Correr para os braços do Senhor (Pv 18.10;1Pe 5.7);

e.     Procurar ouvir a voz de Deus (1Sm 3. 9-11,19,20).

Pr Daniel Nunes

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Há um ribeiro que passa pertinho de você

 


Bendito o varão que confia no Senhor. Porque será como árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se afadiga nem deixa de dar fruto” (Jr 17.7,8).

Tenho pregado nesses dias sobre a importância das raízes para a árvore, fazendo assim uma analogia sobre as raízes que provem de Cristo para o crente. Paulo disse: “Arraigados e edificados nele...”. São as raízes que dão sustentação à planta. Não há fruto sem as raízes. Na verdade, as raízes são as canalizadoras de vida para a plantação, pois, através delas, qual condutos, passa as vitaminas, proteínas e sais que provem da terra, transformando tudo isso em seiva, que qual sangue, que corre nas veias dos seres vivos animados, corre, através das raízes, nos seres  vivos inanimados.

O profeta Jeremias, ao falar para Judá, ele mostra a diferença, de quem confia no homem e daquele que confia no Senhor. O que confia no homem, é semelhante a “tamargueira no deserto e não sentirá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável” (Jr 17. 6). Vejam bem: mesmo sendo a tamargueira, uma planta resistente, porém, sem as bençãos de Deus, ela secará, não produzira fruto algum, e quando chegar o bem, ela já morreu, por isso mesmo, não sentira, quando esse bem chegar. Assim é o que confia em suas riquezas, na força do seu braço, na sua saúde, no seus títulos, seus diplomas, em amigos, etc.

Por outro lado, os que confiam no Senhor, são comparados a “árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor...”. No salmo primeiro, o Salmista fez também menção do homem que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos, comparando-o com uma árvore plantada junto as correntes de águas, e que dá o seu fruto na estação própria, e terá prosperidade em todo seu trabalho.

Para nós os crentes, esse ribeiro de águas frescas e nutritivas é o Senhor Jesus, que através do Espírito Santo brota no interior de cada um de nós, não nos deixando assim, nem secos nem infrutíferos. Como nos ensinou Paulo: “Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Col 1.10).

Não há razão para não produzirmos frutos para o reino de Deus, pois, o tronco é Cristo, e o agricultor é o nosso Deus e Pai. Portanto, deixando que nossas raízes repousem em Cristo através de sua Palavra, da oração e louvor, não recearemos quando venha o calor das lutas e provações. Permaneceremos verdes, quer dizer, bem vivos e saudáveis na casa do Senhor, sem nos afadigarmos nem deixarmos de dar frutos para a gloria de Deus.

Vosso em Cristo

Pr Daniel Nunes

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

INTERPRETAÇÃO BÍBLICA DE JOÃO 6.37

 


Tudo o que o Pai me dá vira a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”

 

Sabemos que há textos bíblicos que são mais difíceis de serem interpretados. O apóstolo Pedro falando sobre isso, disse que, “... o nosso irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando disto, com em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, ...” (2Pe 3. 15,16). Exatamente, nesses pontos difíceis, que se assenta muitas vezes as contradições e até heresias, que têm sido tema de infindáveis debates entre os cristãos ao longo da história da igreja.

Quero falar sobre o texto em apreço, onde, os que ensinam, que “uma vez salvo, salvo para sempre”, o tomam como uma âncora para tal afirmação. Dizendo que os que vem a Jesus de maneira nenhuma ele lançará fora. Isso é verdade, porém, não da forma com eles ensinam.

Quero pedir aos meus amados leitores, que tenham um pouco de paciência neste texto, pois o assunto é muito sério, e precisamos nos deter em algumas minucias, e para tanto, vamos precisar de um texto mais longo. Espero poder te ajudar a entender melhor o assunto.

Quero, também, antes de tudo, dizer que não se trata de uma posição arminiana ou calvinista, mas, sobretudo, bíblica do assunto. Tenho visto que, por achar que já está com a salvação totalmente garantida, alguns passam a cometer pecados voluntários, e, quando são corrigidos, respondem que são salvos para sempre, e de alguma maneira chegarão nos céus. Contrariando total e frontalmente as exortações bíblicas, que nos advertem dizendo: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (2Co 7.1); “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho” (Gal 1.6); “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo par o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fil 3. 13,14); “Conservando a fé e a boa consciência, rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé” (1Tm 1. 19); “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus Vivo” (He 3.12). Poderia escrever aqui, centenas de versículos, onde nos provam, tanto a necessidade de permanecer firme, quanto o perigo de cair dessa graça tão maravilhosa que abraçamos um dia pela fé.

Vamos ao texto supracitado de João 6.37. Quero traze-lo em algumas versões, para que fique um pouco mais claro a todos.

Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” – ARA

Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim, a esse jamais rejeitarei – Bíblia Viva

Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei” – NVI

Contudo, aqueles que o Pai me dá virão a mim, e eu jamais os rejeitarei” – NVT

Tendo trazido o texto em diversas versões de Bíblias, podemos agora começar a fazer uma analise e uma interpretação do mesmo. Primeiro, vamos dividir o versículo em dois momentos.

A primeira parte...aqueles que o Pai me der...”, se trata da coletividade, ou seja, da igreja, pois no grego, a palavra “todo” é singular neutro. Vejamos o texto de João 17.2 – “Assim como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste”. A segunda parte... e o que vem a mim...”, é individual. Portanto, já entendemos preliminarmente, que o que foi dado a Jesus foi a comunidade dos salvos, a igreja, e para fazer parte dessa igreja, é necessário que o individuo venha então a Jesus, como ele mesmo disse: “Vinde a mim, todos ...” (Mt 11.28). Sem sombra de dúvida, é o Espírito Santo que os capacita a vir a Jesus. O apóstolo Paulo nos diz “De sorte que  a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). Por isso, que não tem como ser de outra forma, é Deus o Pai quem dá tudo ao Filho, pois é sua palavra que convence o pecador através do Espírito Santo.

Dito estas coisas, vamos agora para a parte final do texto, onde mais se aferram e dizem: Jesus jamais nos lançará fora. Isso é uma grande verdade! Porém, se faz necessário algumas explicações mais detalhadas, para sabermos o que significa esse “não lançarei fora” dito por Jesus.

Entendo que a versão da Bíblia Viva, NVI e NVT que diz “... a esse jamais rejeitarei”, está melhor compreensível. Vamos aqui fazer uma parábola: Um certo homem rico, dono de uma grande fábrica, saiu para contratar pessoas para seu serviço. Deixou o seu filho a quem ele muito confiava para receber os que fossem enviados por seu pai e definitivamente contratá-los à trabalhar em sua empresa. Todos os que foram chegando, o filho os contratou e disse: Todos quantos o meu pai está enviando a mim, eu não vou rejeitar, vou contratar a todos.  Com isso, o filho não está dizendo que eles irão trabalhar a vida toda na empresa, e que nunca vão sair da empresa, mas que, todos os que chegaram foram contratados.

Jesus está dizendo exatamente isso, que não vai rejeitar a ninguém. Não importa o quanto o homem seja pecador. Ele recebeu Mateus, alto funcionário da receita fiscal do governo romano, também o ladrão Zaqueu, e levou salvação à sua casa. Recebeu a Maria Madalena que estava cheia de demônios, bem como a mulher samaritana. Todos. Sim, todos que vierem, ele não rejeitará. Isso nos diz que não há elite da salvação. Não há os melhores para serem salvos, mas, “Onde abundou o pecado, superabundou a graça”. Isso não nos assegura uma salvação para sempre, apenas nos diz que ele não nos rejeitará. A partir do momento que nos achegarmos a Ele, temos que tomar nossa cruz, renunciar a nós mesmos e segui-lo até o fim.

A apóstolo Pedro, falando da salvação, é ainda muito mais enfático, quanto a nossa perseverança. Vejamos: “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção que, pela concupiscência, há no mundo, é vós também, pondo nisto mesmo toda a diligencia, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, a ciência, e à ciência, a temperança, e à temperança, a paciência, e à paciência, a piedade, e à piedade, a fraternidade, e à fraternidade, o amor. Porque, se em vós houver e aumentarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. Portando, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. Porque assim vos será amplamente concedida a entrada no Reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1. 4-11).

Portanto, não pensemos que é somente viver deitado eternamente em berço esplêndido, e no final alcançar a salvação. Nada disso. Façamos a nossa parte, buscando forças na graça de Deus, no poder do Espírito Santo, e em oração, vamos pedir “e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal...”, e assim, perseverando até ao fim, chegaremos na cidade Santa e entraremos por suas portas.

Amém.

Pr Daniel Nunes da Silva.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

TUDO EM CRISTO

 

 

Sozinho não posso, em Cristo tudo posso.

De mim mesmo nada tenho, em Cristo tudo tenho.

Sozinho nada faço, em Cristo faço tudo.

De mim mesmo nada sei, em Cristo tudo sei.

Não suporto quase nada, em Cristo tudo suporto.

Sozinho nada conquisto, em Cristo conquisto tudo.

Em mim mesmo nada sou, em Cristo tudo sou.

Sozinho sou fraco, em Cristo sou forte.

Como homem sou terreno, em Cristo sou celestial.

Como homem vou morrer, em Cristo sou eterno.

 

Sem Cristo,  fracasso, com Cristo, só vitórias.

Sem Cristo, enfermidades, com Cristo, saúde.

Sem Cristo, pecado, com Cristo, santidade.

Sem Cristo, maldição, com Cristo só benção.

Sem Cristo, frieza, com Cristo, calor.

Sem Cristo, tristeza, com Cristo, alegria.

Sem Cristo o medo, com Cristo, coragem.

Sem Cristo perdição, com Cristo, Salvação.

Sem Cristo o inferno, com Cristo o Céu.

Tudo em Cristo, tudo em Cristo, tudo em Cristo.

 

Pr Daniel Nunes da Silva