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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

QUAIS SÃO NOSSOS MAIORES DESEJOS PARA O ANO DE 2020?



(12) “Não que já tenha alcançado ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus.(13) Irmãos, quanto a mim, não julgo que o tenha alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, (14) prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Fil 3. 12-14).
Mais um ano termina, e com ele muitos sonhos e projetos ficaram para trás. Ficaram também dissabores, tristezas, acusações, lágrimas, dores, etc. Como também marcaram nossas lembranças abraços, apertos de mão, sorrisos, palavras de ânimo, concretização de planos, e muito mais.
A vida é uma estrada sem retorno. Ninguém caminha para trás. Não há como fazer isso. Há até o proverbio que se diz: Para frente é que se anda. Isso é verdade! Mesmo as decisões erradas que tomamos na vida, quer seja uma palavra que não devia ser falada mas falamos, uma viagem que não devia ser realizada mas realizamos, um dinheiro que não era para ser gasto mas gastamos, ... e por ai vai. Sem retorno, sem volta, sem arrependimento. Se diz que: “palavra falada é flecha lançada”.
Envolvidos pelo invólucro imperfeito do espírito e da alma (nosso corpo), estamos sempre a mercê do erro. Assim como a pombinha solta por Noé pela janela da arca, nossa mente vagueia procurando um lugar para pousar, e, muitas vezes pousa onde não devia pousar. Exatamente pela síndrome do velho Adão que persiste em habitar em nós. Mesmo que estejamos constantemente dizendo que ele já não nos domina mais.
Magoamos, guardamos mágoas, cometemos o mal de algumas vezes espalhar contendas, mexericos e discórdias em nossos círculos de amizades. Exatamente, onde mais devíamos buscar a unidade, é bem ali, que nosso velho homem batalha para fazer a discórdia. Depois lamentamos. Pensamos: Bem que eu poderia ser ponte e não esse profundo vale que separa. Poderia ser um pacificador e não um acendedor do fogo de contendas. Mas, falou mais alto o imperfeito homem adâmico.
Nesse ano que se finda, convido aos meus irmãos para fazermos uma profunda reflexão. Um reflexão bem mais ampla, mais íntima, entranhável, que as costumeiras. Perguntarmos para nós mesmos: Quais são os meus maiores desejos para o ano de 2020? Sei que as coisas materiais, palpáveis e tangíveis, são aquelas que primeiro saltam e pululam da mente. Casa própria para quem não tem, faculdade do filho, casamento, emprego, ganhar mais dinheiro, ter uma vida melhor que em 2019,  trocar o carro, e por ai vai. Disse Jesus a esse respeito: “por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quando ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua gloria, se vestiu como qualquer dele. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de toas essas coisas; Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6. 25-34).
Ai está a resposta de nossa pergunta. O que preciso buscar nesse novo ano? O reino de Deus e a sua justiça. Disse Paulo: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o tenha alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, (14) prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. O velho missionário da cruz, não estava preocupado com as coisas materiais, ele tinha um desejo: “E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas as coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo” (Fil 3. 8).
Os bens materiais são conquistados pelo esforço, pelo trabalho, pelo estudo, isso tudo de maneira honesta e sem querer estorvar ninguém, nem invejar ninguém. Não, não precisamos disso! Aquele que manda a chuva e o sol, diz a Palavra: manda para os bons e maus. Mas, há algumas virtudes, que somente os que confiam no Senhor poderão alcança-las. Ei-las: O acréscimo de mais fé, o amor ao próximo, a união com meus irmãos, o fazer o bem sem olhar a quem, a liberação do perdão, até para aqueles que se dizem nossos inimigos, que falam mal de nós que nos fez algum mal. Enfim, O desejo de ser útil no reino de Deus, nos colocando como Paulo; escravos do Senhor Jesus Cristo, e dizendo: “Já não vivo eu, mas, Cristo vive em mim” (Gal 2.20).
Mediante a tudo o que aprendemos de nosso Senhor Jesus Cristo, e do apóstolo Paulo, precisamos então mudar nosso conceito do que queremos para o ano vindouro. Olhemos mais para os valores reais da vida. A fé, o amor, o perdão, o bom caráter, o melhorar nossos relacionamentos, o fazer sinceras amizades, o servir melhor a Deus sem almejar ser visto pelos homens e anelar recompensas terrenas, mas, sabendo, que aquele que tudo vê, nos recompensará na sua gloria.
Quem sabe, estás terminando um ano com profundas decepções, amargas experiencias, e muito mais. O conselho paulino é esse: “esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Faça como fez José: gere Manassés = esquecimento. Quem gera Manassés, depois vai gerar também a Efraim = frutificação, aumento.  Esqueçamos o que ficou para trás, e prossigamos para o alvo da suprema vocação. O nosso alvo é o céu. Essa terra passará com grande estrondo, e os elementos ardendo se desfarão, mas, para o povo de Deus, nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo de suas asas.
Deus nos abençoe nesse novo ano que hora se inicia.

Pr Daniel Nunes da Silva – vosso servo

terça-feira, 24 de setembro de 2019

A ÉTICA NAS EXPRESSÕES VERBAIS DO PASTOR (FALA).



A fala é a utilização oral da língua pelo indivíduo. Na fala usamos todo nosso aparelho fonador para comunicarmos. Quero falar exatamente sobre o uso da fala, as expressões verbais usadas pelo pastor ou obreiro do Senhor. Partindo da verdade Bíblica que o pastor é o exemplo do rebanho (1Pe 5.3), e a recomendação do escritor aos Hebreus que os crentes devem imitar ao seu pastor (Hb 13.7), quero falar da ética na fala do pastor.
A fala é uma das maiores expressões culturais de um povo. É, também, podemos dizer, o meio de comunicação mais convincente. Portanto, o obreiro, como um comunicador do evangelho, deve saber usar com a maior propriedade possível esse meio. Há aqueles que dizem: “Se o povo, qual o qual vou trabalhar fala de qualquer modo, eu devo também falar da maneira deles”. O pastor não pode esquecer que ele é um padrão, um exemplo a ser seguido. Podemos dizer, que o pastor faz também o papel de pedagogo na sociedade onde está trabalhando, levando as crianças na fé ao caminho do aprendizado, e isso em todos os sentidos.
Eugene H. Peterson, falando sobre o pastor que Deus usa, diz: “Todo trabalho do pastor acontece dentro do cenário da Igreja: a comunidade da fé. Ele não é o capelão de apenas alguns indivíduos, nem um preletor impessoal que só dirige a multidões. Antes é posto dentro de uma comunidade com a tarefa de edifica-la”.
John Angell James, em seu livro “ A grandeza do pastorado”. Um livro que fala sobre “um ministério que faz a diferença em um mundo indiferente”, nos diz assim: “Quando se trata de proferir sermões, pensamos em voz e gesto, ou no que Demóstenes chamou de ação. Demóstenes ao ser perguntado sobre qual era a primeira excelência de um orador, respondeu: “Ação”. Qual a segunda? “Ação”. Qual a terceira? “Ação”. James conta que depois da morte de um pregador, foi achado sobre sua mesa um bilhete fechado de alguém que tinha ouvido o seu último sermão. O bilhete dizia o seguinte: “Perdoe-me pelo fato de, sendo estranho, dirigir-lhe algumas palavras. Eu o ouvi pregar na noite do último sábado, e foi da vontade de Deus abençoar aquele sermão para a minha vida. Não foi tanto o que o Senhor disse, mas sua maneira de falar, que me impressionou. Eu vi no senhor uma beleza de santidade que jamais havia visto antes”.
Lembro, porém, que este não se trata de um estudo homilético, que está atrelado apenas no momento da ministração da Palavra de Deus, mas à vida cotidiana do pastor. O obreiro deve se policiar, para que suas expressões verbais, quer sejam em público, com a família, com amigos em particular, são sejam de modo que venham denegrir a imagem de um homem de Deus, mas, sobretudo, glorificar a Deus (1Co 10.31).
Há obreiros que não medem as consequências de suas palavras. Algumas vezes, até palavras de baixo calão. Palavras chulas, que não devem sair da boca de um servo de Deus. Pois, a Palavra nos recomenda: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, más só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça as que a ouvem” (Ef 4.29). Paulo, ainda nos diz: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como convém responder a cada um” (Col 4.6).
É inconcebível um pastor de “boca suja” como acostumamos dizer. Nosso vocabulário deve ser o mais limpo possível. Não estou dizendo que deve ser um português polido, clássico (Seria bom que fosse), mas uma linguagem sadia, que desde um infante até ao ancião, possa ouvir sem ferir seus princípios.
Hoje em dia, há uma onda de pastores que falam até palavrões imorais nos púlpitos. Deus tenha misericórdia de nós! Jesus disse: “Mas vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado” (Mt 12.36.37).
Sabemos que os indivíduos vem de diferentes classes sociais. De criação diferente. Isso pode querer justificar algumas vezes as diferentes maneiras de se expressar. Porém, todos aqueles que passaram pelo processo do novo nascimento, e optaram pelo ministério pastoral, devem passar pela reciclagem de Jesus, como os discípulos passaram (At 4.13). Todos aqueles que passam pela faculdade do rabi da Galileia, aprendem e se acostumam a falar como ele (Mt 26.73).
Escrevendo a Tito, pastor na ilha de Creta, Paulo diz: “Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós” (Tt 2.7,8). O grego para “sã” é hugies, que significa sadio, saudável, de boa saúde. Gosto da Nova Versão Transformadora da Bíblia, que diz: “Sua mensagem deve ser tão correta, a ponto de ninguém o criticar...”.
O vendedor, o bancário, o médico, o comerciante, enfim, todos os profissionais, se esmeram em falar cada vez melhor, para poder tratar com qualidade aqueles que estão inseridos em seu contexto social. Será que o pastor não precisa estar se esmerando a cada dia? Creio, que se um professor é cobrado pelo seu linguajar, o que dizer do pastor? Muito mais devemos cuidar de nosso vocabulário, de nosso linguajar. Talvez seja por isso que Paulo exorta a Timóteo dizendo: “Persiste em ler...” (1Tm 4.13), pois, quem mais lê, melhor fala. Seja por costume, por criação ou por influencia da sociedade, caso o pastor ou obreiro tenha uma linguagem vulgar, precisa corrigir com pressa.
São muitos provérbios bíblicos que nos falam sobre a linguagem. “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” (Pv 25.11); “Desvia de ti a tortuosidade da boca e alonga de ti a perversidade dos lábios” (Pv 4.24); “A boca do justo é manancial de vida ...” (Pv 10.11); “Prata escolhida é a língua do justo...” (Pv 10.20); “A boca do justo produz sabedoria em abundancia ...” (Pv 10.31); “Há alguns cujas palavras são como pontas de espada, mas a língua dos sábios é saúde” (Pv 12.18).
C.L. Spurgeon, em Lições para meus alunos, volume 2, diz: “Mesmo em vossas recreações, lembrem-se de que são ministros. Quando está fora de mira, ainda continuam sendo oficiais do exército de Cristo, e, como tais, não se rebaixem”.
Não podemos esquecer o que disse Salomão em Provérbio 18.21: “A morte e a vida estão no poder da língua”. Portanto, não é aconselhável ao obreiro ter uma linguagem baixa, chula, de baixo calão. Nem por brincadeira devemos emprestar nossa boca ao pecado (Tg 3. 10-12).  
Concluo dizendo que o pastor deve evitar as gírias e linguagem vulgar, porque, a maioria das gírias são também deselegante para serem usadas pelo embaixador dos céus.
Que o Senhor nos ajude.

Pr Daniel Nunes da Silva

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A IGREJA NÃO PASSARÁ PELA GRANDE TRIBULAÇÃO



Texto 1Co 15. 51-58

I.    A Igreja e a segunda vinda de Cristo. Desde que Jesus prometeu voltar (Jo 14. 1-3), e os anjos ratificaram essa promessa no dia de sua ascensão aos céus (At 1.10,11), que os crentes esperam esse glorioso evento acontecer. Como também, desde há muito tempo, alguns zombam do povo de Deus, como vemos na 2ª Carta de Pedro 3. 3,4, que diz: “Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”. Mas nós, estamos firmados na promessa dele,  como disse o escritor aos Hebreus: “Retenhamos firme a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu” (He 10.23).

1.    O destino da Igreja. Estamos na dispensação da graça, ou dispensação eclesiástica (da igreja) (Mt 16.18; Ef 1. 22,23; 3. 9-11). Rapidamente se aproxima o final de todas as coisas.  Tudo se cumprirá da maneira como foi determinado pelo Senhor. O retorno de Cristo é algo iminente (Rm 13.11).
·       Vejamos qual o plano de Deus
a.    Todos os crentes falecidos, em Cristo (Ap 14.13; Sal 116.15; 2Co 5.17; Fil 1.23), serão ressuscitados dentre os mortos, e na mesma ocasião os crentes que estiverem vivos, serão transformados e raptados para encontrarem com Cristo nos ares (1Ts 4. 13-17; 1Co 15.51-52; 2Co 5. 2).
b.    Quando Jesus disse á Marta irmã de Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11.25a), para os que falecerem possuídos de uma fé viva em Cristo, Ele será “ressurreição”; e para os que estiverem vivos e crentes no Evangelho , Cristo será “vida”, quer dizer, a energia que transformará, num abrir e fechar de olhos, seus corpos corruptíveis em incorruptíveis e imortais.
c.     Os dois episódios de arrebatamentos no Antigo Testamento, de  Enoque (Gn 5.24; He 11.5), e Elias (2Rs 2.11), nos dá segurança maior ainda, para pregarmos com muita convicção que Jesus arrebatará a sua igreja da terra.
d.    O monte da transfiguração (Lc 9. 28-31). Vemos aqui, como diz Lawrence Olson, uma espécie de ensaio do arrebatamento. Primeiro, Cristo estava exatamente no estado glorioso, que será seu estado que ele voltará para buscar a sua igreja (Ap 1.13-16); segundo, ai vemos os tipos de pessoas que ingressarão em seu reino: Moisés, representando os cristãos falecidos, porém, falando com Jesus e glorificados, e Elias, os cristãos que não provarão a morte, porém, com corpos gloriosos e também falando com Jesus (Fil 3.20,21; 1Jo 3.2). Quer dizer, nos que cremos na Bíblia, como a inerrante Palavra de Deus, temos viva certeza, que vivos ou mortos, vamos estar com o Senhor um dia e para sempre.

2.  O tempo do arrebatamento. É quase unanimidade entre os escatologistas cristãos evangélicos, que a segunda vinda de Cristo será um só evento,  porém, o mesmo ocorrerá em duas fases distintas.
a.  Primeiro ocorrerá o arrebatamento, ou o rapto da igreja.  Será a transladação dos crentes, tanto vivo quanto mortos, para estarem na presença de Cristo, nos ares (1Ts 4.13-18).
b.  Tribunal de Cristo.  Após o rapto haverá um período de tempo, que poderá durar até sete anos, o qual terá lugar o juízo ou o julgamento da igreja, (Não será julgamento de pecados) no chamado “tribunal de Cristo”, onde os crentes receberão os galardões das mãos do Senhor (2Co 5.10; 1Co 3.12-15; Ap 22.12; 1Pe 5.4; 2Tm 4.8).
c.   As bodas do Cordeiro. Haverá também as bodas do Cordeiro, no céu, na qualidade de noiva a Igreja, em um sentido figurado, se casará com Cristo. Isso fala de um relacionamento fiel e eterno da Igreja, a qual foi comprada pelo sangue do Cordeiro (2Co 11. 2; Ap 19.6,7).

II.  A grande tribulação.

1.  Quando ocorrerá. Autores consagrados, como: Lawrence Olson, William W. Menzies, Stanley M. Horton, Myer Pearlman, Armando Chaves Cohen, Eurico Bergstén, Orlando Boyer, Henry, C. Thiessen, Antônio Gilberto, Elinaldo Renovato, Ezequias Soares, etc. todos entendem biblicamente que se dará após o arrebatamento da Igreja.
Durante esse período o anticristo reinará sobre a terra, e depois de 7 anos o Senhor se revelará de forma totalmente visível, que será a segunda parte do “grande evento” da sua segunda vinda (Mt 24.30; Zc 14.4,5; Col 3.4; 1Ts 3.13; Jd 14. Será sua manifestação com poder e grande gloria a Israel e às nações do mundo. O arrebatamento será um evento secreto (1Ts 5.2), enquanto a revelação será visível e amplamente divulgada para todo mundo (Ap 1.7).
Interessante, que quando João evangelista escreveu isso, ele não sabia, nem tampouco passava por sua cabeça que em nossos dias atuais, os meios de comunicação seriam tão avançados. Hoje, o que se passa nas ilhas mais longínquas, em seguida todos do planeta terra já sabem e estão vendo. Até aquilo que passa em outros planetas já estamos vendo em fração de minutos.
a.  Em Apocalipse 19. 8,14 está declarado que Cristo trará consigo “...os exércitos que há nos céu em cavalos brancos e vestidos de linho, branco e puro”.  Lawrence Olson diz: “Esses só podem ser os santos previamente arrebatados. Logicamente esses santos não poderia voltar com Ele a não ser que fossem primeiro reunidos a Ele, fato que ocorrerá no momento do rapto da Igreja”. Esse santos reinarão com Cristo durante o período milenial.
b.  Os midi-tribulacionistas e os pós-tribulacionistas. São aqueles que entendem que a igreja será arrebatada no meio da grande tribulação, quer dizer, com três ano e meio, e os que entendem que a igreja será arrebatada no final, e que ela passará por toda a grande tribulação.
·     Nós não cremos assim. Somos chamados de pré-tribulacionistas. Pois cremos que a igreja do Senhor, será levantada da terra, antes que chegue esse grande e terrível dia do Senhor, como diz em Malaquias 4. 1,2 “Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos e todos os que cometem a impiedade serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça e salvação trará debaixo das suas asas; e saireis e crescereis como bezerros do cevadouro”.
·     O Senhor disse a Ló, que não poderia fazer nada contra a terra de Sodoma e Gomorra enquanto não tirasse ele e sua família de lá, e logo que ele chegou em Zoar, o sol saiu (Gn 19. 17-23).

2.    Razões bíblicas porque cremos  que a Igreja não passará pela grande tribulação.
a.  Nenhuma passagem na Bíblia fala, digamos, claramente, objetivamente, que a igreja passará pela grande tribulação. Israel sim, sempre está identificado como passando pela grande tribulação, bem como as nações ímpias de todo mundo, mas a igreja não.
b.  O livro do Apocalipse, ou das revelações, é um tratado da  “septuagésima semana de Daniel” (Dn 9.27).
·     A história da igreja está registrada nas cartas às sete igrejas da Ásia menor, nos capítulos 2,3. Isso representa a história universal da igreja do Senhor Jesus, desde sua inauguração no dia de pentecoste até o rapto. A partir do capítulo 4, começou a revelar o que aconteceria “Depois destas coisas” (4.1), isto é, depois do período da Igreja. Os capítulos 9 a 19 descrevem o período da Grande Tribulação. É interessante e significativo que em todos esses capítulos a Igreja não é mencionada nenhuma vez.
·     No capítulo 4, os 24 anciãos sentados sobre tronos em volta do trono de Deus, como representantes da Igreja arrebatada que já recebera seus galardões e que já se sentara com Cristo em tronos (Ap 3.11).
·     Em Apocalipse 19.4-8 vemos a Igreja voltando com Cristo a terra para reinar. Naturalmente, para poder voltar, seria necessário primeiro estar com Cristo.

c.     Uma grande promessa feita à Igreja de Filadélfia. Por todas as características dessa Igreja, certamente ela representa a verdadeira igreja do Senhor Jesus Cristo nos dias do arrebatamento. Vejamos a promessa: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo mundo, para tentar os que habitam na terra” (Ap 3.10). Vemos que aqui a “tentação”, se trata de uma tribulação de âmbito mundial “tentação que há de vir sobre todo mundo”. O pastor Elinaldo Renovato diz o seguinte: O livramento da “hora da tentação”, ou da “provação”, que virá sobre todo o mundo não se refere apenas à igreja de Filadélfia, mas é uma advertência a todas as igrejas cristãs: Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.13,22). Continua ele: “A igreja não estará mais na terra quando começar a Grande Tribulação. Ela passará, sim, pelo “princípio das dores” (Mt 24.8).

d.    A Grande Tribulação será um período de sete anos de sofrimentos jamais visto e sem nenhum parâmetro jamais ocorrido em todo o mundo (Dn 9.27; Ap 12.12).
·       É também chamado de “a grande aflição” (Mt 24.21);
·       “Tempo de angustia” (Dn 12.1);
·       “Angustia de Jacó” (Jr 30.7);
·       Essa angustia vai superar tudo aquilo que o mundo já tenha provado até então (Lc 21.25,26; Sf 1.14, 15).

e.      A Grande Tribulação representa um período de juízo ou ira de Deus sobre um mundo ímpio, a “igreja” apóstata e Israel em rebeldia. Os grande e terríveis juízos de Deus  vão acontecendo pouco a pouco  o tríplice agir de Deus nesse tempo:
·       na medida que o Cordeiro, vai abrindo os sete selos um a um (Ap 6. 1-17);
·       Com a abertura do sétimo selo, começa o toque das sete trombetas (Ap 8.1-13; 91-21; 11. 15-19); e,
·       culmina com o derramar das sete taças, que são as últimas pragas ou flagelos de Deus sobre o mundo (Ap 15. 1; 16.1-20). Assim se consuma a ira de Deus : “... se lembrou Deus para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira” (Ap 16.19b).
f.     Em contraste com esse castigo que Deus manda sobre a terra, temos a promessa de Jesus para a sua Igreja “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha Palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação (juízo), mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24). Ler ainda (1Ts 5.9; Rm 5.9; 1Ts 1.10). O ímpio está destinado a sofrer as pragas de Deus, mas o fiel escapará.
g.    O contexto de  1ª Tessalonicenses 5.9 mostra-nos que a ira de Deus virá, de fato, após o arrebatamento, isto é: durante a Grande Tribulação – Stanley Horton.
h.     Fica mais que evidente, pois, que nenhuma parte da Igreja de Cristo será deixada na terra para sofrer os julgamentos de Deus durante a Grande Tribulação.  Pois esses julgamentos serão a plena manifestação da ira de Deus (Ap 6.16,17; 11.18; 14.10.19; 15.1,7; 16.1,19; 19.15).
i.      O que me encoraja ainda mais em dizer que a igreja não estará na terra nesse tempo de angustias,  é ler e ouvir o que o velho apóstolo escreveu sobre suas revelações na ilha de Patmos, dizendo que, ao toque da sexta trombeta, e já estando a terra, quase que totalmente devastada, mesmo assim ele nos diz: “E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar” (Ap 9.20). Com certeza, esse versículo exclui a presença da igreja salva nesse período disse Horton. Outros lugares ainda falam sobre o dia da ira que revelará os justos julgamentos de Deus sobre os corações impenitentes e rebeldes (Rm 2.5; Ef 5.6; Col 3.6; 1Pe 4.5). A tribulação que passamos hoje, segundo Paulo, ela é “leve e momentânea” (2Co 4.17). Nós não estamos esperando a ira de Deus, e sim, quer morramos, quer vivamos, estamos esperando o arrebatamento para estarmos para sempre com o Senhor.
Paulo diz, que nós, os que temos as primícias do Espírito já estamos gemendo (Rm 8.18-23). Já passamos por lutas e aflições, sendo essa uma certeza, pois nosso Senhor Jesus Cristo disse: “... no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16. 33).
j.      A Grande Tribulação, mesmo que será abrangente a todo mundo, tem a ver especialmente com Israel (Jr 30. 4-9; Dn 12.1; Mt 24. 15,21).
k.    O tempo da graça, ou o período da igreja vai da 69ª a 70ª semana de Daniel (Semana de anos) (Dn 9.24-27). A morte de Cristo (o Messias) deu-se depois da 69ª semana (v 26). Neste ponto teve início a dispensação da graça, ou o tempo da Igreja do Senhor na face da terra (Jo 1.17), que irá até o dia do arrebatamento, antes da Grande Tribulação (At 15. 14-18; Am 9.11,12; Rm 11.25,26).
l.      Paulo também deixa-nos claro que a salvação da Igreja inclui a salvação da ira vindoura (1Ts 1.10; 5.9). Por isso ensinamos, que devemos esperar a vinda de Cristo e nunca a Tribulação.
m.  O ensino tipológico do Antigo Testamento, apresenta José como um tipo de Cristo. Ele casou-se com Asenate, uma mulher estrangeira, gentílica,  durante o tempo de sua rejeição por parte de seus irmãos e antes dos sete anos de fome (Gn 41. 45). Semelhantemente, Cristo receberá a sua noiva, que na sua maioria também é gentílica , durante o tempo de sua rejeição por parte dos seus irmãos segundo a carne, Israel (Jo 1.11; At 13.46-48).
n.    Enoque foi considerado como tipo dos crentes arrebatados antes da Grande Tribulação, pois a  sua transladação se deu antes do diluvio (Jd 14-16; Gn 5.24).
o.    A igreja com a ação da graça de Deus através do Espírito Santo nela, é o sal que ainda preserva esse mundo. Quando ela for tirada do meio dos homens, como previsto em 2Ts 2.7-10, então esse mundo velho e cheio de pecados, entrará em estado de total decomposição moral e espiritual. Ai será revelado o mistério da iniquidade, o anticristo, com toda operação do erro, que culminará com o juízo de Deus sobre toda a humanidade (2Pe 3.7).
p.    Nesse tempo, a Igreja do Senhor, a noiva do Cordeiro já estará na gloria do Pai (Jo 17.24).
Gloria a Deus!



terça-feira, 11 de junho de 2019

VACINA CONTRA A REBELIÃO E SEUS MALES

1Samuel 15. 23 
“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade de idolatria...” (ARC) 
“A rebeldia é um pecado tão grave quanto a feitiçaria, e persistir no erro é um mal tão grave quanto adorar ídolos” (NVT). 
Quando se vacina contra uma determino vírus, se vacina contra todos seus males, que são: febre, dores no corpo, vômito, desânimo, entre outros, que podem levar a morte. 
1. A rebeldia começou no céu (Is 14.13,14; Ez 28.14-17) 
2. Se estendeu para a terra (Gn 3.5,6; 4.8). 
3. Continuou e continua no meio dos homens até o dia de hoje: (Gn 9.20-22; Nm 12.1,2; 16.1-3; 1Sm 13.8,9; 15.8,9; 2Sm 15.1-6,10; Jo 12.3-5; Lc 22.47,48; 2Tm 4.14,15; 3Jo 9,10; Jd 8). 

1. CONSEQUÊNCIAS DA REBELDIA: 

a. O anjo de luz, transformou-se em satanás (Ez 28. 18,19; Is 14.16-19); 
b. Adão e Eva, perderam a posse de não morrer e receberam várias maldições (Gn 2.17; 3. 16-19); 
c. Caim, tornou-se maldito, fugitivo e vagabundo na terra, e por mais que se esforçasse, a terra seria infrutífera para ele (Gn 4.11,12); “O solo não lhe dará boas colheitas, por mais que se esforce!...” (NVT). O nome de Caim é lembrado no Novo Testamento como alguém que era do maligno (1Jo 3.12); 
d. Cam, foi amaldiçoado pelo seu pai e condenado a ser servo de seus irmãos por toda a vida. Significa dizer que nunca seria senhor de nada (Gn 9. 25). De sua descendência veio Ninrode (Gn 10. 6,8). Rebelde só gera rebelde (Gn 10. 10). Confira na sequencia da leitura do capítulo 10 de Genesis, que toda a linhagem dos inimigos do povo de Israel saíram da linhagem de Cam (Gn 10. 8-20).  
e. Miriam e Arão, foram corrigidos por Deus, e Miriam ficou leprosa (Nm 12. 8-9); 
f. Coré e sua congregação, foram tragados pela terra (Nm 16. 31-33); 
g. Saul,  perdeu o reino e morreu de morte trágica, suicidando-se (1Sm 13.14; 16.1; 31.4); 
h. Absalão, morreu pendurado pelos cabelos em um carvalho (2Sm 18.9,14); 
i. Judas, morreu na perdição, em uma morte trágica, tirando a sua própria vida (At 1. 17-19); 
j. Himeneu e Alexandre, foram entregues a satanás (1Tm 1. 20). Certamente o final desses homens foi muito triste, sem nenhuma gloria para Deus em seus ministérios. 
k. Diótrefes, levou uma dura repreensão do apóstolo João, e a historia dele que ficou escrita, não inspira a nenhum de nós (3Jo 10). 

2. BENÇÃOS DA FIDELIDADE 
a. Abel, é lembrado pelo escritor aos hebreus, como alguém que, pela sua fé,  mesmo depois de morto ainda fala (He 11. 4). Mas fala muito alto! E fala coisas excelentes. Como é bom, lembrar de um obreiro fiel que já partiu à estar com o Senhor!; 
b. Sem, que juntamente com seu irmão Jafé, cobriu com a capa a nudez de seu pai Noé (Gn 9. 23), foi abençoado, pois de sua descendência veio Abraão, pai de nossa fé (Gn 11. 10-26). Enquanto Cam rasgava a todo pulmão o que Noé tinha feito, seus irmãos mantiveram segredo e discrição. Que grande benção para aquele homem que soube cuidar de seu velho pai, reconhecendo que foi através dele (Noé), que eles estavam vivos, pois o mesmo crera na Palavra do Senhor para a construção da arca (Gn 6.22); 
Conclusão:  
O pecado da rebelião e tão terrível que é comparado ao pecado da feitiçaria e idolatria (1Sm 15.23). A feitiçaria e a idolatria, que naquele tempo já eram considerados pecados gravíssimos contra Deus, foi comparado pelo profeta do Senhor, no mesmo pé de igualdade com a rebelião (Ap 22.15). 
Os frutos da rebelião são terríveis (Is 14.10,11). Não há um exemplo sequer de rebelde que não colheu, a seu tempo frutos desastrosos. Portanto, amados irmãos, façamos sempre como os filhos dos profetas: quando quisermos realizar qualquer coisa, procuremos a liderança que o Senhor confiou à igreja, e, saibamos como devemos nos conduzir (2Rs 6.1,2). Amém. 

Pr Daniel Nunes da Silva

domingo, 14 de abril de 2019

QUANDO ORAMOS




Quando oramos, entramos na cabine secreta de Deus.
Quando oramos, o céu se abre para nós.
Quando oramos, nos tornamos invencíveis.
Quando oramos, os gigantes caem.
Quando oramos, o mar se abre.
Quando oramos, os demônios se estremecem.
Quando oramos, somos cheios do Espírito Santo.
Quando oramos, sentimos a paz de Deus reinar em nosso ser.
Quando oramos, as distancias ficam mais curtas.
Quando oramos, chega as provisões de Deus.
Quando oramos, vencemos as ansiedades.
Quando oramos, o Senhor luta por nós.
Quando oramos, obedecemos mais a Palavra de Deus.
Quando oramos, o milagre acontece.
Quando oramos, aumenta mais nossa confiança no Senhor.
Quando oramos, reconhecemos nossa total dependência de Deus.
Quando oramos, nossa alma rejuvenesce.
Quando oramos, nos sentimos pertinho do céu.
Quando oramos, não vemos obstáculos em nossas frente.
Quando oramos, o Senhor se apresenta na batalha.
Quando oramos, perdoamos mais.
Quando oramos, amamos mais os irmãos.
Quando oramos, tememos mais a Deus.
Quando oramos, vencemos o pecado.
Quando oramos, sentimos saudades do céu.
Quando oramos, temos desejo de cantar louvores a Deus.
Quando oramos, nos tornamos adoradores por excelência.
Quando oramos, o coração arde nas chamas do Espírito Santo.
Quando oramos, satanás perde a força.
Quando oramos, reabastecemos nossas lâmpadas espirituais.
Quando oramos, o inimigo cai por terra.
Quando oramos, somos fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder.
Quando oramos, sentimos forte desejo missionário.
Quando oramos, ouvimos o clamor das almas.
Quando oramos, intercedemos por pessoas de outras nações.
Quando oramos, salvamos vidas.
Quando oramos, Deus abre portas.
Quando oramos, o Senhor levanta obreiros.
Quando oramos, o Espírito Santo envia missionários.
Quando oramos, inimigos se reconciliam.
Quando oramos, Deus fecha a boca do leão.
Quando oramos, lares são reconstruídos.
Quando oramos, os desviados voltam para o lar do Senhor.
Quando oramos, Deus multiplica o azeite.
Quando oramos, o Senhor abre portas de trabalho.
Quando oramos, o reino das trevas bate em retirada.
Quando oramos, obreiros se tornam companheiros fieis.
Quando oramos, nos sentimos renovados no espírito.
Quando oramos, temos um profundo desejo de ler e conhecer a Palavra.
Quando oramos, sentimos que parecemos com Cristo Jesus.
Quando oramos, nosso rosto brilha na presença de Deus.
Quando oramos, estamos abastecendo nossas lamparinas.
Quando oramos, a vontade de Deus é realizada, plena e perfeita em nossas vidas.
Portanto, devemos seguir o conselho de Paulo: “Orai sem cessar” 1Ts 5.17).
Pr Daniel Nunes da Silva

domingo, 31 de março de 2019

EU NÃO QUERO



Não quero pecar contra Deus.
Não quero entristecer ao Espírito Santo.
Não quero perder a alegria da salvação.
Não quero deixar de orar.
Não quero deixar de glorificar a Deus.
Não quero ter apatia pela leitura da Bíblia.
Não quero ser vencido pelas tentações.
Não quero ir perdendo o prazer pelas coisas de Deus.
Não quero jamais ficar sem a infinita graça de Deus.
Não quero perder a visão espiritual.
Não quero ficar surdo à voz de Deus.
Não quero que meu corpo seja instrumento do pecado.
Não quero escandalizar o Santo Evangelho de Jesus.
Não quero me conformar com o presente século.
Não quero jamais deixar de ser um crente piedoso.
Não quero ter aparência de piedade.
Não quero que meus lábios venham proferir palavras torpes.
Não quero que minhas mãos façam algo que não agrade a Deus.
Não quero que meus olhos contemplem aquilo que danifica minha comunhão com Deus.
Não quero que meu coração seja carregado de glutonarias.
Não quero que meu coração seja cheio de amarguras.
Não quero outro Senhor, a não ser o Senhor Jesus Cristo.
Não quero ter outra direção, a não ser a do Espírito Santo.
Não quero ter a sabedoria do mundo, mas a de Deus.
Não quero que reine em meu corpo o pecado.
Não quero impureza em minha mente.
Não quero, não quero, não quero.
Não quero nada além do Senhor.
Só o Senhor, só o Senhor, só o Senhor Jesus


sexta-feira, 29 de março de 2019

A IMPORTÂNCIA DA PERSEVERANÇA PARA O SALVO EM JESUS


 Hebreus 3

Perseverança é a qualidade de quem persevera, insiste e tem constância no que faz. Começar, muitos começam; mas, terminar é para poucos. Quando se trata do Evangelho, a coisa fica ainda mais difícil, pois Jesus, nosso Mestre por excelência disse que o caminho é apertado, e a porta é estreita e são poucos os que vão entrar por ela. Vejamos na Palavra: “Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lc 13.34); “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 7.13,14). Portanto, perseverança na vida de um crente salvo é  preponderante para que ela vá até ao fim.
Vejamos alguns exemplos de perseverança:
·         ENOQUE. Enoque perseverou até ao fim andando com Deus (Gn 5. 21-24). Enoque que foi transladado para não ver a morte, como nos fala o Escritor aos Hebreus 11.5, é símbolo da igreja perseverante que será arrebatada antes da grande tribulação (Mt 24.13). Disse o Senhor a Igreja de Filadélfia: “Como guardaste a Palavra  da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra” (Ap 3.10). – 3ª estrofe do hino 26 da HC.

·         PERSEVERANÇA DE JOSUÉ EM SERVIR O SERVO DO SENHOR MOISÉS (Ex 33.11). Enquanto os outros viam de longe o serviço que Moisés prestava para Deus, a Bíblia nos diz que Josué não se apartava da tenda. Josué é símbolo da Igreja que espera Jesus trabalhando em sua obra (1Co 15.58). O hino 115 da HC.
·         A PERSEVERANÇA DE JOSUÉ E SUA FAMILIA EM SERVIR AO SENHOR (Js 24.15). Josué aqui já estava velho (Js 13.1). A velhice, ou como chamamos hoje, a terceira idade, não deve ser obstáculo para falta de perseverança nos caminhos do Senhor. Josué porém, permanecia fiel ao seu princípio de fé: “... porém, eu e a minha casa, serviremos ao Senhor”. Josué é sua família simbolizam aqui, a igreja formada por famílias, que aguardam, sem abandonar seus princípios de fé a bem-aventurada esperança da vinda de Jesus (1Tm 1.5).

·         A PERSEVERANÇA DE ELIZEU EM SERVIR ELIAS (2Rs 2.2,4,6,9-14). Elizeu não concordou em ficar parado em lugar nenhum. Elias disse três vezes para ele: Fica-te aqui que eu vou a Betel; fica-te aqui que eu vou a Jericó; fica-te aqui que eu vou para o Jordão. Elizeu as três vezes disse: “Vive o Senhor, e vive a tua alma, que te não deixarei”. Isso se chama perseverança. Há porém uma palavra muito forte de Elias para Elizeu: “Se me vires quando for tomado de ti”. Elizeu viu. Viu por quê? Porque estava apercebido ao sinal que haveria. Elizeu é símbolo da igreja que espera Jesus de olhos abertos aos sinais proféticos, que antecedem a volta de Jesus (Lc 21.25-28).

·         A ORDEM DE DEUS A DANIEL. O Senhor disse ao profeta Daniel: “Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás estarás na tua sorte, no fim dos dias” (Dn 12.13). Na Nova Versão Internacional diz: “Quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará e, então, no final dos dias, você se levantará para receber a herança que lhe cabe”. Salomão disse: “Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio” (Ec 7.8 – ARA). Os apóstolos Paulo e João nos exorta à perseverança (1Co 15.1,2; 2Co 13.5; 1Jo 2.28).

·         VAMOS AO TEXTO DE HEBREUS. O pastor José Gonçalves, diz que a Carta aos Hebreus, é carta mais arminiana que existe. Bom é examinar as Escrituras, como faziam os bereanos (At 17. 10,11), e por isso foram chamados de “mais nobres”, e não ficar repetindo como papagaio aquilo que ouve, sem um exame cuidadoso e minucioso das Escrituras. As falácias de que crente não pode cair da graça; uma vez salvo, salvo para sempre, não resiste um exame sério da carta aos Hebreus. Vamos saber o porquê.

·        “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar  do Deus vivo (He 3.12 – ARC); “Tendo cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo” (ARA); “Portanto, tomem cuidado com seus próprios corações, irmãos, para que não se tornem maus e incrédulos, levando vocês para longe do Deus vivo” (Bíblia Viva). Esta expressão pode ser comparada com Efésios 2.13.
·        A palavra apartar – ARC; separar – ARA; levando para longe – BV, vem do grego “afhistêmi”, e suas variantes, “apostenai”, “apostau”, “apostasia”, que significam: arrastar, instigar a revolta, desistir, desertar, partir, despencar, evitar, retirar-se. Significa que, caso nosso coração se torne infiel, ele, o nosso próprio coração, como diz a Bíblia Viva, pode nos instigar, coagir, a sermos infiéis ao Deus vivo, abandonando a sua aliança. Há um termo semelhante no livro de Atos do Apóstolos 5.37, onde diz: “Depois deste, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos”.
·         Esse termo afhistêmi  aparece em Atos 15.38, no sentido de abandonar, desertar: “Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra”.

·         Mas esse termo também tem o sentido de apostasia mesmo, no sentido de revoltar contra. Em Lucas 8.13 diz: “E os que estão sobre a pedra, estes são os que, ouvindo a Palavra, a recebem com alegria, mas, como não tem raiz, apenas creem por algum tempo e, no tempo da tentação, se desviam. A palavra grega “apostasion” tem também o significado de “acta de divórcio”. Em 1ª Timóteo 4.1 diz: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas demônios“.

·         Aqui neste capítulo 3 de Hebreus, o escritor usa a experiencia da rebelião do povo de Israel, para exortar aos crentes judeus, a não se apartarem do Deus vivo. No capítulo 2.1-4, ele já havia começado essa exortação, quando disse: “Portanto, convém-nos atentar, com mais diligencia, para as coisas que já temos ouvido, para que, em tempo algum, nos desviemos delas. Porque se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão  e desobediência recebeu a justa transgressão, como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram, testificando também Deus com eles, por sinais, milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade”.
·         No versículo 13 diz: “Antes, exortar-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado”. A exortação é uma tábua de salvação. Vejamos o conselho paulino, quanto a profecia: “Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1Co 14.3). O escritor aos Hebreus manda que as exortações sejam diárias. Pedro disse assim: “Pelo que não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais e estejais confirmados na presente verdade” (2Pe 1.12).
·         O pecado embrutece, quer dizer, endurece o coração do homem. O escritor aos Hebreus diz: “Para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (3.13b).
·         Antes, aquele coração brando, suave, recebia a Palavra de Deus com tanta satisfação, mesmo que, muitas vezes com lutas e provações, como os crentes em Tessalônica: “Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós. E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, como gozo do Espírito Santo” (1Ts 1. 5,4). Porém o pecado endureceu-o, e agora a palavra chega, mas não surte mais efeito, por causa da dureza no coração, causada pelo engano do pecado.
·         No versículo 14, diz: “Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim”. Vai até ao fim. O céu não será para os que param no meio da caminhada. Não será para aqueles que começaram, mas sim, para aqueles que terminaram a sua caminhada: “ – O coro do hino 291 da HC.
·         Veremos agora, alguns versículos dentro da carta aos Hebreus, que nos fala sobre perseverança, e o perigo que corremos de cair, caso não permaneçamos fieis aos Senhor:
a.  A incredulidade impedirá a muitos de adentrarem no reino dos céus: “Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade” (Hb 3.19);. Aqui temos a figura de Moisés, que arruinou o Tipo, quando feriu a rocha duas vezes (Ex 17. 5-7; Nm 20. 7-12; Hb 9.24-26; 10.10-12,14; Nm 20.24; 27.12-14)
b.  É necessário esforço de cada um daqueles que estão no caminho: “Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb 4. 11);“Porfiai por entrar pela porta estreita,...” (Lc 13.34a).
c.  O grande perigo daqueles que já participaram dos dons de Deus, caírem:É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para o arrependimento, visto que, de novo, estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus expondo-o à ignomínia” (Hb 6. 4-6).
d.  Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligencia para a plena certeza da esperança” (Hb 6. 11).
e.  Guardemos firme a confissão da esperança sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima” (Hb 10. 23-25).
f.  Há possibilidade de um crente que conheceu a palavra de Deus plenamente, viver voluntariamente no pecado: “Porque, se vivemos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados” (Hb 10. 26); Continua o escritor: “pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversário” (Hb 10. 27). Se o remédio que é o evangelho, não fizer efeito na as vida, então já não resta mais sacrifício a ser feito. É como um enfermo, que o médico aplica o remédio certo, mas, ele não reage. Então o médico vai desengana-lo.
g.  É possível um santificado profanar o sangue de Jesus: “De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça” (Hb 10. 29). Então ele exorta: “Não abandoneis, portanto a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa”; “Todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma” (Hb 10. 35-39).
h.  Pode haver amargura no coração dos salvos: “Atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados” (Hb 12. 15). Ver 25,28.
Portanto, aprendemos nesse estudo, que a perseverança dos salvos que receberam a graça de Deus para a salvação, e pelo suprimento dessa mesma graça, permaneçam lutando e se esforçando para ir até ao fim.
Que Deus em Cristo vos abençoem.
Pr Daniel Nunes da Silva