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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

QUANDO PASSAMOS PELO VALE


E a mão do Senhor estava sobre mim ali, e me disse: Levanta-te, e sai ao vale, e ali falarei contigo” (Ez 3.22).
Há alguns vales que Deus nos faz passar durante nossa vida. Estive pensando sobre eles, e, me veio o desejo de compartilhar com você sobre eles. Quem sabe estejas passando por algum desses vales e este estudo te ajudará a entender melhor, porque estás passando por ele.
1.       O vale de Jaboque (Gn 32. 22-32), que o chamei do “vale da transformação”. Onde Jacó lutou com o Anjo do Senhor, e não o deixou ir, até receber a benção. Lá, no vale de Jaboque, Jacó foi transformado em Israel. De trapaceiro, enganador, usurpador a príncipe de Deus, ou, aquele que luta com Deus. Veja bem, antes de passar pelo vale de Jaboque, quem tentava ganhar as batalhas para si, era o próprio Jacó. Mesmo que para isso precisasse trapacear, ludibriar. Mas, após ter passado pelo vale, ele aprendeu que quem pelejava por ele era o Senhor. Certamente, aquele medo que estava de seu irmão Esaú, foi embora, porque a certeza no Deus de Abraão e Isaque saturou o seu coração. Não era mais ele que o guardava, mais o Senhor o protegia por onde quer que andava: “E partiram; e o terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após aos filhos de Jacó” (Gn 35. 5). E melhor confiar em Deus, que confiar nos homens. O salmista Davi disse: “ Uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus” (Sal 20. 7). Lá no vale, Jacó recebeu a transformação que precisava para ser o grande patriarca, que levou o nome de onde veio a linhagem escolhida de Deus, o povo de Israel. Se precisar, Deus vai fazer você passar no vale da transformação, vai mudar alguma coisa em sua vida. Seja em teu caráter, em seu modo de pensar, em sua maneira de agir, não sei, sei que Ele ainda é o mesmo Deus.  Gosto também de chamar o Vale de Jaboque, de “a oficina de Deus”. Nessa oficina o Criador troca peças, arranca peças, concerta peças que estão danificadas. Interessante, que quando Jacó saiu do vale, manquejava. O nervo de sua perna havia encolhido com o todo do Senhor. Quantos que precisam de um toque para encolher o orgulho, o egocentrismo, o narcisismo, etc. Há pessoas, que estão vivendo a síndrome de lúcifer. Pensam que são melhores que outros. Acham que devem sempre ser honrados e aplaudidos. Basta um toque do Senhor, e a tua vida será mudada.
2.       O Vale da sombra de morte (Sal 23.4), que o chamo do “Vale da Confiança perfeita em Deus”.  O salmista disse: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”. Que confiança é essa que o salmista manifestou? Ele está falando daquele momento crítico da vida. Ele se refere aquele dia, que mais tarde Paulo chamou de “dia mau”. Aquele momento que parece que nada da certo. Parece que todos estão contra nós. Mas o grande apóstolo dos gentios também disse: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 11.31). A confiança do salmista não estava nos amigos, nem nos cavalos de guerra que ele possuía (Sal 20. 7). Ele não confiava em seu posto como rei, mas disse: “... porque tu estás comigo”. A presença do Senhor era a real confiança de Davi. Para vencer o gigante Golias Davi disse: “Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti e nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (1Sm 17. 45). Queria dizer Davi, eu não confio em armas carnais, mas sim, no nome de meu Deus. Se estás passando pelo vale da sombra de morte, chegou o momento de mostrar que não confias em si mesmo. Quem sabe os amigos, aqueles amigos íntimos, todos te abandonaram. Quem sabe o dinheiro já acabou. Mas, há um amigo, muito mais chegado que irmão, ele está dizendo: “Não te deixarei, não te abandonarei”.
3.       O vale de ossos secos (Ez 37). Gosto de chama-lo de “o vale da autenticação profética”. Nesse vale, ou você é profeta ou é osso seco. Lembro-me de quando ainda era muito jovem. Estávamos em um culto, em uma igreja muito humilde. Havia vários obreiros, entre os quais presbíteros, diáconos e cooperadores. Repentinamente, lá num cantinho uma senhora da um grito ensurdecedor e cai endemoninhada. Alguns irmãos correram pra fora do pequeno templo e outros ficaram olhando aquela mulher se contorcendo no chão e clamando com uma voz muito feia, se enroscando pelos bancos como se fosse uma serpente. Naquele momento, o presbítero grita: “Irmão Daniel, vai até lá e expulsa aquele demônio”. Eu, com confiança apenas no nome de Jesus, me levantei, e ordenei aquele espírito maligno que deixasse aquela vida, o qual, sem fazer maiores alardes, abandonou aquele corpo, deixando a mulher em paz. O diabo não aceita carteirada. Não adiante dizer que é pastor, que tem credencial de evangelista, ou diploma de teologia. Quando estamos no vale, somente uma vida em comunhão com o Espírito Santo, fará a diferença na vida do obreiro. Quantos que foram reprovados no vale! Na hora que o Senhor disse a Ezequiel: “profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor”, ele profetizou e o milagre aconteceu. Somente uma palavra verdadeiramente profética pode mudar o quadro caótico que o mundo está vivendo. Deus conta com você amado.
4.       O vale de Baca (Sal 84. 6). “O vale da frutificação”.  Há uma razão porque o vale de Baca (árido) é transformado em manancial. O verso anterior diz: “Bem aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados”. Esse que pisa o vale de Baca e o transforma em mananciais, não confia em si mesmo, mas sim no Senhor. Na verdade, o fiel cristão, apenas da passos de fé, mas que executa a benção é o Senhor. Podemos lembrar-nos dos passos que os sacerdotes deram, quando na passagem do Jordão. Eles deram os passos, mas que abriu o Jordão foi o Senhor. Geralmente, quando entramos nesse vale, é porque o Senhor quer nos usar para mudar situações de outras pessoas. Pessoas que estão vivendo na aridez espiritual, física, financeira ou de outra índole. Deus nos usa, para entrar nesses desertos e transformar as situações, frutificando como José e espalhando ramos sobre o muro (Gn 49.22).
Não importa o vale que estejas passando. Lembre-se: o vale é apenas a escola de Deus para sua vida. Logo, o Senhor te levará aos píncaros da vitória em nome de Jesus.


Pr Daniel Nunes

sábado, 6 de janeiro de 2018

A CARTA AOS HEBREUS E A EXCELÊNCIA DE CRISTO



Texto Áureo
Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo filho. (Hb 1.1)

Verdade Prática
Por meio de Cristo, Deus revelou-se de uma forma especial e definitiva a seu povo.

Leitura Bíblica em Classe
Hebreus 1.1-14

Objetivo Geral
Apresentar as características da carta aos Hebreus e a superioridade de Cristo

Objetivos específicos
1.      Pontuar a autoria, o destinatário e o propósito da Carta aos Hebreus.
2.      Expor a superioridade de Cristo em relação aos profetas.
3.      Mostrar a superioridade de Cristo em relação aos anjos.

Introdução:
Tomando como base a introdução de nossa Lição, onde o autor da Carta aos Hebreus, nos mostra que os crentes, a quem a carta é dirigida, já davam sinais de debilidade na fé, e, portanto, precisavam de encorajamento à perseverança.
Quero tomar as palavras do próprio pastor José Gonçalves, em seu livro A SUPREMACIA DE CRISTO, do qual foram extraídas essas preciosas 12 lições desse trimestre, onde ele diz:
Hebreus é uma carta que alimenta o ânimo, a esperança e a fé! Todavia, não foi escrita para amaciar o ego dos crentes. Seu tom exortativo é o mais forte e incisivo do Novo Testamento. O perigo que rondava a comunidade para a qual o autor endereçou essa carta era presente e real. A carta aos Hebreus vem carregada de enfoque doutrinário e recheada de exortações severas! O perigo de dar as costas para o calvário e voltar para o deserto, rumo ao Egito, foi o que motivou o autor escrever esta carta com ar de dramaticidade. E continua:
A apostasia é um perigo e também uma realidade sobre a qual o crente deve precaver-se. A exortação do autor é para que se continue na estrada, para que se caminhe para frente. Todavia, o perigo de voltar para trás existe e é uma ameaça real, não apenas hipotética. A carta é um grito de alerta quando os cristãos pareciam cochilar na fé. Mas mesmo usando um tom severo, às vezes até mesmo duro, a carta aos Hebreus não foi escrita para produzir insegurança, muito menos medo. Quem está em Cristo esta seguro; essa segurança, no entanto não é compulsória. Ela está condicionada ao andar e permanecer nEle.


I.               AUTORIA DESTINATARIO E PROPÓSITO

AUTORIA

A verdade mais concreta que temos, é que ninguém sabe quem escreveu a Carta aos Hebreus. Como diz nosso comentarista: É mais fácil dizer quem não escreveu Hebreus, que afirmar que a escreveu. Porém, nada disso tirou a amor da igreja por essa carta, e sua aceitação como um escrito inspirado pelo Espírito Santo de Deus.
Os pais da Igreja, sem exceção, todos faziam uso da carta aos Hebreus, e ai havia as controvérsias apenas sobre a autoria. Um antigo manuscrito grego (200 d.C.), conhecido como P46, coloca a carta aos Hebreus no chamado “corpus Paulino”, quer dizer: Tinham como se fosse realmente uma carta escrita pelo apóstolo Paulo.
O pr. José Gonçalves, traz em seu livro um comentário feito por Orígenes sobre a autoria da carta aos Hebreus, da seguinte maneira:
Da minha parte, se hei de dar minha opinião, eu diria que os pensamentos são do apóstolo (Paulo), mas o estilo e a composição são de alguém que evocava de memoria os ensinamentos do apóstolo, como um aluno que anota por escrito as coisas que seu mestre disse. Por conseguinte, se alguma igreja tem esta carta como de Paulo, que também por isto a estime, pois não sem motivo os antigos a tem transmitido como de Paulo. Mas quem escreveu a carta? Deus sabe de verdade”.
Resumindo: são citadas como autores dessa importante carta as seguintes pessoas: Paulo, Barnabé, Apolo, Lucas, Felipe o evangelista, Marcos, e até Priscila e Áquila.
 Algumas peculiaridades do autor:
1.      Era judeu, pois se identifica com os leitores Hebreus (2.1,3; 3.1; 4.1);
2.      Também se identifica com Timóteo (13.23);
3.      A bençao final se idêntica com Paulo (13.25; 2Ts 3.17,18);
4.      O escritor havia estado na prisão (10.34; 13.19);
Cito mais uma vez nosso comentador quando diz: “Quis o Espírito Santo que o autor ficasse no anonimato, mas não a sua autoridade e inspiração”.

DESTINATARIOS

O pastor José Gonçalves, cita dois manuscritos gregos: O Sinaíticus (c. 330-360) e Vaticanus (c. 300-325), que trazem o título “Pros Hebraious” (Aos Hebreus). Diz, porém, que são copias, e, portanto não se pode afirmar que no original tivesse também esse título. Porém, atesta a uma antiga tradição, de associar a carta aos Hebreus. Não faria nenhum sentido para outros povos, a não ser aos hebreus, as citações do Antigo Testamento, muitos menos do sacerdócio levítico como sombra do sacerdócio de Cristo. Na carta há várias citações que somente fazem sentido ao povo hebreu (7.11; 13.13).
O autor conhecia muito bem os seus leitores, pois roga as orações para que em breve seja restituído a eles (13.19). Agora, onde viviam esses hebreus? Embasado em 13.24; eruditos argumentam que viviam fora da Itália. Muitos entendem serem os judeus dispersos, sendo os mesmos a quem Pedro escreveu as suas duas cartas (1Pe 1.1; 2Pe 3.1).


PROPÓSITO

Os destinatários da carta aos Hebreus, por causa das aflições que estavam passando, estavam tendo um arrefecimento de sua fé. Parece-nos também que eles estavam querendo voltar ao velho sistema de onde já haviam saído. Então o autor, procura fortalece-los na fé em Cristo, demonstrando cuidadosamente a superioridade e finalidade da revelação e redenção da parte de Deus em Cristo Jesus. Demostra que as disposições divinas para a redenção vistas no Antigo Concerto cumpriram-se e tornaram-se obsoletas com a vinda de Jesus e pelo estabelecimento de um Novo Concerto, mediante a morte vicária de Jesus. O escritor anima aos seus leitores a:
1.      A manterem firme sua confissão em Cristo até ao fim (10.23);
2.      A prosseguirem para a maturidade espiritual (6.1).
3.      Não voltarem ao estado de condenação caso abandonassem a fé em Jesus Cristo (10.39).

SÍNTESE DO TÓPICO
A autoria de Hebreus é desconhecida; seus destinatários eram os cristãos judeus; seu propósito, exortar os cristãos a terem ânimo e fé.

 
II.             CRISTO – A PALAVRA SUPERIOR A DOS PROFETAS

A REVELAÇÃO PROFÉTICA E A ANTIGA ALIANÇA.
Interessante é como o escritor começa a carta. Ele foge completamente da maneira tradicional de se apresentar dizendo que era e a quem estava escrevendo. Logo cedo já mostra que vai salientar a supremacia da fé cristã em relação ao judaísmo primitivo.
Começa dizendo que Deus falou antigamente e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, mas a nós falou nesses últimos dias pelo filho. Nosso Deus é um Deus comunicativo. Ele nunca deixou de falar (Jó 33.14), o homem é que muitas vezes não atenta para a voz de Deus. O pastor José Gonçalves diz: “A palavra do profeta é um grito na noite. Enquanto o mundo dorme despreocupado, o profeta sente o golpe vindo do céu”. Segue dizendo:
“O autor de Hebreus tem consciência desse fato – os profetas foram arautos de Deus para o seu antigo povo. Todavia, uma voz superior a profética fora levantada. Os profetas foram agentes da revelação divina, mas não foram a revelação final. O autor lembra que essa revelação final, a última palavra profética, era do Filho de Deus. Nenhum profeta, por mais importante que tivesse sido, poderia igualar-se em importância com Jesus”.
Vale salientar e lembrar aqui, que hoje em dia, alguns e porque não dizer muitos arautos da Palavra, querem ser mais importante que a palavra.

A comentarista traz dois advérbios gregos, onde denota a intensidade da comunicação de Deus com o seu povo Israel: Polymerôs (“muitas vezes”) e polytropos (“muitas maneiras”). Deus jamais deixou o seu povo sem orientação.

A REVELAÇÃO PROFÉTICA E A NOVA ALIANÇA

O comentarista faz lembrança, que há ensinos errôneos que dizem que Deus não falaria mais a partir daquele momento. Não é isso que o texto quer dizer, mas sim: Mostrar Jesus Cristo como sendo o cumprimento de tudo aquilo que foi predito pelos profetas. Essa expressão nos diz que Deus falou de forma cabal, plena, completa. Não conota que Ele não falaria mais. O comentarista nos mostra que o Espírito profético, que é o Espírito Santo (1Pe 1.10,11; Rm 8.9,10), continua dando à Igreja hoje percepção do plano e vontade de Deus para o seu povo (Jo 14. 26; 15.26; 16.13). Logicamente que o Espírito Santo jamais vai estar destoante das escrituras. Ele cita Adam Clarke (1760-1832), que comentou o seguinte:
Debaixo do Antigo Testamento, as revelações foram feitas em ocasiões distintas por várias pessoas, em diversas leis e forma de ensinamentos com diferentes graus de clareza, símbolos, tipos e figuras e com distintos modos de revelação, tal como por anjos, visões, sonhos, impressões mentais, etc.; Veja Nm 12.8. Todavia, debaixo do Novo Testamento, tudo está feito por uma só pessoa, quer dizer, Jesus, que cumpriu o que disseram os profetas e completou as profecias”.

CRISTO A REVELAÇÃO FINAL

O silencio de Deus, seria a maior correção para um homem, um povo ou nação. Vejamos o caso de Saul (1Sm 28.5,6). Por isso a importância da voz profética para o povo de Deus (Am 3.7). Porém, a sua relevância estava muito distante da importância de Cristo, o Filho de Deus. Os profetas eram apenas servos, o filho era herdeiro de Deus e agente da criação (1,2).
Nenhum profeta recebeu a revelação completa. Deus falava tanto através de visões, sonhos, símbolos e acontecimentos, como também pela boca dos profetas. Estas revelações apontavam para Cristo e Ele é a revelação final de Deus. Cristo é a última Palavra de Deus ao mundo, Toda revelação do Antigo Testamento conduzia a Cristo, a revelação final e completa de Deus. Qualquer que hoje se jacte de ter uma nova revelação de Deus se engana. Deus não dá uma nova revelação, mas esclarece através de seu Espírito Santo a sua perfeita revelação que é Cristo (Col 2.8, 16,17,18; Gal 1.8,9).

SÍNTESE DO TÓPICO II
Da Antiga à Nova Aliança, Cristo é a revelação plena de Deus Pai, por isso, Ele é superior aos profetas.
 
III.           CRISTO – SUPERIOR AOS ANJOS

O qual sendo o resplendor da sua gloria, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade, nas alturas” (v.3). Os teólogos denominam esse versículo de: “Cristologia alta”. Os pais da igreja valiam-se deste versículo para afirmar a divindade de Cristo. Orígenes escreveu:

A mim me parece que o Filho é um reflexo da glória de Deus, conforme ao que Paulo afirma: “Ele é o reflexo de sua glória”. Deste reflexo de toda a glória, reflete certamente os reflexos parciais que tem as demais criaturas dotadas de razão, pois penso que nada, exceto o Filho, pode conter o reflexo da glória do Pai em sua totalidade”.

CRISTO – SUPERIOR EM NATUREZA E ESSÊNCIA.

O comentarista cita o puritano William Gouge (1575-1653), onde ele comenta sobre o mesmo versículo 3, que diz: “essa frase, a expressa imagem, é uma exposição da palavra grega character (caráter). O verbo do qual essa palavra é derivada, charattein, insculpir, significa gravar, e aqui é usada com o sentido de carimbar ou imprimir alguma coisa gravada com a impressão sobre uma moeda; a impressão sobre o papel feita pela impressora; a marca deixada pelo selo”.
São duas palavras gregas usadas pelo autor da carta aos Hebreus: apaugasma e character, que significam respectivamente “radiãncia” e “reflexo”, traduzido aqui como “resplendor” e “caráter”, com o sentido de expressão exata do seu ser. Tanto o filho como o Pai possui a mesma essência. Cristo é o Deus revelado (Jo 14.9). Aquilo que Deus é, Jesus Cristo também é.

CRISTO – SUPERIOR EM MAJESTADE E DEIDADE.

Porque qual dos anjos disse jamais: Tu és meu filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” (v. 5). Os anjos são chamados na Bíblia de filhos de Deus (Jó 1.6; 2.1), porém, Deus nunca os chamou de meus filhos. Essa expressão de “meu filho”, somente é aplicada a Cristo, conforme nos mostra o Salmo 2.7. Isso não coloca o Filho em posição inferior ao Pai. Os cristãos primitivos não tinham problema com isso. Somente em tempos posteriores, que começou a ser disseminada a heresia ariana, sobre a inferioridade do Filho. (Ário – 265-356 d.C.)
Na cultura hebraica, as ideais por traz das palavras “Pai” e “Filho” não trazem o sentido de origem do ser e de superioridade, nem tampouco de subordinação e dependência. Da mesma forma, os termos “gerado” e “criado” não podem ser tidos como sinônimos. Nosso comentarista cita Loraine Boettner (1901-1990), que diz que essas palavras trazem em si as “noções semíticas e orientais de semelhança e igualdade de natureza e igualdade do ser. Obviamente, a sensibilidade semítica é que sublinha a fraseologia das Escrituras, e, quando elas chamam Cristo de “Filho de Deus”, confirmam a sua divindade verdadeira e apropriada. Isso indica uma relação peculiar que não pode ser afirmada a respeito de criatura alguma, nem tampouco compartilhada. Da mesma forma que qualquer filho humano assemelha-se ao pai em sua natureza essencial, isto é, possui humanidade, assim também Cristo, o Filho de Deus, era como o Pai em sua natureza essencial, isto é, possuía Divindade”.
Hebreus 1.5 – Salmo 2.7. Esse Salmo é claramente messiânico, diz Matthew Henry, dizendo mais: “não se refere a geração eterna do Filho, mas, a sua nomeação como Filho-Messias para o cumprimento de sua missão de salvação”.
Devemos atentar para Hebreus 1. 5a “Porque a qual dos anjos disse Deus jamais:...” e 1.13a “E a qual dos anjos disse Deus jamais...”.


DECLARAÇÃO DE FÉ DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS. CREMOS

O 3º ponto da Declaração de fé das Assembleias de Deus no Brasil assim diz: No Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus, plenamente Homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo (Jo 3.16-18; Rm 1.3,4; Is 7.14; Mt 1.23; Hb 10.12; Rm 8.34 e At 1.9).
No capítulo IV, que tem como Titulo: Sobre a identidade do Senhor Jesus Cristo, o ponto 03, tem o Titulo: A deidade absoluta de Jesus. A Bíblia afirma com frequência que Jesus é Deus (Jo 1.1; Cl 2.9).
As Escrituras Sagradas revelam os atributos divinos na pessoa de Jesus.
a.      Ele é Eterno (Is 9.6);
b.      Onipotente (Ap 1.8);
c.       Onipresente (Mt 18.20);
d.      Onisciente (Jo 16.30).

As suas obras também revelam sua divindade:
a.      Ele é absoluto soberano (Ef 1.21);
b.      Ele é criador de todas as coisas (Jo 1.3);
c.       Ele é a fonte da vida (Jo 1.4);
d.      Autor do novo nascimento (1Jo 2.29);
e.      Habita nos fieis (Ef 3.17; Jo 14.23);
f.        Dá vida eterna (Jo 10.28);
g.      Inspirou também os profetas e apóstolos (1Pe 1.11);
h.      Perdoa pecados (Mt 9.2);
i.        É adorado pelos humanos (Mt 9.18);
j.        Pelos anjos (Hb 1.6);
k.      Na terra e nos céus (Ap 5.11-14);
l.        Possui títulos divinos, como “Eu Sou” (Jo 8.58);
m.    O Alfa e o ômega, o Princípio e o Fim (Ap 21.6);
n.      E Senhor dos senhores (Ap 19.6).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus Cristo é superior aos anjos em relação à natureza, essência, majestade e deidade.
 

CONCLUSÃO


Nesses últimos dias, onde os joelhos de muitos cristãos parecem vacilantes, faz-se necessário atentarmos diligentemente para o conselho encontrado em Hebreus: “Se ouvires hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração” (3.7).

domingo, 5 de novembro de 2017

MAIS VIDA ESPIRITUAL E MENOS LETRA MORTA



Parece que estão transformando a vida cristã, o andar com Deus em coisas científica, racional, lógica; quando de fato, as verdades de Deus, jamais serão compreendidas pela racionalidade, pela ciência, ou pela filosofia (1Co 2.7).
A vida cristã não é filosofia de vida; é novo nascimento. Como explicar isso? Nem o doutor Nicodemos, príncipe dos Judeus entendeu, nem doutor algum poderá entender, a não ser que seja iluminado pelo Espírito Santo de Deus (Jo 3.1-12). O Apóstolo Paulo, escrevendo aos crentes da cidade Éfeso, diz: “A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada a graça de anunciar entre os gentios, por meio do Evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo” (Ef 3.8).  A não ser que, o Espírito Santo, que é aquele que nos mostra, revelando essas riquezas, opere em nós, como disse Jesus em João 16.13: “Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir”, não adianta estudar os originais do hebraico, do aramaico, do grego, estar aos pés de grandes mestres, que tudo será apenas letra; nada mais que letras mortas e vazias. É ai que surgem as discussões intermináveis, porque, não há revelação do Espírito, mas sim, conhecimento da letra. Quando o Espírito revela, o homem cai aos pés de Cristo como aconteceu com o perseguidor Saulo, que deixou tudo, por causa do conhecimento de Cristo Jesus (Fil 3.8).
Estão teologizando demais! Querendo falar o que a Bíblia não fala. Dai nascem contendas, porfias, invejas, orgulho, facções, e, até ofensas aos irmãos na fé. Pergunto: Estará o Espírito Santo de Deus feliz com tudo isso? Será que não estamos perdendo tempo com coisas que nos separam, em vez de ganharmos tempos com aquilo que nos une? Escutemos mais uma vez o apóstolo dos gentios: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes, cada um, o que é de outrem. Comei de tudo quanto vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência. Digo, porém, a consciência, não a tua, mas a do outro. Pois por que há de a minha liberdade ser julgada pela consciência de outrem? Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a gloria de Deus” (1Co 10. 23-25,29,31).
Paulo ainda nos exorta que não devemos ter contendas em palavras, que para nada aproveitam (2Tm 2. 14). O que estamos assistindo, já há muito, são discórdias entre irmãos, e isso, hoje pelo fácil acesso a mídia, e a velocidade da mesma, chega aos incrédulos e incautos, que passam a nos criticar e dizem: É por isso que não quero saber de ser crente. Para viver em uma guerra dessa eu prefiro ficar como e onde estou.
É tempo do povo de Deus, daqueles que realmente são nascidos de novo, começarem a buscar mais vida espiritual. Orando mais, consagrando suas vidas em jejum e oração. Leitura devocional das Escrituras, se humilhando na presença de Deus, pois só assim, o mundo verá Cristo em nós, e, rendidos aos pés de Cristo dirão: Esse povo é o povo de Deus!
Parece que o que estamos vendo é um orgulho, de quem sabe mais; quem pode mais; quem vence a parada. Amados, evangelho não é isso. Evangelho é muito mais vida, é poder de Deus. É quando o homem desaparece, e Cristo Jesus aparece em sua vida. Muitas vezes, quando parece que perdemos é ai que ganhamos. Quando mataram Jesus na cruz, os inimigos pavonearam batendo no peito, dizendo: vencemos aquele embusteiro. Não sabiam eles, que aquela aparente derrota de Jesus Cristo; foi a grande vitória sobre o diabo, o mundo e o pecado. Onde os homens que estavam irremediavelmente perdidos, tiveram a oportunidade de serem livres do poder mordaz de satanás.
Oremos mais buscando em Deus a sua direção. Voltemos ao altar da santidade, do poder, da oração, da gloria de Deus. O inimigo tem ganhado terreno com essas discussões inócuas, que não tem levado a nada. Paulo, teve grandes e profundas revelações de Deus, como a do arrebatamento em 1Corintios 15. Também de ter ido até ao terceiro céu, 2Corintios 12, mesmo assim ele exclama dizendo: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus. Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado? Porque dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; gloria, pois, a Ele eternamente. Amém” (Rm 11.33-36).
Atentemos para isso!

Vosso em Cristo
Pr Daniel Nunes da Silva


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

MAIS UMA VIAGEM MISSIONÁRIA




É com imenso prazer, tremor e temor, que rogo as orações de todo povo de Deus, por mais uma viagem missionária que estaremos fazendo. Já estive no campo de missões por longos anos e, sei como é gratificante para os missionários receberem visitas de seus irmãos do Brasil, principalmente de seu pastor.
Desta feita, será uma dupla viagem: Começaremos por visitar o pastor Edjânio Caetano e sua família, juntamente com a novel igreja, que cresce de maneira pujante na cidade de Riobamba, Equador. Depois seguiremos para a cidade de Trujillo no Peru, onde visitaremos o missionário Neto e família, bem como a igreja do Senhor naquela grande cidade peruana.
No Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos, no capítulo 16, versículo 20, está escrito: “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém”. É exatamente isso que esperamos que aconteça. Não vamos lá para passeio, nem para divertir-nos. Estamos indo para ajudar nossos missionários, bem como trazer noticias de nossos campos às igrejas que cooperam, seja orando ou contribuindo com a obra do Senhor. Queremos ver a operação sobrenatural de Deus em nosso meio.
Essa semana, precisamente dia 18 de setembro, fomos ao município de Gado Bravo, que não é muito longe de Campina Grande, porém, uma região montanhosa, cheio de altos e baixos. A congregação que fomos inaugurar, fica a uns 5 quilômetros da sede do município. Uma estradinha estreita e muita acidentada. Chegando lá, encontramos um pequeno, mas bonito templo, que foi levantado para a gloria de Deus. O culto foi uma grande apoteose e no final Jesus salvou 6 almas. Vejo isso como a mão do Senhor cooperando com nosso trabalho. Pois o Mestre da Galileia disse: “Sem mim, nada podeis fazer”.
Por esse motivo, rogo que toda a igreja esteja em oração por nós, para que no abrir de nossa boca, seja em solo equatoriano ou peruano, o Senhor derrame de sua graça, assim como usou o apóstolo Pedro na casa de Cornélio, nos use em suas mãos poderosamente.
Um forte abraço a todos, e que o Senhor Jesus, vos recompense com ricas bênçãos dos altos céus.
Vosso em Cristo
Pr Daniel Nunes da Silva


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O VERDADEIRO PAI



Genitor, porque gerou.
Provedor, porque abastece.
Amigo, porque suporta.
Conselheiro, porque adverte.
Sacerdote, porque intercede.
Professor, porque ensina.
Pedagogo, porque conduz no caminho.
Disciplinador, porque corrige.

Exemplo, por ter caráter.
Advogado, por estar ao lado.
Juiz, porque absorve.
Agricultor, por semear amor.
Construtor, por edificar caráter.
Chofer, por guiar vidas.
Ator, por atuar no palco da vida.
Palhaço, por fazer rir, quando quer chorar.

Chora sozinho para o filho não ver.
Canta sozinho, pois suas musicas são ultrapassadas.
Sofre sozinho, para não fazer o filho sofrer.
Passa noites acordado sozinho, para deixar o filho dormir.
Machuca-se sozinho, para o filho não se machucar.
Pega peso sozinho, para não deixar o filho pegar.

Alegra-se pelas conquistas do filho.
Chora pelas decepções do filho.
Sente a dor do filho.
Quer ficar doente no lugar do filho.
Pode até passar fome, contanto que o filho tenha o que comer.
Pode até passar frio, contanto que o filho esteja agasalhado.
Não pensa nele, mas sim no filho.

Preocupa-se quando o filho sai.
Alegra-se quando o filho chega.
Entristece-se quando não é compreendido.
Mas pronto perdoa o ocorrido.
Diz que não faz, mas acaba fazendo.
Diz que não vai, mas acaba indo.

Assim é o verdadeiro pai!

Homenagem ao meu pai, Sebastião Nunes da Silva “in memoriam”.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

OS INIMIGOS QUE TEMOS QUE ENFRENTAR


Tiago 4.1-7

O capítulo 4 de Tiago deixa claro que havia divisões e disputas carnais entre seus destinatários. Uma causa era os desejos egoístas de muitos que queriam ser mestres (3.1), mas a causa básica era a desobediência. Havia uma falta de verdadeira separação de suas vidas. É uma grande tragédia quando os irmãos vivem em discórdia, em lugar de viver na unidade (Sal 133). Amós disse: “Como andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Am 3.3).
No capítulo 3.15, Tiago nos diz: "Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica", mostrando assim que o cristão luta contra o mundo (Terrena), a carne (animal), e (diabólica), o diabo. Essa mesma lista Paulo apresenta no capítulo 2. 1-3 de Efésios, onde ele descreve a vida do pecador não salvo. A pessoa não salva vive para o mundo e para a carne, e está debaixo do controle do diabo. Os que confiam em Cristo recebem o Espírito Santo e tem uma nova natureza. No entanto, ainda batalham contra esses inimigos (Gal 5.16; Ef 6.12).

1.      A carne (vv 1-3). A palavra “deleites”, que seria a mesma palavra paixão, não necessariamente as paixões sensuais, mas todo desejo carnal, ou que estimula a carne e cria problemas. Não é o corpo que é pecaminoso, como alguns ensinam; mas sim, a natureza caída quando controla o corpo, que o leva ao pecado, porque essa natureza é pecaminosa. A carne é essa natureza humana separada de Deus, assim como o mundo é a sociedade humana separada de Deus. É por isso que Paulo, escrevendo aos Romanos 6, ele exorta a submissão de nossos membros ao Espírito Santo. No versículo 2,3 Tiago descreve as ações pecaminosas destes crentes:
a.      Cobiçam e nada tendes;
b.      Invejam e nada alcançam;
c.       Combatem e guerreiam, e não ganham nada com isso.
d.      Pois fazem tudo sem oração: “... porque não pedis”;
e.      E quando oram, o faz egoisticamente: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para gastardes em vossos deleites” (v3). Para aumentar seus prazeres e não para glorificar a Deus.
f.        A carne pode estimular uma pessoa a orar! Mas sua oração nunca será para a gloria de Deus. Logicamente, quando um crente não está em paz com todos, ele está em guerra consigo mesmo (He 12.14).

2.      O mundo (vv 4,5). O adultério espiritual se constitui em estar casado com Cristo (Rm 7.4), e, no entanto amar o mundo (2Co 11.2,3). No Antigo Testamento, Deus chama de “adultério” a idolatria do povo de Israel, pois, o povo escolhido havia deixado de adorar ao Senhor, para se prostrar diante dos ídolos.
a.      Como pode um cristão ter amizade com o mundo, quando foi chamado para sair dele? (Jo 15.18,19).
b.      Fomos crucificados para o mundo, e o mundo para nós (Gal 6.14).
c.       Há pelo menos quatro passos que o crente dá, para entrar nessa relação com o mundo: (1) Faz amizade com o mundo (Tg 4.4); (2) Contamina-se com o mundo (Tg 1.27) (3) Passa a amar o mundo (1Jo 2.15-17); (4) Conforma-se com o mundo (Rm 12.1,2). Depois de o crente estar nesse relacionamento com o mundo, ele passa a ser julgado por Deus, juntamente com o mundo (1Co 11.32). Ló é um exemplo claro disso (Gn 13.10-13; 19).

3.      O diabo (vv 6,7). Os cristãos que vivem para o mundo e a carne se tornam orgulhosos, e o diabo aproveita desta situação, porque o orgulho e uma de suas armas prediletas. Deus quer nos dar mais graça, mais que qualquer coisa que o diabo pode dar. Devemos usar a Palavra de Deus para resistir ao diabo (Lc 4. 1-13), e o Espírito Santo nos capacita para assim fazer. Porém, Deus não ajuda ao cristão orgulhoso que se recusa a arrepender-se e humilhar-se. A graça e para o humilde, não para o arrogante. Devemos primeiro nos sujeitar a Deus; em seguida resistir eficazmente ao diabo, e ele fugirá.

É importante que os cristãos, se auto examinem para ver se alguns desses inimigos o estão derrotando.