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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O VERDADEIRO PAI



Genitor, porque gerou.
Provedor, porque abastece.
Amigo, porque suporta.
Conselheiro, porque adverte.
Sacerdote, porque intercede.
Professor, porque ensina.
Pedagogo, porque conduz no caminho.
Disciplinador, porque corrige.

Exemplo, por ter caráter.
Advogado, por estar ao lado.
Juiz, porque absorve.
Agricultor, por semear amor.
Construtor, por edificar caráter.
Chofer, por guiar vidas.
Ator, por atuar no palco da vida.
Palhaço, por fazer rir, quando quer chorar.

Chora sozinho para o filho não ver.
Canta sozinho, pois suas musicas são ultrapassadas.
Sofre sozinho, para não fazer o filho sofrer.
Passa noites acordado sozinho, para deixar o filho dormir.
Machuca-se sozinho, para o filho não se machucar.
Pega peso sozinho, para não deixar o filho pegar.

Alegra-se pelas conquistas do filho.
Chora pelas decepções do filho.
Sente a dor do filho.
Quer ficar doente no lugar do filho.
Pode até passar fome, contanto que o filho tenha o que comer.
Pode até passar frio, contanto que o filho esteja agasalhado.
Não pensa nele, mas sim no filho.

Preocupa-se quando o filho sai.
Alegra-se quando o filho chega.
Entristece-se quando não é compreendido.
Mas pronto perdoa o ocorrido.
Diz que não faz, mas acaba fazendo.
Diz que não vai, mas acaba indo.

Assim é o verdadeiro pai!

Homenagem ao meu pai, Sebastião Nunes da Silva “in memoriam”.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

OS INIMIGOS QUE TEMOS QUE ENFRENTAR


Tiago 4.1-7

O capítulo 4 de Tiago deixa claro que havia divisões e disputas carnais entre seus destinatários. Uma causa era os desejos egoístas de muitos que queriam ser mestres (3.1), mas a causa básica era a desobediência. Havia uma falta de verdadeira separação de suas vidas. É uma grande tragédia quando os irmãos vivem em discórdia, em lugar de viver na unidade (Sal 133). Amós disse: “Como andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3).
No capítulo 3.15, Tiago nos diz: "Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica", mostrando assim que o cristão luta contra o mundo (Terrena), a carne (animal), e (diabólica), o diabo. Essa mesma lista Paulo apresenta no capítulo 2. 1-3 de Efésios, onde ele descreve a vida do pecador não salvo. A pessoa não salva vive para o mundo e para a carne, e está debaixo do controle do diabo. Os que confiam em Cristo recebem o Espírito Santo e tem uma nova natureza. No entanto, ainda batalham contra esses inimigos (Gal 5.16; Ef 6.12).

1.      A carne (vv 1-3). A palavra “deleites”, que seria a mesma palavra paixão, não necessariamente as paixões sensuais, mas todo desejo carnal, ou que estimula a carne e cria problemas. Não é o corpo que é pecaminoso, como alguns ensinam; mas sim, a natureza caída quando controla o corpo, que o leva ao pecado, porque essa natureza é pecaminosa. A carne é essa natureza humana separada de Deus, assim como o mundo é a sociedade humana separada de Deus. É por isso que Paulo, escrevendo aos Romanos 6, ele exorta a submissão de nossos membros ao Espírito Santo. No versículo 2,3 Tiago descreve as ações pecaminosas destes crentes:
a.      Cobiçam e nada tendes;
b.      Invejam e nada alcançam;
c.       Combatem e guerreiam, e não ganham nada com isso.
d.      Pois fazem tudo sem oração: “... porque não pedis”;
e.      E quando oram, o faz egoisticamente: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites” (v3). Para aumentar seus prazeres e não para glorificar a Deus.
f.        A carne pode estimular uma pessoa a orar! Mas sua oração nunca será para a gloria de Deus. Logicamente, quando um crente não está em paz com todos, ele está em guerra consigo mesmo (He 12.14).

2.      O mundo (vv 4,5). O adultério espiritual se constitui em estar casado com Cristo (Rm 7.4), e, no entanto amar o mundo (2Co 11.2,3). No Antigo Testamento, Deus chama de “adultério” a idolatria do povo de Israel, pois, o povo escolhido havia deixado de adorar ao Senhor, para se prostrar diante dos ídolos.
a.      Como pode um cristão ter amizade com o mundo, quando foi chamado para sair dele? (Jo 15.18,19).
b.      Fomos crucificados para o mundo, e o mundo para nós (Gal 6.14).
c.       Há pelo menos quatro passos que o crente dá, para entrar nessa relação com o mundo: (1) Faz amizade com o mundo (Tg 4.4); (2) Contamina-se com o mundo (Tg 1.27) (3) Passa a amar o mundo (1Jo 2.15-17); (4) Conforma-se com o mundo (Rm 12.1,2). Depois de o crente estar nesse relacionamento com o mundo, ele passa a ser julgado por Deus, juntamente com o mundo (1Co 11.32). Ló é um exemplo claro disso (Gn 13.10-13; 19).

3.      O diabo (vv 6,7). Os cristãos que vivem para o mundo e a carne se tornam orgulhosos, e o diabo aproveita desta situação, porque o orgulho e uma de suas armas prediletas. Deus quer nos dar mais graça, mais que qualquer coisa que o diabo pode dar. Devemos usar a Palavra de Deus para resistir ao diabo (Lc 4. 1-13), e o Espírito Santo nos capacita para assim fazer. Porém, Deus não ajuda ao cristão orgulhoso que se recusa a arrepender-se e humilhar-se. A graça e para o humilde, não para o arrogante. Devemos primeiro nos sujeitar a Deus; em seguida resistir eficazmente ao diabo, e ele fugirá.

É importante que os cristãos, se auto examinem para ver se alguns desses inimigos o estão derrotando. 

sábado, 10 de junho de 2017

NEM TODOS ENTRARÃO NO CÉU


Há uma corrente teológica generosa, que ensina que todos finalmente entrarão no céu. Dizem eles que Deus é bom demais para lançar as suas criaturas no inferno. Por isso mesmo, no final de tudo, ele levará todos para o céu. Mas, a verdade não está com esses teólogos liberais, e sim com as Escrituras. Em matéria de céu, quem dá a palavra final, não são os teólogos, e sim a Bíblia Sagrada. E, não sãos as deturpações das falsas bíblias que estão editando por ai, que vão fazer a verdadeira Palavra de Deus cair por terra. Jesus disse: “Passará o céu e a terra, mas as minhas Palavras não hão de passar” (Lc 23.33). Portanto, quem dá a palavra final, é a Santa e Inerrante Palavra de Deus.
Quanto a quem vai entrar no céu, e quem não vai entrar lá, a Bíblia é muito clara, e nesta reflexão, procurarei salientar os textos sagrados, onde nos falam sobre esse importante assunto. A nossa opinião quanto a isso, pouco importa. Aqueles que acham que são palavras pesadas demais, pouco importa. Aqueles que vão achar Deus duro demais, pouco importa. Na verdade o que importa é o que diz a Palavra de Deus. Ela é a verdade! E o que importa também, é que o homem entenda isso, e abandone o pecado, tornando-se apto, através do sangue purificador de Cristo Jesus, para entrar no céu. O anjo que falava com João em suas visões do Apocalipse disse-lhe: “Bem aventurado aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas” (Ap 22.14).
O pecado sempre causou separação entre Deus e o homem, pois Deus aborrece ao pecado. O profeta Isaias assim diz: “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2). Habacuque nos fala que Deus é tão puro de olhos que não pode ver o mal (Hc 1. 13). Na verdade, jamais Deus conviveu, nem jamais conviverá com o pecado.
O apóstolo Paulo nos exorta assim: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1Co 6. 10). Jesus Cristo, o Filho de Deus, disse: “Nem todos que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mt 7. 21-23). Na conversa que Jesus teve com Nicodemos, ele lhe disse: “... Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus” (Jo 3. 3).
Na carta aos Gálatas, Paulo alista as obras da carne, e conclui dizendo que os que tais coisas cometem, não herdarão o reino de Deus, vejamos: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisa semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gal 5. 19-21). Escrevendo aos Colossenses, ele diz: “Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vêm a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Col 3. 5,6).
. Após a pregação que o apóstolo Pedro fez no dia de pentecostes, os seus ouvintes perguntaram: “...Que faremos varões irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2. 37,38). Porém, o Apocalipse, fala de homens que não vão querer se arrepender: “E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios e os ídolos, de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar, e não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces” (Ap 9. 20,21).
Nos dias atuais, existem homens que não se arrependem de seus pecados, e por não se arrependerem, eles não herdarão o reino de Deus. As palavras apocalípticas são claras: “E não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão escritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21.27), e continua: “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira”(Ap 22.15).
Portanto amados, os céus não é pra todos como apregoam e alardeiam os teólogos liberais e generosos, mas é para os que se arrependem de seus pecados, confessam e abandonam ao pé da cruz de Cristo Jesus, e buscam uma vida de santificação abundante diante de Deus. “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”(1Jo 1.7); “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”(He 12.14).

O Céu é para os limpos de coração.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

EU VOS DEI O EXEMPLO DE LIDERANÇA SERVIL


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João 13. 15

O que um aspirante a líder pensa em ser? Se a resposta for baseada em nossa sociedade atual seria: Rico, poderoso e muito bem quisto. Mas se for baseada no exemplo servil de nosso Mestre Jesus, a resposta seria bem diferente. Ele deixou-nos bem claro os objetivos do Reino de Deus, mostrando-nos que são opostos entre si. Enquanto a grandeza do reino do mundo mede pelo poder e pela fama, a de Deus é medida pelo espírito serviçal, onde nosso Senhor Jesus Cristo foi o exemplo maior, quando disse: “Pois o filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45).
A Palavra de Deus dá grande ênfase ao espírito servil. Kenneth C. Fleming, em seu livro “Ele Humilhou-se a si mesmo”, nos recorda, que a Concordância Bíblica da Sociedade Bíblica do Brasil apresenta cinquenta referencias ao verbo “servir”, 800 ao substantivo “servo”, mais de 300 às palavras derivadas de “servo”, e ainda 130 para as palavras “escravo, escravizar e escravidão”. Deixando assim bem lúcido que as pessoas que Deus mais usa, são também as mais dispostas a serem servas.








SIRVA-SE A SI MESMO

Antigamente a arte de servir era praticada em todos os lugares. Nas lojas, supermercados, bancos, restaurantes, etc. Hoje é tudo colocado de maneira que o cliente possa servir-se a si mesmo. Essa moda de servir-se a si mesmo pegou até dentro das igrejas. Antigamente lutávamos para servir aos outros, agora queremos nos servir e sermos servidos.
Notamos pelos diáconos: Não há diácono que queira ficar na nave da igreja para servir a ninguém. Quando são separados ao diaconato, procura logo um lugar ao púlpito para sentar-se e ser servido. Quer o melhor lugar, saudação com bajulações, água fria; só tá faltando o cafezinho!
Quem é o personagem principal na realização do culto? (Logico, sem falar na trindade Santa) O ministro (1Co 4.1). Qual o significado de ministro?
a.     Vem do grego “huperetes”. Do substantivo “hupo”. Sob, debaixo, e “eretes”, um remador subordinado; servo auxiliar ou assistente.
b.     É uma palavra sinônima de “diákonos” = um servo; ministro, diácono;
c.      “doulos” = escravo, servo;
d.     “therapon” um servo, um criado;
e.     “leitorgos” = um servo público;
f.       “mithios”= aquele que é contratado para realizar certa tarefa, um servo contratado;
g.     “oiketes” = um servo doméstico. 

VAI DOER, MAS VOU FALAR.
Nós pastores, não mais vivemos como servos. Os nossos ternos não são mais de servos. Nossos sapatos não são mais de servos. Nossos carros não são mais de servos. Nossos púlpitos não são mais de servos. Nossas mesas não são mais de servos. Nossos gabinetes não são mais de servos. Nossas casas não são mais de servos. Por quê? Porque nós representamos uma geração de crentes que não querem mais ser servos. Eles nos dão tudo, mas não querem que lhes exijamos e nem que cobremos nada. Querem a poltrona macia para sentar, o ar condicionado para refrescar, um culto que não passe de uma hora e meia, uma orquestra bem afinada para ouvir, um sermão que de preferencia seja bem brando, pois não estão dispostos a ouvir nada que seja pesado (2Tm 4.3). E nós, entramos nessa onda! Portanto, precisamos urgentemente orar como Daniel orou (Dn 9.3-11). E digo para meus amados companheiros, com tremor e temor: Não acho que estamos dispostos a fazer isso!
Ano vem e ano vai. Há ensino todos os dias. Escolas de obreiros da melhor qualidade. Mas, nossos ouvidos se tornaram lisos. Alisados e untados com sebo, para não ficar nada do que ouvimos, mas escorregar tudo para o lado de fora do coração. Jesus continua perto, mas fora dizendo: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa (coração) e com ele cearei e ele comigo” (Ap 3.20).

 OS DOIS ASPECTOS DE SERVO
Ação em favor do próximo e submissão a um Senhor.

Um conceito de Fleming muito importante que não posso deixar de ressaltar é o seguinte: “O espírito de serviço cristão é o transbordamento da vida cristã em prol do próximo, assim como o culto é o transbordamento da vida cristã na direção de Deus”.
O transbordamento da vida cristã em prol do próximo. Ouçamos o apóstolo Paulo: “Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e, achando na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fil 2. 4-8).
1.    O primeiro aspecto é representado pela palavra grega, diáconos. É muito usada no Novo Testamento,  quase sempre traduzida como “servo”. Em alguns lugares, traduzida como “ministro” (2Co 6.4; Col 1.25). A ênfase está no serviço como ação; algo que fazemos por alguém.
2.    O outro aspecto é representado pela palavra doulos. É traduzida pela palavra portuguesa, “servo”. (Ef 6.6; 1Pe 2.16). Doulos enfatiza a ideia de submissão.

Dizia Spurgeon: “Os primeiros santos se deliciavam em considerar a si mesmos como absoluta propriedade de Cristo, comprado por Ele, e estando totalmente ao seu dispor”. Continua ele: “Paulo foi além, ao se regozijar por ter em si as marcas de seu mestre”. Paulo disse: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus”. Ai estava o fim de todo debate: Ele pertencia ao Senhor. Ele obedecia ao Senhor sem restrição, pois era um escravo do Senhor Jesus.
Porém, doulos, tem apenas um significado claro: “escravo”. Alguém que pertence a um senhor. Os escravos de Cesar eram chamados cesarianos, enquanto os escravos de Cristo foram pela primeira vez, em Antioquia da Síria, chamados cristãos (At 11.26).
Em nossas Bíblias a palavra doulos é traduzida como “servo”. Mesmo que os deveres de um servo e de um escravo possam ser coisas em comuns, há uma grande diferença entre um e outro: O servo é contratado; o escravo é comprado. Tornando-se propriedade de seu Senhor (1Pe 1.18,19; 1Co 6. 20).
O que é então ser um cristão?
a.     É ser um seguidor incondicional de Jesus Cristo (Jo 10.27; Lc 9.23);
b.     É ter uma afeição por Jesus, fidelidade, submissão a Cristo e a sua Palavra (Jo 8.31; 15.14; 12.26);
c.      É dizer ao mundo que: tudo a nosso respeito, inclusive nossa identidade, encontra-se em Cristo, porque temos negado a nós mesmos para segui-lo (Fil 1.21; Gal 2.20). “... e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”.
d.     É ter marcas tão profundas e claras, que alguém olhando, identifique logo que somos cristãos. Não somente no exterior, mas nas atitudes, obras: fé, amor, perdão, compaixão, santidade, fidelidade, atitude, palavra, trato, pureza, etc. (Mt 26.73; At 4.13).
e.     O servo pode pedir a conta e ir embora, o escravo não, pois ele é propriedade.

PRECISAMOS APRENDER A SER SERVOS COM JESUS
Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45).

Aprender a servir é aprender a ser como Jesus. O espírito de serviço e o espírito de Cristo estão interligados, visto que Cristo foi um servo (Mt 11.29). Jesus está nos dizendo: Submetam às minhas instruções.
Os discípulos falaram para Jesus: “Despede-os, para que vão aos campos e aldeias circunvizinhas e comprem pão para si, porque não têm o que comer” (Mc 6. 36); ao que Jesus lhes responde: “... Dai-lhes vós de comer...” (Mc 6.37).
Jesus amava servir as pessoas, fosse purificando um leproso, curando um cego, abraçando criancinhas, salvando um pecador, ensinando a multidão. Ele era incansável em seu ministério. Tanto trabalhava que dormia no barco, enquanto atravessavam o mar da Galileia. Isso nos empolga e nos encanta. Mas, de nada vale, se nós permanecemos intocáveis em nossas casas, e não servirmos como Jesus serviu. O segredo da felicidade não está em ser servido, mas em servir. Melhor coisa é dar do que receber (At 20.35).

AS PROFECIAS SOBRE O MESSIAS COMO SERVO NO AT

a.     O caráter do Servo (Is 42.1-7);
b.     A missão do Servo (Is 49.1-9);
c.      A disciplina do Servo (Is 50. 4-9);
d.     O sofrimento do Servo (Is 52. 13 – 53.12).

Não haverá tempo para discorrer sobre todos estes textos sagrados. Conter-me-ei em falar sobre o Caráter do Servo do Senhor.

a.     Eis aqui o meu Servo...”. Nos fala que o Servo é propriedade de Deus. O texto diz que Deus o Pai, tem autoridade sobre o Servo. Jesus jamais fugiu disso. Nunca ele quis fazer a sua vontade, mas a do Pai (Lc 22.42; Jo 4.34) Veja somente no capítulo 17 de Joao, quantas vezes Jesus chama Deus de Pai. Mostrando assim completa submissão do Filho ao Pai. Aprendamos a submissão ao Senhor Jesus, assim como ele foi submisso ao Pai (Sal 100.3; Tt 2.14).
b.    ... a quem sustenho,...”. A força do Servo não vinha dele próprio, mas vinha do Pai (Jo 14.10). Dizia Paulo: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fil 4.13), Ler (Ef 6.10; 2Tm 2.1). Os discípulos aprenderam que nada podiam fazer sem Jesus (Jo 15.5).
c.     ... o meu Eleito...”. Esse foi o propósito, redimir a humanidade. Ele veio para salvação do homem (1Jo 4.14; Jo 3.16). Ele disse que a sua comida era fazer a vontade daquele que o enviou e realiza a sua obra (Jo 4. 34). Paulo disse: “..., sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fil 2. 8b). Nós devemos aprender com Jesus, que também fomos eleitos para uma missão. Jesus disse: “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo 17. 18). As experiências de Paulo durante a tempestade ilustra bem esse princípio (At 27. 23).
d.    ..., em quem se compraz a minha alma...”. Deus demonstra que está satisfeito com a obra é o caráter do seu servo (Mt 3.17; 17.5). A igreja de Tessalônica era uma igreja que dava prazer ao apóstolo, e certamente ao Senhor Jesus (1Ts 1. 6-9). Vejamos ainda Hebreus 6. 7-11.
e.     ...; pus o meu Espírito sobre ele...”. Esse evento marcou o inicio do ministério do Servo Jesus Cristo (Lc 3.21,22). O Pai satisfeito e o Espírito descendo para ungir. A satisfação e a unção estão sempre juntas. Assim como Jesus, nós precisamos desse poder. Quando os discípulos receberam a comissão, receberam também o poder do Espírito Santo (At 1.8). Não podemos fazer a obra do Senhor apenas com recursos humanos. Não podemos trabalhar com equipamento imponente, organização excelente, e força deficiente. Temos aqui o exemplo de Davi vencendo Golias no poder do Espírito de Deus ( 1Sm 16.13; 17.10,11, 32-37, 47). De que vale um possante carro sem combustível? Como disse um homem de Deus: “ou a igreja passa por avivamento, ou passará por um sepultamento”.

ELE NOS ENSINA SOBRE A GLORIA DO SERVIÇO
a.     Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir sua voz na praça” (Is 42.2).  Serviço de autonegação. Não se autopromoveria. Não procuraria reconhecimento. Como ele foi diferente dos homens de Hoje! Poucos desejam que suas realizações permaneçam no anonimato (Lc 23. 8,9). Ele disse que era manso e humilde de coração (Mt 11.29). Sabemos que a humildade não é um caminho fácil! Mas, a obra que se nega a si própria é obra semelhante à de Cristo (Fil 2.8).
b.    A cana trilhada não quebrara, nem apagará o pavio que fumega;...” (Is 42.3). O trabalho em favor dos outros. As pessoas são essas canas trilhadas, feridas, carregando as cicatrizes da vida. Há líderes que em vez de curar as canas, eles quebram as canas. Jesus, o servo perfeito, nunca agiu assim. Vejamos o exemplo de como Ele tratou a João Batista (Mt 11.1-5), e a Pedro (Jo 21. 15-17). Veja como Paulo tratou Onésimo (Fm 1. 10-21).
 Temos muita necessidade do ministério de cura às “canas” feridas. Vidas dilaceradas, lares desintegrados. Precisamos de engessadores de canas trilhadas e acendedores de pavios fumegantes (Mt 12.15-21).

c.     Não faltará, nem será quebrantado...” (Is 42. 4a). Isso significa o seguinte: Aquele que não quebra, não será jamais quebrado, e aquele que não apaga, não será jamais apagado. Ninguém conseguiu apagar a luz de Cristo, ele permaneceu como a cana inquebrável. Tentaram, mas não conseguiram (Lc 7. 39-50; 11. 53,54). O que todos podiam ver nele era apenas graça e gloria (Jo 1.14). Que belo exemplo de servo para todos nós!
CONCLUSÃO
Principio a conclusão desse relevante assunto com a palavra do apóstolo Tiago, que disse: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27). Isso é servir! Quem gosta de visitar órfãos e viúvas, principalmente estando-os em tribulação? Mas, esta é a religião pura e imaculada.
Escutemos também ao profeta Isaias: “Porventura, não é este jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livre os quebrantados, e que despedaces todo o jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne? Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a gloria do Senhor será a tua retaguarda” (Is 58. 6-8).
James C. Hunter, em seu livro: Como se tornar um líder servidor, ele cita Martin Luther King Jr. Quando disse: “Você não precisa ter um diploma de faculdade para servir. Não é fundamental conhecer a segunda lei da termodinâmica na física para servir. Só precisa ter um coração generoso e uma alma movida pelo amor”.
Os fariseus tinham religiosidade, aparência de piedade, mas, faltava-lhes o mais importante: a misericórdia. Somente serve ao próximo que tem misericórdia (Os 6.6; Mt 23.23).
Amados companheiros, ainda há tempo de tornarmos líderes servidores como Jesus. Esquecendo-nos de nós mesmos, e nos dedicando cada dia mais no serviço cristão, seja na oração pelos irmãos, seja na ajuda aos necessitados, seja na ministração da Palavra de Deus, seja na visitação aos enfermos. Cabe aqui uma máxima bem conhecida de todos: “Quem não vive para servir, não serve para viver”. Abraham Lincoln disse: “Quando eu faço o bem, me sinto bem”. Que o Senhor nos use.
Do vosso conservo em Cristo Jesus

Pr Daniel Nunes da Silva 

Estudo esboçado, a partir da leitura do livro: Ele Humilhou-se a Si Mesmo, de Kenneth C. Fleming,  Editora Vida.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

COISAS INABALÁVEIS


Hebreus 12.27

Tudo, ou quase tudo que está em nosso poder, são coisas abaláveis, removíveis, inclusive nossa própria existência, nossa vida. Isaias escreveu dizendo: “O tempo da minha vida se foi e foi removido de mim, como choça de pastor; cortei como tecelão a minha vida; como que do tear me cortará; desde a manhã à noite” (Is 38.12).
Não há nada estável sob esses céus turbulentos; a mudança está determinada sobre todas as coisas. O mercado financeiro muda a cada segundo. A bolsa de valores cai, sobe e desce. A vida é como uma eterna gangorra. O poeta Gioia Junior escreveu: “Você que está em cima, não ria de mim que desci, porque o dia que você descer, eu terei que subir”.
Exemplos na Palavra de Deus: Jó era o mais rico do oriente, mas, viu as suas riquezas, fortunas e tudo mais, ser pulverizado em pouco tempo (Jó 1.1-22). O que aconteceu com Jó, pode acontecer com qualquer um dos mortais, pois são coisas abaláveis e removíveis (Salmos 11.3).
Porém, temos coisas que são inabaláveis: “... Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam” (Hebreus 12.27). Quais são essas coisas imóveis, ou inabaláveis?
1.     A salvação. Quando falamos de Salvação, estamos falando de algo que confiamos unicamente nos méritos de Jesus (Jó 19.25-27). Ninguém, nem nada neste mundo, nem no mundo vindouro, poderão abalar isso. Nem as riquezas ou a falta delas nos tirará essa certeza de nossa salvação. Temos apenas que reconhecer que somos filhos de Deus, e poderemos dizer como disse Habacuque: “Porquanto ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não hajam vacas, todavia, eu me alegrarei no Senhor, e exultarei no Deus da minha Salvação” (Hc 3.17,18).
2.     A segunda coisa inabalável é o amor de Deus. O amor que Jesus tem por nós não pode ser afetado por nada neste mundo. Em João 13. 1 está escrito: “Ora, antes da festa da páscoa, sabendo que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus discípulos, amou-os até ao fim”. Em Romanos 8. 35, Paulo faz a pergunta: “Quem nos separará do amor de Cristo?, e conclui esse trecho sagrado afirmando: “Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!”. (Rm 8. 39).
Podemos ver ruir, tudo o que está sob nossos pés, mesmo assim não seremos abalados, pois: “O Senhor dos exércitos está conosco, o Deus de Jacó é o nosso refugio” (Salmos 46.11).

Que Deus nos abençoe grandemente.

sábado, 1 de abril de 2017

A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO


Texto Áureo
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” Gl 2.20).
Verdade Pratica
O homem nascido de novo tem o seu caráter transformado pelo Espírito Santo.
Leitura Bíblica em Classe
Ef 4. 17-24
Objetivo Geral
Mostrar como se dá a formação do caráter cristão
Objetivos específicos
1.     Reconhecer o caráter na realidade do homem;
2.     Mostrar como se deu a deformação do caráter humano;
3.     Explicar a redenção do caráter humano.

Introdução: Vamos neste trimestre estar estudando sobre o caráter do homem. O Título geral do trimestre é bem sugestivo: O caráter do Cristão moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro.
Vemos então que em linhas gerais, a revista vai tratar de caráteres deformados, que podem perfeitamente serem moldados, isto é, refeitos, reconstruídos, passando pelo molde da Palavra de Deus, e depois serão provados pelo fogo das provações assim como o ouro.

I.       O CARÁTER NA REALIDADE DO HOMEM. Vamos começar fazendo a diferença entre o que é caráter e o que é personalidade.
1.     Personalidade: Nossa lição resume dizendo: A personalidade pode ser definida como sendo a qualidade do que é pessoal. É a maneira de ser, ou seja, aquilo que nos distingue de outra pessoa. Segundo o pastor Elinaldo Renovato, a personalidade é formada durante o desenvolvimento psicoafetivo do individuo. Para que essa personalidade seja formada, inclui elementos genéticos (temperamento), como também o meio ambiente, onde o sujeito esta sendo formado.
A maioria dos psicólogos concorda que a personalidade se consolida e desenvolve aos seis anos de idade.
A palavra Personalidade vem da palavra latina persona, usada originalmente para designar as máscaras usadas pelos atores no antigo teatro grego, com o tempo ela passou a ser descrita como a máscara que usamos para o mundo ver.
Pode-se dizer que há personalidade para todos os gostos: Extrovertidos ou introvertidos, sociáveis ou tímidos, agressivos ou passivos, simpáticos ou chatos, desafiadores ou negociadores, etc. Fora a imagem social superficial, que todos temos e nos apresentamos, como: charme, jovialidade e carisma. Mas o que vemos, pode não ser verdade! Sócrates, grande filósofo grego que nasceu no ano 470 a. C. disse: “O caminho mais grandioso para viver com honra neste mundo é ser a pessoa que fingimos ser”.
Como vemos, a personalidade é formada, fazendo do sujeito único e singular no mundo, através de componentes genéticos, educacionais, familiares, sociais e psicossociais, que vão determinar seu papel na sociedade.
Eis o grande valor da EBD, do culto doméstico e do culto de Doutrina para a criança (Pv 22.6).
2.     Caráter. A palavra caráter é originada do verbo grego que significa “gravar”. A firmeza moral de uma pessoa, depende do que está gravado em seu interior.
Caráter é o que somos por baixo de nossa personalidade (Máscara).
Ao contrário da personalidade, que se forma na infância, o caráter continua a crescer e a se desenvolver ao longo da vida.
Na prática, sua importância é bem maior, já que uma pessoa não é responsável pela sua personalidade, mas por seu comportamento.
Na verdade o caráter é bem diferente da personalidade. Pois o caráter trata de nossa maturidade moral, que é a disposição para fazer a coisa certa. Mesmo quando preço para fazê-la é superior ao que estamos dispostos a pagar (Pv 23.23).
É fácil amarmos as pessoas que gostamos, mas, o caráter cristão formado em nós, nos ordena que amemos até os que nos aborrecem (Pv 25.21,22; Rm 12.20.13.8).
O desenvolvimento da firmeza moral significa ganhar essa batalha até que a vitória se torne um hábito.
Portanto, podemos dizer que caráter é nossa força moral e ética.
O nosso caráter pode ser influenciado tanto pela hereditariedade quanto pelo ambiente em que vivemos. Influenciado não determinado.
A excelente boa nova, é que qualquer individuo pensante, pode optar por ser diferente a partir de hoje.
Aristóteles disse: “Nós nos tornamos o que fazemos repetidamente”, ou seja: Nós nos tornamos justos, ao praticarmos atos justos, controlados aos praticarmos o autocontrole, etc. Quer dizer, quando nosso caráter é provado.
De nada adiante eu dizer que sou uma pessoa de bom caráter, mas, na hora da prova, eu provar tudo ao contrário.
Concluo sobre esse ponto, usando uma frase muito bonita de Whitney M. Young, que disse: “A verdade é que não há nada de digno em ser superior a outra pessoa. A única nobreza genuína é ser superior a seu antigo eu”.
SÍNTESE DO TÓPICO I
Deus criou o homem provido de caráter

II.    A DEFORMAÇÃO DO CARÁTER HUMANO.
1.     A queda e o caráter humano. Enquanto todas as demais coisa foram criadas através do “fiat” (faça-se) de Deus, o homem teve uma criação de modo bem diferente (Gn 1.26,27). Criado portanto, perfeito em termos espirituais, morais e físicos.
2.     Imagem e semelhança de Deus. O pastor Elinaldo nos traz as duas palavras no hebraico: “imagem” é selem, e “semelhança” d`mûth, ambas se referem a algo similar ou idêntico a coisa que representam, ou aquilo de que são a “imagem”
A interpretação de quem vem a ser a “semelhança” de Deus no homem tem muitas variantes, diz o pastor Elinaldo: Há quem entenda que essa “semelhança” é apenas moral e espiritual. Outros entendem que é mais ampla, que inclui a essência da divindade do Criador.

A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM
Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” (Gn 1.26) Vejamos também: Gn 5.1; 9.6; Ec 9. 29; At 17.26,28,29; 1Co 11.7; 2Co 3.18; 4.4; Ef 2.10; 4.24; Cl 1.15; 3.10; Tg 3.9.
Segundo Myer Pearlman, alguns elementos constituem a imagem divina no homem, quais sejam:
1.     Parentesco com Deus. A partir do momento que Deus soprou nas narinas do homem, e ele passou a existir, também passou a ser filho de Deus. Mesmo que depois tenha se degradado pelo pecado, mas , ele não perdeu a sua razão. Um homem pode degradar-se, a ponto de outro ter que dizer a ele: Seja homem. Porém, jamais vai ser chegar a um tigre e dizer: Seja Tigre. Entende?
2.     Caráter moral. O reconhecimento do bem e do mal pertence somente ao homem. Um animal aprende o certo e o errado, dependendo de seu dono.
3.     Razão. O animal é uma criatura da natureza, o homem o senhor da natureza. Ele é capaz de refletir sobre a natureza e suas causas. Consideremos todas as invenções que surgiram na mente do homem.
4.     Capacidade para ser imortal. O homem foi criado para viver eternamente.
5.     Domínio sobre a terra (Gn 2.28). O homem foi designado para ser imagem e semelhança com respeito a soberania.
3.     A deformação do caráter humano.  Como foi dito acima: Deus fez o homem perfeito (Ec 7.29). Nesse texto, a palavra “invenções” não se refere às descobertas científicas ou tecnológicas, que são frutos da inteligência humana. Refere-se, sim, às mudanças e inovações de caráter moral negativo ou pecaminoso, contrariando a vontade de Deus.
Quando o homem deu lugar ao diabo e desobedeceu a Deus e pecou, perdeu aquela semelhança moral com o Criador. Permaneceu algo muito tênue daquilo que antigamente era perfeito. A semelhança foi distorcida, prejudicada, no ser humano, enfatiza Renovato. Esses traços são senso de justiça, de ética e da busca por um ser supremo no âmago de sua consciência.
O seu caráter, impresso por Deus em sua mente, e em seu interior, foi deformado pelos efeitos espirituais e morais da queda. Essa deformação abrangeu algumas áreas da vida do homem, a saber:
a.       No relacionamento com Deus. Desde o Éden, o homem tem se afastado progressivamente de Deus em direção ao abismo eterno. Textos mostram o que o homem perdeu (Rm 3.23; 5.12; 6.23).
Todos nascem marcados por essa tragédia. Até as criancinhas já nascem sob à influencia nefasta do pecado em seu ser (Sal 51.5). A Bíblia é clara em dizer que o pecado é uma parede de separação entre o homem e Deus (Is 59.2).
Os dois versículos mais tristes da Bíblia estão em Genesis 3.23,24: “O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado”, “E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida”.
O homem perdeu o relacionamento com Deus. Depois de mais de quatro mil anos, chegou Jesus, aquele que veio para refazer esse acesso, dizendo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6).
b.      No relacionamento humano. O homem preferiu dar desculpas, que assumir a sua culpa (Gn 3. 9-13). Já se pode ver um ser de caráter deformado, que originalmente era puro e santo.
Não demorou muito para que acontecesse o primeiro homicídio na face da terra (Gn 4. 8). Logo outros (Gn 4.23).
A história não nos deixa esquecer quantos assassinatos. O imperadores romanos. Hitler, Stalin, Mussolini, entre outros de menor envergadura do mal.
c.       A depravação moral da sociedade. Vemos uma sociedade onde já se aceitava a bigamia (Gn 4.23). Isso fala de relacionamentos pecaminosos, e depravação moral. Homossexualismo em Sodoma e Gomorra (Gn 19.5). Isso já era artimanha do diabo, contra o plano de crescimento que Deus havia traçado para a humanidade (Gn 1.27,28). Isso sempre foi e sempre será abominação aos olhos do Senhor (Lv 18.22; 20.13). Paulo fala sobre tudo isso em Romanos 1.18-32.
d.      No relacionamento com a natureza. O planeta terra foi preparado por Deus, para ser o ambiente ideal para o desenvolvimento da vida do homem e dos animais. A terra foi dada por Deus aos filhos dos homens (Sal 24.1; 115.16). Deus colocou o homem no jardim para cuidar da terra (Gn 2.15).
Por causa do pecado, o sistema ecológico foi mudado. As condições ambientais foram transformadas. A terra passou a produzir espinhos. Finalmente, o relacionamento com a natureza mudou completamente. É só olhar para a terra hoje, para vermos o que o homem, que era para cuida-la fez com ela. Rios poluídos, agrotóxicos na lavoura, desmatamento sem controle, etc.

SÍNTESE DO TÓPICO II
A deformação do caráter humano veio com a queda

III.  A REDENÇAO DO CARATER HUMANO. Jesus veio ao mundo salvar o homem perdido da tragédia do pecado que o separa de Deus (Is 59.2). Naquele cenário horrível da queda, Deus em sua infinita misericórdia prometeu a redenção da raça humana por meio da “semente da mulher” (Gn 3.15).
Sem Deus, o homem tem um caráter deformado. Aquela marca de Deus gravada no interior do homem, foi danificada, e por isso mesmo o homem peca por inclinação, por opção e até por prazer em pecar (Rm 8.5-7). Tornando-se assim propriedade do diabo (1Jo 3. 8), o que é muito triste.
Mas, o Evangelho de Jesus, tem poder para salvar os pecadores (1Tm 1.15; Rm 1.16. Onde o homem alcança assim o novo nascimento (Jo 3.3,7).
A salvação em Cristo Jesus, faz do homem uma nova criatura (2Co 5.17).

1.     Novo nascimento, transformação do caráter.  Aquilo que o pecado levou do homem, Jesus veio para devolver (Jo 3.16). O caráter do homem renovado, é totalmente outro, veja o que disse Paulo em 1ªCoríntios 6.10,11; e Efésios 4. 17-32. Isso é caráter renovado.
2.     A palavra de Deus muda e fortalece o caráter. A Bíblia tem um poder transformador tão grande na vida do nascido de novo que todo o seu ser é alcançado pelos seus efeitos benéficos e regeneradores (Hb 4.12).
A obra realizada na vida do homem, é muito mais que uma mudança de religião, pois envolve a regeneração (Jo 3.3,7); Justificação (Rm 3.24; 5.1,9), e santificação (He 12.14; 1ª Ts 5.23).
A igreja ajuda a lapidar o caráter de seus membros através da Palavra de Deus (Dt 31.12).
3.     O caráter amoroso do Cristão.  A salvação propiciada pelo sacrifício expiatório de Cristo abrange todas as áreas estruturais do ser humano: Espírito, alma e corpo. Os aspectos fundamentais da salvação, como:  regeneração, justificação e santificação, devem ser vistos em toda a sua abrangência. Podemos dizer que o cristão tem uma marca principal: o amor. O amar a Deus e o amor ao próximo (Mt 22.34-40; Jo 13.34,35). Quem não ama, não é salvo (1ª Jo 2.9,11).
Juntamente com o amor, inerente a vida do salvo está a santificação, sem a qual ninguém vera o Senhor (He 12.14). A santificação tem o lado divino da execução (He 2.11), porém, no aspecto progressivo, a santificação tem a participação e o esforço do homem (2Co 7.1; Fil 2.12).
Em suma, a santificação molda o caráter do crente em seu desenvolvimento espiritual. O salvo tem que se santificar para que seu caráter seja santo.
SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus Cristo veio ao mundo para a redenção do caráter humano.

Conclusão.
Concluo reprisando as palavras de um escritor russo Leon Tolstoi que disse: “Todos querem mudar o mundo, mas ninguém quer mudar a si mesmo”.  Caráter é assim, vemos as falhas nos outros, mas dificilmente enxergamos os nossos defeitos. Foi por isso que Jesus disse: “E porque reparas tu no argueiro que está no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu olho? (Mt 7.3).

O homem salvo e remido por Cristo Jesus tem as marcas do Salvador no seu ser e no seu comportamento (Gl 6.17). Amém.