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domingo, 18 de abril de 2021

 

DEPENDÊNCIA

Senhor Jesus, como dependo de ti.

Sou fraco, e sozinho não posso caminhar.

Sei que sem o poder do teu Espírito,

Nem a cabeça posso levantar.

 

Ah Senhor, como dependo de ti.

As minhas mãos levanto rendidas,

Buscando a ti em meu espírito,

Que minhas preces sejam atendidas.

 

Meu Jesus, dependo de ti.

Tributo a ti meu eterno louvor.

A tua bondade me consola.

Sou fortalecido pelo teu amor.

 

Ah Senhor, preciso de ti,

Em todos os segundo e minutos.

Sinto a tua presença bem pertinho,

Parece que teus passos eu escuto.

 

Sou dependente por inteiro,

Do Senhor, minha vida e salvação.

Sou dependente prazenteiro,

Pois foi Ele quem me deu perdão.

 

Meu Jesus, como sou dependente,

Pois  fui perdoado lá na cruz.

Naquele gesto de amor primeiro,

Tu me deste vida, paz e luz.

 

Jesus, sou dependente de ti.

Por mim mesmo não sou santificado.

A santificação vem do Espírito.

E por ti Jesus fui resgatado.

 

Por ser esse eterno dependente.

Em todo tempo a ti darei gloria e laurel.

Nessa terra sou apenas peregrino,

Pois a minha pátria eterna é o céu.

 

Daniel Nunes da Silva – Campina Grande – 18 de abril de 2021

 

NOVO CÉU E NOVA TERRA

 


A partir do momento em que satanás for lançado no lago de fogo (Ap 20. 10), que é seu lugar definitivo, Deus começará a estabelecer seu reino eterno (2Pe 3.7,10-12). É importante considerar, que a terra está envolta em dois gases altamente inflamáveis: oxigênio e hidrogênio (Is 65.17; Hb 12.26-28; Ap 21.1).

·       Não somente a terra, mas os céus também serão expurgados.

Sabemos que satanás foi expulso do céu (Is 14.12) com os anjos que não guardaram o seu principado (Jd 6), mas o seguiram em sua rebelião. O lugar de habitação desses seres caídos, passou a ser o espaço sideral, e a terra o principal campo de atuação (Jó 2.2; Ef 2.2; 6.12). Durante a grande tribulação, satanás será expulso dos céus para a terra (Ap 12. 8,9,12). Após o milênio, ele e seus anjos são colocados em seu lugar definitivo (Ap 20.10). Devemos notar também, que, essa terra e esse céu que agora vemos, eles vão fugir diante da face daquele que estará sentado no grande trono branco (Ap 20.11).

O espaço sideral está contaminado pela ocupação de satanás e seus agentes (Jó 15.15; Ec 10.20; Mt 13.4,19). Assim vemos, que este ato de divino será para expurgar o pecado, a maldade e a sujeira deixada por satanás de todo o universo. Alguns teólogos dizem, que ai teremos o cumprimento cabal de João 1.29 “... Eis o Cordeiro de Deus. Que tira o pecado do mundo”, onde mundo e o “cosmos” no original, que na Bíblia implica a humanidade e o mundo físico.

 

·       O ETERNO E PERFEITO ESTADO

Jesus fez menção desta era perfeita em Lucas 20.35,36. “Mas o que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dos mortos nem hão de casar, nem ser dados em casamento; Porque já não podem mais morrer, pois são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição”. A versão atualizada diz: “era vindoura”. Apocalipse 21 e 22 descrevem literalmente as glorias desse maravilhoso estado eterno.

Aqui finda o tempo na historia humana e começa o “dia eterno” de 2ª Pedro 3.18, ou o “dia da eternidade”, como registra a Almeida Revista e Corrigida no Brasil. Quando Deus fizer aparecer o novo céu e a nova terra, então, a cidade de Jerusalém celestial, descerá sobre essa nova terra, que tem agora seu relevo totalmente diferente desse velha terra (Ao 21.1).”Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo” (Ap 21.2,10). “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (Is 66.22)

·        Todas as coisas serão restauradas  (At 3.21.).

·        A igreja em estado de gloria governara sob o comando de Cristo (Dn 7.18,19).

·        A medida que a eternidade for passando, conheceremos mais e mais do poder e as sabedoria insondável de Deus (1Co 2.9; 4.5). A nossa mente hoje não alcançaria a revelação de todos os segredos de Deus (1Jo 3.2).

·        Jesus em sua forma humana, pessoal, a qual jamais deixará, estará eternamente associado ao Pai na regência do Universo (2Sm 7.13,15; Lc 1.32,33; Ap 11.15).

 

·       O ÚLTIMO ESTADO DA IGREJA SERÁ ETERNO E PERFEITO.

Na verdade nós, nesse estado de corpo mortal, não conseguimos realmente saber, nem entender realmente o que é os céus. Caso, tivéssemos o real conhecimento do Céu, nem choraríamos por um ente querido que partir para o paraíso, e, teríamos o desejo infindo de estar lá (Fil 1.23; Rm 8.18). Inúmeros cristãos, por não terem qualquer visão dos céus, estão tão apegados a este mundo, que jaz no maligno (1Jo 5.19; 2.15-17).

 

·       Santidade perfeita. “Nunca mais haverá maldição” (Ap 22.3). Como não haverá pecado, não haverá maldição, pois foi o pecado que trouxe a maldição sobre a terra (Gn 3.17; Gal 3.13).

·       Governo perfeito.Nela, na Nova Jerusalém, estará o trono de Deus e do Cordeiro” (Ap 22.3). O homem não tem conseguido governar bem a terra. Todas as tentativas nesse sentido fracassaram: Dos gregos, através da cultura; dos romanos, através da força e da justiça; dos governantes dos nossos tempos, através da ciência e da política. Mas Cristo exercerá um governo perfeito, no seu tempo. No governo de Cristo não haverá desordem, insatisfação, injustiça.

·       Serviço perfeito. “Os seus servos o servirão” (Ap 22.3). Não pensem que no céu ficaremos de braços cruzados. Haverá serviço para todos. Porém, tudo será perfeito: Culto perfeito; atividades perfeitas. Quantas maravilhas aguardam os salvos ali!

·       Visão perfeita.E verão o seu rosto” (Ap 22. 4). Somente com uma visão perfeita será isso possível.

·       Identificação perfeita.e na sua testa estará o seu nome” (Ap 22.4b). Nome na Bíblia fala de caráter; daquilo que a pessoa é de fato. Haverá então uma perfeita identificação entre Deus e seus remidos (Ex 39.30).

·       Iluminação perfeita.E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina...” (Ap 22.5). O nosso conhecimento será perfeito dentro do plano humano em gloria (1Co 13.12).

·       Interação perfeita.E reinarão para todo o sempre” (Ap 22.5). Isto é, todos juntos, harmonicamente, e sempre (Ef 2.7; 3.8; 1Co 15.28).  Deus será então, tudo em todos e para sempre continuará o eterno e perfeito estado.

Amém

segunda-feira, 12 de abril de 2021

MANIFESTO SOBRE HERMENÊUTICA PENTECOSTAL

 

Fonte: CPADNEWS
Considerando as crescentes discussões acerca da construção de uma Hermenêutica Pentecostal em solo brasileiro, o Conselho de Doutrina e a Comissão de Apologética da Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus no Brasil (CGADB), atendendo solicitação da Mesa Diretora, vem, em linguagem simples (sem rigor acadêmico), apresentar o seguinte manifesto:

1. DA EXPRESSÃO “HERMENÊUTICA PENTECOSTAL”

Hermenêutica é a ciência e a arte de interpretar textos. É aplicada nas diversas áreas do saber humano. Na área da teologia temos, em um sentido geral, a Hermenêutica Bíblica, cujo objetivo é fixar princípios e normas a serem empregados na interpretação dos livros da Bíblia. Não é una nem mesmo no Cristianismo. As diferentes hermenêuticas ou técnicas de interpretação produzem teologias distintas. Assim como a existência da Teologia Católica e da Teologia Reformada pressupõem a existência de correspondentes métodos de interpretação, a Teologia Pentecostal possui sua própria hermenêutica, a Hermenêutica Pentecostal, que é fundamentada na Palavra de Deus.

Conquanto possa parecer uma discussão nova, há registros de estudos de Hermenêutica Pentecostal desde 1917 na Assembleia de Deus norte-americana, citados na obra "Teologia Sistemática – Uma Perspectiva Pentecostal" (CPAD, 1996. pp.25,653). Ou seja, a expressão Hermenêutica Pentecostal não é novidade alguma no Movimento Pentecostal Clássico.

Por aqui, embora sempre seguissem os mesmos princípios hermenêuticos, nossos pais não se preocuparam com a formatação de métodos científicos para embasar sua interpretação das passagens bíblicas acerca do batismo no Espírito Santo, da evidência inicial e da separabilidade em relação à conversão. O dinamismo da obra pentecostal em solo brasileiro produziu uma cultura essencialmente bíblica, com extraordinários resultados. É certo, contudo, que com o passar dos anos e o crescimento do Movimento Pentecostal, tornou-se necessária não somente a sistematização da teologia, mas uma preparação instrumental para exposição e defesa dos fundamentos da fé pentecostal, campo no qual a hermenêutica se situa com destaque.

Não temos dúvida, portanto, que a Teologia Pentecostal tem e precisa ter sua própria hermenêutica, visto que a leitura que fazemos dos textos sagrados, por mais que perpassem uma base primária comum com as igrejas históricas, difere em muito em pontos fundamentais, especialmente no campo da Pneumatologia.

2. O QUE É HERMENÊUTICA PENTECOSTAL

Nós pentecostais cremos que a revelação canônica se encerrou com os apóstolos e a formação do Novo Testamento (1Co 15.8), por isso nossa fonte de autoridade é unicamente a Bíblia. Tal assertiva, porém, não significa pressupor que Deus não continua falando e se relacionando ativamente com o ser humano. 

Para as Assembleias de Deus e o Movimento Pentecostal como um todo, a suficiência das Escrituras não anula a continuidade das manifestações divinas e as experiências com o Espírito Santo; ou seja, o fechamento do Cânon Sagrado não significa que Deus abandonou suas criaturas e o seu povo, com quem Ele continua a se comunicar inclusive por meio dos dons espirituais (At 2.14-21). Por isso, em nossa hermenêutica, a fonte do conteúdo doutrinário é a própria Palavra de Deus, em sua inteireza. Disso não decorre que a experiência pentecostal deve ser desprezada, pois sentir é uma capacidade inata aprovisionada pelo próprio Criador no homem; e as percepções exercem um papel crucial na assimilação do conhecimento. Embora a experiência pentecostal faça parte do processo, é sempre submetida às Escrituras; tudo sob a dependência e a iluminação do Espírito Santo. Sem nenhuma presunção, nossa hermenêutica é a Hermenêutica do Espírito Santo.

Enquanto técnica, a Hermenêutica Pentecostal serve-se do método histórico-gramatical como base comum em relação à Hermenêutica Reformada, mas não faz o mesmo recorte ou distinção em relação aos textos narrativos – especialmente Lucas e Atos –, subordinando sua interpretação aos textos de Paulo. Cremos que a Escritura interpreta a própria Escritura, mas sem subordinação entre os textos sagrados.

Para nós, pentecostais, as narrativas são didáticas, porque cremos integralmente no que escreveu Paulo a Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino...” (2Tm 3.16-NAA). Se a própria Escritura afirma que toda ela é útil para ensinar, não seríamos nós que faríamos separação entre textos didáticos e não didáticos, supondo que alguns sejam registros de fatos sem mensagem normativa, eficaz e prática para nossos dias. Ademais, temos a autenticação feita pelo próprio Senhor Jesus, assim como fizera com os apóstolos, confirmando a Palavra com sinais (Mc 16.20). De igual forma, Deus nos tem dado a graça de viver os mesmos sinais vividos pelos crentes primitivos, os quais se somam como confirmação da validade e eficácia plena das promessas do Espírito para os nossos dias. Esse é o lugar da experiência na Hermenêutica Pentecostal.

Em outras palavras, para a Hermenêutica Pentecostal o texto de Atos possui valor doutrinário; embasa a doutrina pneumatológica e subsidia sobejamente o entendimento de que o dom do Espírito Santo – o batismo no Espírito Santo com a evidência do falar em línguas; experiência claramente distinta da conversão (At 2.38; 19.1-6) – é atual e plenamente aplicável à vida do cristão em todos os tempos. Ademais, esta foi a mensagem de Pedro no Dia de Pentecostes: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39). Isso não é uma mera narrativa, mas uma mensagem doutrinal, interpretando a profecia de Joel (2.14-39).

3. O QUE NÃO É HERMENÊUTICA PENTECOSTAL

Tendo em vista nossa definição do que é Hermenêutica Pentecostal, é preciso estabelecer com firmeza com o que não comungam os pentecostais clássicos em termos de técnicas de interpretação. Isso é imperativo especialmente diante de métodos hermenêuticos pós-modernos, focados no leitor e não no autor e no texto, e que emprestam à experiência um lugar que a ela não cabe no processo interpretativo. Isso não é Hermenêutica Pentecostal.

De igual forma, a Hermenêutica Pentecostal sadia não é uma negação do método histórico-gramatical. Por outro lado, não é um apego rigoroso e absoluto a esse método, cujo emprego não conduziu a fé reformada à compreensão e crença na atualidade da obra do Espírito Santo, tal qual prometida por Jesus e vivenciada pelos apóstolos e pelas igrejas do Novo Testamento. 

Conquanto se valha de ferramentas da erudição bíblica, a Hermenêutica Pentecostal não flerta com quaisquer das aplicações do método histórico-crítico ou da atual crítica literária e histórica que negam a plena inspiração das Escrituras e a literalidade dos milagres. 

Em síntese: 1) não abraçamos de forma absoluta o método histórico-gramatical (que cria um cânon dentro do cânon); 2) não nos rendemos aos métodos histórico-crítico e pós-modernos, notadamente nos aspectos que buscam fragmentar as Escrituras e negar os milagres; 3) refutamos a teologia narrativa em sua pretensão de desconstrução do texto e de seu sentido, que devem sempre guardar coesão com o contexto histórico e gramatical; 4) não empregamos métodos de interpretação subjetivista, focados no leitor, em detrimento do autor e do texto; 5) consideramos que as experiências devem sempre e necessariamente serem submetidas ao crivo da inspirada e infalível Palavra de Deus; e 6) servimo-nos de ferramentas da erudição bíblica, conscientes de que métodos e técnicas, por melhores que sejam, são humanos e, portanto, imperfeitos e incompletos, pelo que buscamos acima de tudo a iluminação do Espírito Santo (Ef 1.18, 2Pe 1.20).

É o manifesto.

Rio de Janeiro, 05 de abril de 2021.

CONSELHO DE DOUTRINA: Pr. Paulo Roberto Freire da Costa – Presidente; Pr. Antônio Xavier S. Vale – Vice-presidente; Pr. Emanuel Barbosa Martins – Secretário; Pr. Nemias Pereira da Rocha, Pr. José Antônio da Silva Sobrinho, Pr. Ely Batista, Pr. Isaac Pedro da Silva e Pr. José Almir Angewicz (membros).

COMISSÃO DE APOLOGÉTICA: Pr Esequias Soares da Silva – Presidente; Pr. Elinaldo Renovato de Lima – Vice-Presidente; Pr. Silas Rosalino de Queiroz – Secretário; Pr. André Custódio Moreira Junior – Relator; Pr. Erivaldo de Jesus Pinheiro, Pr. Sisaque da Silva Valadares, Pr. José Gonçalves da Costa Gomes, Pr. Eliezer Miranda e Pr. Carlos Eduardo Neres Lourenço (membros).

CONVIDADOS: Pr. Elienai Cabral, primeiro secretário da Mesa Diretora da CGADB e consultor teológico e doutrinário da CPAD; Pr. Douglas Roberto de Almeida Baptista, presidente do Conselho de Educação Religiosa da CGADB; Pr. Alexandre Claudino Coelho (Gerente de Publicações da CPAD) e Pr. Silas Daniel da Silva (Editor-chefe de Jornalismo da CPAD).

terça-feira, 6 de abril de 2021

A ORAÇÃO QUE CHEGA AO TRONO DE DEUS

 


Daniel 9. 3,4

 

Há orações que não chegam ao trono de Deus (Lm 3.8; 44; Is 59.2; Sal 66.18).

Ai deles, porque fugiram de mim; destruição sobre eles, porque se rebelaram contra mim; eu os remi, mas disseram mentiras contra mim. E não clamaram a mim com seu coração, mas davam uivos nas suas camas; para o trigo e para o vinho se ajuntam, mas contra mim se rebelam” (Os 7. 13,14 – ARC);

Pobre do meu povo, que me abandonou! Todos morrerão porque pecaram contra mim, porque se rebelaram contra mim. Eu queria perdoa-los, mas seus corações são tão duros que dizem mentiras a meu respeito” Perdem o sono e gemem de medo, mas não oram do fundo do coração pedindo ajuda. Em vez disso, adoram deuses estranhos, pedindo trigo e vinho” (Os 7. 13,14 – BIBLIA VIVA).

Quando Deus ouve a oração de corações impenitentes, eles os faz definhar a alma (Sal 106.15). Ele responde, porém, com juízo.

A oração que chega ao trono de Deus é:

1.     Uma oração dirigida ao Senhor Deus (v 3a; Hc 3.1,2; Mt 6.9; Jo 11.41,42; Jo 16.23);

2.     Uma oração com rogos e jejuns. Isso fala de quebrantamento e humilhação diante de Deus (v 3b; 10. 10; Is 38.2,3; 2Cr 7.14);

3.     Uma oração que reconhece a justiça de Deus e nossa fragilidade (v 14; Tg 5.16-18);

4.     Uma oração perseverante (v. 19; At 2.42; 6.4; Rm 12.12; Ef 6.18,19; Col 1.9; 2.1; 4.2; 1Ts 5.17).

A resposta veio ao profeta Daniel (9. 20-22; 10. 11,12).  

Frases sobre a oração de homens que marcaram a historia cristã.              

"Na oração, é melhor ter um coração sem palavras do que palavras sem um coração." John Bunyan (1628-1688)

"Sempre que Deus tenciona exercer misericórdia para com seu povo, a primeira coisa que faz é levá-lo a orar." Matthew Henry (1662-1714)

"Que seu molho de lã fique na eira da súplica até que seja molhado com orvalho do céu." Charles H. Spurgeon (1834-1892)

Melhor que as frases bonitas desses homens, foram suas vidas dedicadas dias e noites com afinco à oração.

Vosso em Cristo

Pr Daniel Nunes

segunda-feira, 5 de abril de 2021

A QUEM PRESTAMOS NOSSO CULTO?

 


“Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo” (Mt 12.6).

Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

 

 Jesus está andando com seus discípulos, e eles tendo fome, começam a colher espigas e comer, é nesse momento que há a interferência dos fariseus, que começam a questionarem a Jesus. Esse grupo de “santarrões” seguiam a Jesus por onde quer que ele fosse, esperando pegar Jesus em alguma falha (Mt 9.11; 12. 22-24, 38; 15.1,2). Infelizmente, nos cultos que prestamos ao Senhor, há aqueles que não vem ao culto por causa de Jesus, mas para encontrar algum defeito no culto.

Jesus está se referindo ao templo construído por Herodes, que foi destruído no ano 70 d.C. pelos romanos. Já era o terceiro templo. O Primeiro foi construído por Salomão, o segundo por Esdras e Zorobabel e o terceiro por Herodes. Todos foram destruídos, e o que resta são os muros das lamentações.

Os templos seguiam as divisões do tabernáculo, que Moisés, sob as ordens de Deus, levantou no deserto, a saber:

1.    O PÁTIO. Composto assim, conforme Êxodo 40.

a.     Altar de holocausto – 6

b.    Pia de bronze – 7

O pecador passa pelo sacrifício de Jesus na cruz do calvário (Is 53.4-6; Rm 3.23-25; 1Pe 2.24) e segue para a pia de bronze, onde está a água da Palavra (Ef 5.26; Jo 3.5). Até esse momento, o pecador nada pode fazer, pois estava totalmente em trevas. A Bíblia diz: “Porque pela graça sois salvos, por meia da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (EF 2.8). a Luz que brilhava nesse lugar era a luz do sol. O sol da justiça, Jesus Cristo é o que ilumina nossas vidas para a salvação (He 6.4; 1Pe 2.9).

2.    O LUGAR SANTO. Conforme Hebreus 9. 2, ele está composto assim:

a.     A mesa dos pães da proposição, ou presença;

b.    O castiçal;

c.     O altar de incenso.

Entrar no lugar santo, significa que o pecador redimido pelo sangue de Jesus, passa a se alimentar da Palavra (Lv 24.8; Jr 15.16; Mt 4.4; Jo 6.35) e a luz do evangelho começa a brilhar na vida do crente (Mt 5. 14-16; Zc 4. 1-3; Lv 24.2,4). O altar de incenso fala do bom cheiro de Cristo em nossas vidas (Jo 12.3; 2Co 2.14-16; 2Rs 4.8,9).

3.    O SANTO DOS SANTOS. Conforme Hebreus 9. 3,4 tinha o móvel mais sagrado do templo

a.     A arca do testemunho, que tinha dentro dela, os seguintes objetos:

b.    Um vaso com Maná – Aqui nos nutrimos ainda mais da Palavra de Deus (2Tm 3.16; 4. 1,2);

c.     A vara de Arão que floresceu – Frutos para Deus (Jo 15.16; Col 1.5,6);

d.    As tábuas do concerto – os mandamentos do Senhor. Doutrina (Tt 2.1; 2Tm 3.10; Dt 30.11; 32.1,2).

Esse é o estágio de vida espiritual que o Senhor quer que cheguemos, onde prestaremos o verdadeiro culto ao Senhor. A Arca aqui simboliza o próprio Cristo. Ele é o centro das atenções do culto. Quando o teu culto for influenciado por quem canta, quem prega, a cor da toalha do púlpito, a roupa que alguém está vestindo, a quantidade de pessoas, os instrumentos, etc. tenha cuidado, seu culto está misturado. Não é um culto que agrada a Deus (Ez 8. 3-17; Am 5.22,23). No santo dos santos não há outra luz, a não ser a luz da gloria de Deus. Ou você recebe a luz da gloria, ou então estarás no escuro. Nesse lugar, não há como dar gloria para o homem, aqui a gloria é somente para Deus (1Co 10.31).

Somente a Deus toda a Gloria!

Pr Daniel Nunes

sábado, 27 de março de 2021

O DIA DO NOSSO ANIVERSÁRIO

  


 

"Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos coração sábio" Salmo 90.12

O dia do nosso aniversário é um dia muito interessante. Interessante porque se torna um misto de emoções, umas muito boas e outras nem tanto, principalmente para alguém que já está quase na terceira idade.

Vejo esse dia do nosso aniversário, como o dia que chegamos no topo de uma escada de 365 degraus. Esses degraus, apesar de serem uniformes no tamanho (tempo), eles são disformes nos acontecimentos e emoções. Há dia que apenas levantamos, lutamos a luta normal da vida, e, chegando a noite, vamos novamente ao nosso repouso. Porém, outros, são demasiadamente raros. Estresses, emoções, lágrimas, dores, gritos, tristezas, perdas, falta de compreensão, calúnias, desabafos.

Há outros porém, que são compensadores, pois recebemos abraços, palavras afáveis, conquistas, presentes, amigos, viagens, família, irmãos, conhecidos de longe que chegam, uma palavra de carinho do zap, no face book, no Instagram, etc.

Há degraus que parece mais altos, mais longos que outros. Parece infindos e dificultoso. Há dia que falamos: Ah se esse dia não terminasse! Há outro que falamos: Ah se esse dia não tivesse existido em minha vida. Mas a vida é assim, e assim será.

O melhor é fazermos como Moisés, e pedir ao Senhor para nos ensinar a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio.

Viver é aprender. A vida é uma grande escola. Feliz é aquele que aprende as lições, mesmo que algumas delas sejam muito duras.

Viver a vida é poder olhar para todas as direções. Para trás e para frente. Para trás olhamos e vemos os caminhos percorridos, as conquistas alcançadas, as derrotas e o por quê delas, e, o que se pode fazer para não acontecer novamente.

Há percas que não foram por nossa culpa, (Falo de pessoas amadas que passaram em nossa história de vida) nem por nosso erro, mas, pela soberana vontade de Deus. Por essas percas temos apenas que chorar agradecidos, por Deus ter permitido, que pessoas amadas e queridas, passassem e fizessem parte de nossa história.

Olhando para frente, vemos que estamos subindo outra escada, essa, não de um tempo de 365 dias, mas, um tempo que não sabemos. Para nós, incerto, obscuro, enigmático. Más, para nosso Deus não. Entregar nossos caminhos ao Senhor é ainda, sem sombra de dúvida a melhor coisa. O amanhã é um dia totalmente desconhecido por nós. Portanto, nada de nos desesperarmos, ou ficarmos preocupados e aflitos, pois nossa vida está nas mãos de nosso Criador. E assim, descansados nEle, vamos em frente, começando a nossa subida de mais 365 degraus de mais um ano. Se vamos chegar ao topo não sabemos. Porém, vamos avançando, dia após dia, semana após semana, mês após mês, e a historia de nossa vida vai sendo acrescentada.

Nossos filhos, netos, quem sabe bisnetos, amigos e irmãos, conhecidos e até desconhecidos, contarão um dia nossa história. Vamos lá, confiando no Senhor e correndo com paciência a carreira que nos está proposta.

Pr Daniel Nunes – Um milagre vivo de Deus

 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

A VIDA DIÁRIA DO CRISTÃO

 

Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem chama arderá em ti.” (Is 43.2)

Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (Jo 16.33)

 

Não existe caminho sem vales e montanhas. Assim também não há cristão, por mais fiel que seja ao Senhor, que não passe por lutas e provas, algumas delas mais duras e aparentemente intransponíveis.

No texto de Isaias há três figuras elencadas pelo profeta: águas, rios e fogo. Todas elas, referem-se a provações, as mais diferentes e diversas, que temos que passar, enquanto caminhantes peregrinos e forasteiros neste mundo. No texto do Evangelho segundo João, Jesus resume tudo em uma só palavra: aflições. Exatamente assim, no plural: aflições. Aguas, rios e fogo. Ninguém escapa. Não adiante achar que é mais espiritual, mais amigo de Deus, mais profeta, mais pregador, que ora mais,  etc. Todo verdadeiro cristão vive o que falou Davi: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas” (Sal 34.19).

João Batista foi uma das figuras mais destacadas na Bíblia. Nenhum dos apóstolos, nem mesmo Paulo, tiveram alguma profecia sobre seus nascimentos no Antigo Testamento, mas o Batista sim. Dele está escrito: “Vos do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Is 40.3). Jesus testemunhou dele dizendo: “Mas, então, que foste ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta; porque é este de quem está escrito: Eis que que diante da tua face envio o meu anjo, que preparará diante de ti o teu caminho. Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista...” (Mt 11. 9-11). E mesmo assim, ele passou tão grandes lutas, que chegou a duvidar que Jesus era de fato o Messias, que ele mesmo havia apresentado à multidão às margens do Jordão – ler Jo 1.29 e Mt 11. 2,3.

Jesus não mandou uma dura repreensão para João através de seus discípulos, mas, começou a fazer milagres e logo disse: “Ide e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes...” (Mt 11. 4). Porém, não podemos minimizar o fogo de luta e tribulação pela qual passou o batizador, pois estava preso injustamente, e sabia que a qualquer momento poderia morrer. Tenho certeza que sua fé foi avivada com a chegada de seus discípulos, e com a resposta dada por Jesus.

Como é bom, na hora da prova, das dúvidas, das incertezas e interrogações da vida, contarmos com presença inconfundível do Espírito Santo, que Jesus disse: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14. 16). E o próprio Jesus disse: “...e eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20.b).

Ele não disse que não teríamos lutas e provas, mas prometeu estar conosco em todas as ocasiões. Ah, como isso nos conforta! Passar as lutas com Jesus é diferente. Passar pelo fogo com a presença de Deus é saber que, qualquer que for o resultado, terá sido a perfeita vontade dEle. O salmista sabia disso quando escreveu a pérola dos Salmos: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam” (Sal 23.4).

Confiemos em sua doce e poderosa presença.

De seu amigo

Pr Daniel Nunes

domingo, 14 de fevereiro de 2021

A PERFEITA HUMANIDADE DE JESUS

 


A ENCARNAÇÃO DO VERBO

No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1);

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14);

E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade; Aquele que se manifestou em carne foi justificado em Espírito; visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e recebido acima na gloria” (1Tm 3.16);

Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus” (1Jo 4.2,3).

Logicamente, para falarmos sobre a verdadeira humanidade de Jesus, vamos estar usando como base fundamental os textos do Novo Testamento. Normam Geisler nos diz que são textos comprovadamente autênticos, e que “O registro do Novo Testamento, principalmente dos evangelhos, é um dos documentos mais confiáveis do mundo antigo”.

Antes de falarmos sobre tão profundo e relevante assunto, perguntamos: Qual o verdadeiro alvo da encarnação do verbo, ou da humanização do filho de Deus? Veremos algumas respostas dadas pelo próprio Senhor Jesus Cristo:

- Porque o filho Homem veio salvar o que se havia perdido (Mt 18.11);

- Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não veem vejam, e os que veem se tornem cegos (Jo 9.39);

- Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade (Jo 18.37);

- Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância (Jo 10.10);

Vejamos agora o que os apóstolos disseram e o que os anjos falaram a respeito de sua missão na terra:

- Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele Salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.21); Disse o anjo para José.

- Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai (Lc 1.32), isto é, que Ele veio para assumir o controle da humanidade, disse o anjo a Maria;

- E aos pastores disseram: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc 2.11);

- E para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo (1Jo 3.8); Disse O apóstolo João.

- Disse João Batista: Ele vos batizará com Espírito Santo e com fogo (Mt 3.11);

- Paulo disse que Ele veio para derrubar a parede de separação que havia entre os povos (Ef 2.14);

- Paulo ainda disse: “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo  (2Co 5.19).

- A Tito Paulo escreveu dizendo: “Porque a graça de Deu se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Ti 2.11).

- A encarnação do Verbo é a prova incontestável do grande amor de Deus pela humanidade: “Porque Deus amor o mundo de tal maneira, que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Na verdade, toda história de nossa redenção começa com a encarnação do Verbo. Isto representa a intervenção divina na terra. Representa a inutilização de todas as pretensões do diabo. Pois, desde o princípio já ficou dito pelo Senhor Deus, que Ele enviaria um que esmagaria a cabeça da serpente, quer dizer, os pensamentos, as intensões, as tramas, ou estratagemas do diabo, ficaram destruídas com a vinda do Messias de Deus. Disse João:  “...para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1Jo 3.8b).

Sem a encarnação não haveria a morte na cruz, e consequentemente, não haveria a ressurreição.  Outra coisa que a encarnação marca, é a chegada da plenitude dos tempos, referido por Paulo em Gálatas 4.4. Os gregos deram a língua para o mundo de então, os romanos a paz e as estradas para que o evangelho percorresse com maior velocidade, e os Judeus esperavam ansiosamente a vinda do Messias. A pergunta feita pelos discípulos, quando o Senhor estava para subir aos céus, revela a ânsia dos judeus pela emancipação: “Restauraras tu neste tempo o reino a Israel? E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1. 6-8).

 

 

A ENCARNAÇÃO DO VERBO NA HISTORIA DA HUMANIDADE

Deus, o Pai, resolve o problema do homem, usando o próprio homem. Porém, não um homem qualquer, mas um homem perfeito. Disse Deus: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3.15). O evangelista Moody chamou esse texto de protoevangelho.

Outro texto de singular importância quanto ao assunto, é o de Romanos 8.2: “Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne”. Todos que olhavam para Jesus, viam nele apenas um homem. Como disse Isaias: “Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos...” (Is 53.3). A mulher samaritana disse: “...Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?” (Jo 4. 9). Pilatos, ao apresenta-lo para ser crucificado disse: “...Eis aqui o homem” (Jo 10. 5b).

O único problema do homem é definitivamente o pecado. Mesmo que o marxismo diga que é econômico; a psicologia e a filosofia diga que é a falta de conhecimento; a psicanalise afirme ser de natureza sexual; Jesus disse que o problema do homem é o pecado.

O problema do pecado, não poderia ser resolvido pelo próprio homem. E para tão complexo problema, a solução teria que vir da parte de Deus, começando de dentro para fora. No plano eterno de Deus, tudo já estava realizado, bastava agora, se cumprir o que escreveu o escritor aos Hebreus, citando o Salmo 40, “Pelo que, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste”(Hb 10.5). Jesus tinha um corpo tão real, tão natural como qualquer um de nós. Como escreveu João: “O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida” (1Jo 1.1); Jesus, por ocasião da celebração da ceia com seus discípulos disse: “...Isto é o meu corpo, que por vós é dado...” (Lc 22. 19).

Seria necessário o Deus eterno entrar no próprio ser humano para trata-lo. Somente a divindade suprema e cheia de amor, perfeita, poderia penetrar no seu interior para conhece-lo por dentro e por fora. Sendo assim, Jesus, sofreu tudo o que o ser humano sofre, pois vivenciou todas as situações, como fome, sede, cansaço, emoções, aspirações, frustações, dores, lutas, dificuldades e tentações, pois dEle está escrito: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas, sem pecado” (Hb 4.15).

Jesus, tornou-se plenamente humano. Nasceu como todas as criancinhas nascem. Foi amamentado com leite materno, submeteu-se as leis da natureza, crescendo como qualquer homem, passando por todas as fases: infância, adolescência e maturidade. Foi registrado nos anais da humanidade, pois ele nasceu em meio a um recenseamento e seus pais não deixariam de registra-lo, logo Ele fez questão de ser chamado de “Filho do Homem” para enfatizar a sua humanidade (Mt 20.28).

Portanto a doutrina da encarnação do Verbo é a doutrina mater do cristianismo. O diabo fez de tudo para que o nascimento de Jesus não acontecesse. Pois o seu nascimento foi o maior golpe que Satanás recebeu. Desde que ele incitou a Faraó matar os filhos dos hebreus, e a Herodes a matar as criancinhas de dois anos para baixo, demostrava o medo do nascimento daquele que iria lhe esmagar a cabeça.

Paulo, ao escrever aos Filipenses, falando sobre Jesus, nos diz: “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achando na forma de homem, humilhou-se a sim mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz” (Fil 2. 6-8).

Já no segundo século os pais da igreja combateram as heresias do “docetismo”, doutrina herética que pregava que o corpo de Jesus era apenas de aparência e não real. Docetismo vem do grego dokeo = para parecer.  O próprio Jesus, após ressuscitado disse a Tomé: “Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mãos e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo mas crente” (Jo 20. 27). Aos 11 reunidos, ele disse: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo. Tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem osso, como vedes que eu tenho” (Lc 24. 39).

Jesus, o Verbo de Deus encarnado. Ele de fato esteve aqui nesta terra. Ele habitou com os homens.

Um poeta cristão escreveu

Aquela Forma gloriosa, aquela Luz inefável...

Ele tudo deixou de lado para estar aqui conosco,

Abandonou a corte celestial da eternidade,

Preferiu estar aqui, numa casa escura, de barro mortal.

Amém

Pr Daniel Nunes da Silva

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

O QUE É O BATISMO COM ESPÍRITO SANTO?

 

O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

 

I.     O QUE SIGNIFICA “BATISMO NO ESPÍRITO SANTO”.

Há uma clareza cristalina no Novo Testamento, que a Salvação é uma coisa, e o Batismo no ou com o Espírito Santo é outra coisa. São duas bênçãos espirituais distintas uma da outra.

1.     O fenômeno do Pentecostes. O explicação mais clara, que se trata desse assunto é o de João Batista (Mt 3.11). Ele faz diferença entre o batismo para o arrependimento e o batismo com o Espírito Santo. Essa promessa reaparece nas passagens de (Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33). Antes de sua ascensão aos céus, Jesus se referiu a ela com a “Promessa de meu Pai” (Lc 24.49), dizendo que os discípulos deveriam espera-la em Jerusalém (At 1.4,5). Não há nenhuma dúvida de que a descida do Espírito Santo no dia de pentecostes é uma referencia a essa batismo (At 2.2-4). O próprio Pedro, em sua defesa, por ter ido na casa do centurião romano, diz: “E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo” (At 11. 16). Então, a expressão “cheios do Espírito” em Atos 2.4, refere-se ao batismo no Espírito Santo.

2.     Duas bênçãos distintas. Aquele que nasceu de novo tem o Espírito Santo (Jo 3. 5-8). Isso nós os pentecostais ensinamos. O Espírito Santo habita em todo crente, seja ele pentecostal ou não (1Co 3.16;6.19). Tenho ensinado durante vários cultos de doutrina sobre essa habitação do Espírito Santo na vida do crente. Quem não tem o Espírito Santo é o homem não regenerado, não nascido de novo (Rm 8.9). Esses que não tem o Espírito Santo, não pertencem a Cristo. Não podemos, porém, achar que a experiência da salvação, e a do batismo no Espírito Santo sejam a mesma coisa, porque definitivamente não são. Os não pentecostais, ou os cessacionistas, vão dizer que sim. Porém, essa afirmativa não resiste a exegese dos textos sagrados. Vejamos: Os discípulos já eram salvos mesmos antes de receberem o batismo no Espírito Santo (Lc 10.20; Jo 20.22); Já conheciam a Cristo (Jo 14. 7); Já não eram mais deste mundo (Jo 17. 16). Já estavam santificados na verdade (Jo 17.17). Aliás, todos os que estavam no cenáculo no dia da descida do Espírito Santo eram crentes em Jesus Cristo (At 1.12-14). Tudo isso confirma a nossa doutrina pentecostal de que a benção de ser batizado no Espírito Santo é distinta da conversão. (At 8, 12-17; 9.17; 19. 2-6).

3.     O conceito teológico. São dois pontos fundamentais sobre o conceito do pentecostalismo clássico de batismo no Espírito Santo: a) Trata-se de uma experiência espiritual do crente com o Espírito de Deus, separada da conversão, na qual ele “entra em uma nova fase em relação ao Espírito”; b) tem o falar em línguas, glossolalia, como evidencia  física inicial do batismo. Essa é nossa doutrina da Assembleia de Deus conforme nossa confissão de fé, e a mesma tem fundamentos sólidos no Novo Testamento (Lc 24.49; At 9.17; 10. 44-48). Outro sim: cremos no que está escrito em Atos 2. 38,39, que a promessa, que se cumpriu no dia de pentecostes, se expandiu na era da igreja primitiva e permanece até os dias atuais. Por mais que procurem com a lupa da incredulidade nas páginas do Novo Testamento, não encontrarão o final dessa promessa.

II.       O PROPÓSITO DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO

De posse do conhecimento, de que o batismo no Espírito Santo é uma experiência distinta da conversão, e que esse batismo é a plenitude do Espírito Santo na vida de quem tem Jesus no coração, precisamos agora entender, qual o verdadeiro propósito dessa plenitude, desse enchimento  e desse batismo espiritual.

1.     Finalidade. Atos 1.8, deixa bem claro o propósito ou a finalidade do derramamento do Espírito Santo. Quando de fato o Espírito desce, enchendo os que estavam no cenáculo, e o povo assustado começa a indagar o que era de fato aquilo, Pedro responde, citando a profecia de Joel 2. 28,29; At 2. 16-18. Pode-se então elencar as seguintes finalidades: a) Poder para uma vida de serviço eficaz, onde aqueles que recebem, se tornam testemunhas verazes de Jesus (At 1.8); b) Pureza e santificação, simbolizada pelas línguas de fogo (Mt 3.11; At 15. 8,9 Is 4.4; 6.6,7); c) O revestimento pleno do poder de Deus, “Todos foram cheios do Espírito Santo”; d) Glorificação do nome de Jesus e proclamação de suas grandezas (Jo 16.14; At 2.11; 10.46).

2.     A capacitação do Espírito. “Batismo” significa imersão, mergulho. As expressões “derramar” o Espírito sobre os irmãos e as irmãs ou “serem cheios” do Espírito para se referir ao batismo no Espírito Santo, podem lançar luz sobre o propósito dessa promessa, pois, ser imerso significa capacitação. Ou seja, revelação dos mistérios de Deus (Ef 3.5); poder para testemunhar (At 1.8); profetizar (At 11. 28) e realizar milagres (Rm 15.19).

3.     Uma necessidade real e atual. Houveram três manifestações sobrenaturais na descida do Espírito Santo: a) Um som como de um vento veemente e impetuoso; b) línguas repartidas como que de fogo; c) as línguas faladas pelos discípulos, conforme o Espírito Santo concedia a cada um que falasse. Os dois primeiros sinais não se repetiram e não se repetem mais. Foram apenas sinais, anunciando a chegada do glorioso Espírito Santo de Deus. Se para a chegada do Filho, um coral de anjos veio cantar, para a chegada do Espírito, vieram o som do vento e as línguas como que de fogo. Porém, as línguas estranhas sim, essas se repetiram, e se repetem até os dias atuais (At 2. 38,39).

Como receber o batismo com o Espírito Santo? Devemos ter cuidado com aqueles que estão ensinando a falar línguas. Há igrejas que tem cursos para isto. Uma verdadeira aberração. João deixou claro, que Jesus seria o batizador com o Espírito Santo (Jo 1.33). E, quanto ao falar em línguas, quem ensina, concede, habilita, capacita,  é o próprio Espírito Santo (At 2.4). Não existe nenhuma fórmula mágica, ou regra para se receber o batismo com Espírito Santo. Jesus manda que devemos buscar com perseverança (Lc 11. 9-13).

III. O RECEBIMENTO E A EVIDÊNCIA DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO.

1.     As outras línguas. As “outras línguas”, a glossolalia, são ininteligíveis, e evidência externa, física e inicial do batismo no Espírito Santo (vv. 3,4). A Declaração de fé das Assembleias de Deus acrescenta o seguinte: “Mas somente a evidencia inicial, pois há evidência contínua da presença especial do Espírito Santo como o “fruto do Espírito” (Gal 5.22) e a manifestação dos dons (1Co 14.1)”.

Charles Fox Pahram e Willian J. Seymor foram pioneiros nos debates sobre essa evidência do falar em línguas no pentecostalismo moderno. Seymor liderou o movimento na famosa rua Azusa em Los Angeles. O movimento se espalhou pelos Estados Unidos, diversas regiões da Europa, como Alemanha, Inglaterra e Suíça. Mas, foi  na primeira conferencia Mundial Pentecostal, organizada em Zurique, Suíça, em 1947, que a doutrina da evidência das línguas foi de fato afirmada.

Vamos às Escrituras. O fenômeno “falar em outras línguas”, aparece explicitamente três vezes associado diretamente a ação do batismo no Espírito Santo (At 2.4; 10.44-48; 19.1-7). As línguas de Atos 2. 1-13, são ininteligíveis.  Lucas emprega dois termos para “línguas” na narrativa do dia de pentecostes: glõssa (vv 3,4,11) e dialektos (vv 6. 8). Glõssa significa “língua”, como fala, linguagem, “idioma” e também membro ou órgão físico da boca (Tg 3.5), que aparece metaforicamente no relato de Lucas. “E apareceram entre eles, línguas, como de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles” (v.3). Ao serem cheios do Espirito Santo, os discípulos e as discípulas de Jesus “começaram a falar em outras línguas” (v 4). Em uma exegese exata, clara, entende-se que Lucas está falando aqui de línguas ininteligível. A palavra “outras” em grego  heteros, assim: lalein heteros glõssais, = “falar em outras línguas”. Segundo o dicionário Vine, o adjetivo heteros “expressa uma diferença qualitativa e denota ‘outro’ de tipo diferente” Lucas está falando de uma língua que só pode ser compreendida por um milagre.Todos os temos ouvido falar em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (v.11). Paulo usa a mesma expressão em 1Corintios 14.5). Quer dizer, tanto Lucas quanto Paulo estão falando de línguas ininteligíveis, a não ser que Deus mesmo, através do seu Espírito, dê a interpretação (1Co 12.10, 14.13). Dialektos  é a linguagem de um país, “idioma”, “dialeto”. Essa palavra aparece aqui, no dia de Pentecostes (v 8) e mais quatro vezes no Novo Testamento (At 1. 19; 21.40; 22.2; 26.14).

2.     A função das línguas.  Além de sinalizar que o crente está batizado no Espírito Santo, está associada: a) a oração de edificação pessoal (1Co 14.2,4); b) o recebimento do poder profético (At 2.4,17; c) Falamos em mistério com Deus em oração (1Co 14.14,16,17). Portanto, línguas estranhas, não é para que o crente fique mostrando ser muito espiritual; nem que para ser usada no momento que se esquece de algo que queria falar; etc. Devemos também ter muito cuidado com as piadinhas com línguas estranhas.

3.     Atualidade das línguas. Esse assunto, já foi debatido em pontos anteriores, mas, vamos ressaltar, que a promessa continua vigente. Pois em Atos 2.39, Pedro disse: “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar”. E Paulo nos adverte dizendo: “Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas” (1Co 14. 39).

Amém.