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terça-feira, 30 de outubro de 2018

SER PASTOR



Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista.
Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.
Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua.
Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.
Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que gradua-se na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital.
Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando.
Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.
Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa.
Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina.
Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.
Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração.
Ser pastor é ser justo.
Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim.
Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.
Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessita-do no horário da necessidade.
Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs.
Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando n'Aquele que é o galardoador dos que o buscam.
Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.
Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis.
Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível".
Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão.
Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.
Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal.
Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo.
Ser pastor é pedir perdão.
Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobreza e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre.
Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.
Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus.
Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel.
Ser pastor é contagiar, e não contaminar.
Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus.
Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis. (desconheço o autor).
"Os pastores devem servir por amor ao serviço do Senhor, e não calculando o lucro material que o seu trabalho lhes oferece".
"Os pastores devem servir com preocupação sincera pela glória de Deus e visando o bem de almas imortais; estando prontos a fazê-lo com alegria, fazendo tudo que contribua para isso" (John Gill).

terça-feira, 26 de junho de 2018

PORQUE MUITA GENTE NÃO TEM AMIGOS



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Há amigos mais chegados que um irmão” (Pv 18.24).
Um verdadeiro amigo, como Davi e Jônatas, não é coisa do acaso; é uma dádiva de Deus do mais alto valor, e que deve ser preservada com todo empenho. Há nisso a contribuição humana.
Quando alguém afirma que tem muitos amigos é porque não tem nenhum, no sentido estrito da palavra, como estamos abordando aqui. (1Sm 18. 1-4; 20.17-23; 2Sm 23.26; Pv 17.17; 18.24). Um verdadeiro amigo é um tesouro para a vida inteira. Segundo deixa ver Filemom versículo 15, as boas amizades em Cristo, aqui, continuarão na outra vida. Considerar as expressões “irmãos e amigos” (Sal 122.4), e “irmão e companheiro” (Sal 38.11), e “irmão, cooperador e companheiro” (Fil 2.25).
Eis porque muita gente não tem amigos
1.    Pedantismo. Demonstração ostensiva de que sempre sabe mais do que os outros. Ora, quem sabe mesmo, não se preocupa em querer sempre exibir seus conhecimentos. Somente o pedante é que vive alardeando que sabe muito.
2.    Exagero em falar.  Isso é uma forma disfarçada de mentir. Não parecem mas pessoas assim, uma vez descoberta, são evitada a todo custo por todos.
3.    Ser inconstante. Pessoa que está sempre mudando de atitude, não inspira confiança em ninguém.
4.    Mania de chefia. Chefiar é uma coisa; ter mania de chefia é outra. Pessoas assim, querem mandar em tudo, ou ter tudo segundo o seu gosto peculiar. Têm sempre a ideai de superioridade.
5.    Ser reclamador. Nunca está satisfeito. Nada o satisfaz. Ninguém serve. Ninguém quer ficar perto de uma pessoa assim!
6.    Ser curioso e intrometido. Entra em todo lugar sem ter sido chamado, sem que alguém lhe desse liberdade. Gosta de saber conversas que não lhe compete saber.
7.    Ser tagarela. Todo tagarela cria problemas para si e para os outros à sua volta, seja onde for.
8.    Ser precipitado e imprudente. Diz e faz o que não deve dizer, nem fazer, com a desculpa “eu sou assim mesmo”. Se tal pessoa vier a ter um amigo de fato, muito cedo o perderá. O precipitado é grosseiro, nem sempre por natureza, mas pelos atos e palavras ferinas. Quando é esse o caso, eles, depois de seus atos impensados querem que todo mundo fique bonzinho com ele.
9.    Ser vaidoso, orgulhoso. Gosta sempre de elogio, mas nunca reconhece com palavras e com atos as virtudes dos outros, nem  o que fazem de bem para ele.
10. Egoísmo crônico. Pensar somente em si; cuidar só de si mesmo; não se preocupa com ninguém mais.
Se você não sabe porque não tem amigos, examine cuidadosamente a lista acima.
Extraído da capa da revista da EBD do ano de 1984, com algumas adaptações do pastor Daniel Nunes.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

DE PASTOR PARA PASTOR



Antes como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angustias, nos acoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns. Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido. Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e á esquerda, por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama: como enganadores, e sendo verdadeiros; Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos: como morrendo, e eis que vivemos: como castigados, e não mortos; Como contristados, mas sempre alegres: como pobres, mas enriquecendo a muitos: como nada tendo, e possuindo tudo” (2Co 6. 4-10).
Olhando para esse trecho da segunda epístola ao Coríntios, e tudo o que foi elencado por Paulo quanto a vida e comportamento do ministro do evangelho de Jesus, perguntamos: Seria possível que alguém de carne e osso pudesse suportar física, espiritual, emocional e mentalmente essa carga toda de responsabilidade? Certamente que a resposta seria não. Não há em hipótese alguma, que um homem em sã consciência assuma tal responsabilidade, confiando em seus méritos, em suas forças físicas, mentais e emocionais.
O pastor, esse homem chamado por Deus para cuidar das ovelhas do seu pasto, como disse Pedro: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós...” (1Pe 5.2a), precisa confiar inteiramente na graça de Deus para o exercício dessa que é a mais sublime de todas as funções na face da terra. Missão essa, que transcende os limites terrenais. Sai da esfera da ciência humana, biológica e exata e galga patamares espirituais e celestiais. Há momento que na vida do pastor 2 + 2 não é   igual 4. Há momentos na vida e ministério pastoral, que o homem deixa de ser apenas homem para ser uma alma sedenta, um espírito angustiado, que precisa muito mais que remédios desenvolvidos pelos laboratórios químicos; pois ele está precisando da medicação do céu. E sendo do céu, não há laboratório na terra que possa desenvolver essa medicina. Quem não se lembra das palavras de Jesus ao anjo da igreja em Laodiceia?: Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; vestidos brancos, para que vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas” (Ap 3.18). Existem alguns materiais que o pastor usa no exercido do ministério, que não se encontra entre os homens. Não há fabricação na terra.
Há, alguns tipos de alimentos usados pelos pastores, que é fabricado no céu. Diz a Palavra: “E quando o orvalho descia, de noite, sobre o arraial, o maná descia sobre ele” (Nm 11.9). Onde era fabricado o maná? Ainda hoje existem alimentos sendo fabricado no céu, que os despenseiros (pastores chamados por Deus), os tomam, para entregar a igreja do Senhor. “Que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus”. Sim, os pastores tem a difícil e sublime missão, de entrar na despensa de Deus e extrair aquilo que as ovelhas precisam para seu sustento espiritual. Relembrando as palavras de Jesus ao anjo da igreja em Laodiceia, ele fala de um tipo de ouro, que não é o ouro da terra; de um tipo de vestimenta que não são os vestidos deste mundo, e de um tipo de colírio que não é fabricado por aqui, mas no céu.
No céu há um movimento contínuo. A Bíblia fala de anjos que ministram aos que hão de herdar a salvação (Hb 1.14). Sendo assim, há uma conexão muito fina, entre o dono da igreja e o pastor chamado para essa tão sublime finalidade. Assim como o dono de uma grande empresa multinacional, que tem sua central, digamos nos Estados Unidos da América, porém, tem filiais por todos os continentes da terra. E, em cada um desse lugares tem seus gerentes de confiança para distribuição de tudo o que a empresa precisa para sua logística, bem como o produto que comercializa, tudo passa pela mão desse homem de extrema confiança do dono; assim, o pastor é esse representante de Deus na terra. Por isso mesmo, Paulo diz que “...requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel” (1Co 4. 2). E isso não é fácil. É humanamente impossível.
Por isso mesmo, que, apesar de toda preparação psicológica pastoral. Todos os cursos que possa e venha fazer. Toda capacitação humana, nas ciências antropológicas, sociológicas, etc. jamais estará apto para tal missão. A missão pastoral é uma missão do desafios dos impossíveis! Quando a medicina diz que não tem jeito, ai vem o pastor dizendo que Jesus vai fazer o milagre. Quando o país está em crise e as portas estão fechadas, vem o pastor dizendo que Deus vai abrir as portas. Se lermos o texto paulino do inicio dessa mensagem, vamos ver que o que estamos discorrendo aqui, está tudo contido lá. O pastor é o pobre que enriquece a muitos; é o fraco que fortalece a muitos; é o que não é conhecido na terra, mas que tem uma amizade estreita no céu; que é chamado de enganador na terra, porém, os habitantes do céu sabe que ele é verdadeiro. Só lembrando: naquele momento que Jesus disse que a filha de Jairo dormia, os que estavam na sala riram dele. Zombaram dele. Parece que dá para dizer que alguém disse entre os demais: Esse é um enganador! Nada disso: ali estava a verdade encarnada em homem.
Pastor que sofre, que chora, que ora nas madrugadas, que prega o verdadeiro evangelho, que ganha almas para o reino de Deus. Que vai para as vigílias buscar a presença do Senhor. Que cuida do rebanho que o Senhor lhe confiou. Que é menosprezado por muitos, mas fala a verdade, mesmo que muitas vezes não é ouvido. Que tira da sua boca para dar a igreja do Senhor. Que ora pelos enfermos e vê os milagres de Deus. Que expulsa demônios em nome de Jesus e alimenta a igreja com a boa doutrina. Que é incansável na lide do ministério. Que não busca seus interesses, mas o interesse de Jesus Cristo, pois sabe que foi constituído como bispo, não por homens, mas, pelo Espírito Santo para apascentar o rebanho de Deus, que Ele resgatou com o seu próprio sangue (At 20.28).
Pastor, que muitas vezes enfermo, cansado, entristecido, não para, não cede, não desanima, não diz que não dá, não diz que não pode, não diz que não tem, não mostra fraqueza, não reclama para alguém achar que ele é um coitadinho. Pastor chamado para tão sublime e transcendental missão. A missão de fazer Cristo conhecido por todos os homens. Como disse o apóstolo entre os gentios: “Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado” (1Co 2.2).
De que material é feito esse homem chamado de Pastor? Que de manhã chora em um culto fúnebre, a noite está se alegrando na festa de casamento? Como é que seu coração aguenta? Como ele suporta tais oscilações em suas emoções? Um homem que sabe que foi traído por uma ovelha, mas, assim como Jesus chamou Judas de amigo na hora do beijo traidor, ele também chama de amigo, trata bem, e ora por essa pessoa. Um homem que tem que se manter sempre na linha. Todos podem, menos ele. Ele é o pastor, o exemplo, o herói, o paradigma, o ícone. Todos o chamam de pai. A última palavra é a dele. Que tamanha responsabilidade!
Se chora muito, o chamam de fraco, chorão; se não chora é seco, falta-lhe espiritualidade, é cara dura. Se se veste bem, é vaidoso; se não, é desleixado. Se anda de carro bom, esta gastando muito o dinheiro dos dízimos; se anda de carro velho, é porque não sabe administrar bem o dinheiro da igreja. Que luta, que dificuldade, que fio de navalha!
Pastor chamado por Deus, permaneçamos firmes na vocação que o Senhor nos chamou. Quando as lutas apertarem, corra para os pés do Salvador. Lá tem lenitivo para a tua alma de pastor. Lá tem fortaleza para o teu coração de pastor. Lá tem alimento para o nosso espírito, muitas vezes solitário de pastor. Lá, aos pés de Cristo, tem a resposta que você pastor está precisando, seja para a sua família, seu ministério ou a igreja que o Senhor lhe confiou.
E, quando aparecer o Sumo Pastor; alcançareis a incorruptível coroa de gloria” (1Pe 5.4).
PARABÉNS PASTORES

Pr Daniel Nunes da Silva


quinta-feira, 31 de maio de 2018

A PROMESSA DA SUA PRESENÇA



Êxodo 33. 12-16

Disse, pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar” (v. 14).

Isso foi uma promessa feita pelo SENHOR DEUS. Existem mais de 8000 mil promessas de Deus na Bíblia. Disse Paulo: “Porque todas quantas promessas há de Deus são nele sim; e por ele o Amém,...” (1Co 1.20). Pedro disse: “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina” (2Pe 1.4).

I.            Como esta promessa foi buscada. (v. 12).  Foi buscada diante uma grande comissão que Deus lhe havia feito (Ex 3.7-12). Moisés Pensou: “Como poderei tirar esse povo, sem a poderosa mão de Deus?”. Sempre falamos: “Quando Deus chama ele capacita”, e também: “Deus não chama capacitados, mas capacita aos chamados”. Isso é verdade! Porém, se precisa esclarecer essa capacitação, para que ninguém, depois de capacitado se sinta melhor que ninguém: A capacitação é o mandamento; o que dá condições do cumprimento da missão é a real presença do Senhor conosco (2Co 9.8). Tira-se a presença, se vai a capacitação. Como disse Jesus: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15.4,5).
II.          O que a promessa oferecia.  Irá a minha presença contigo...”. Quem pode imaginar os tesouros contidos no baú dessa promessa? (2Sm 22.13; Sal 16.11; 18.12; 68.8). Os tesouros da terra e dos oceanos podem se esgotar, porém, nem as demandas da humanidade, no que tange a redenção, nunca poderão diminuir, nem o tempo nem a eternidade, as riquezas aqui contidas. E essa promessa é tua, é nossa (Mt 28.20; Mc 16.20; At 9. 4-6). Ela se faz real através do Espírito Santo, que habita em nós (Jo 14. 16,17; 1Co 3.16). Assim como o sol se faz real na terra através da atmosfera, a presença de Deus se faz real em nós, através do Espírito Santo. Quando o crente entristece ao Espírito, ele fecha a porta para a presença da graça de Deus em sua vida. Davi sabia muito bem o significado da presença de Deus (Sal 51.11).
III.        Quando foi dada essa promessa. Foi dada em resposta a um clamor: “... rogo-te que agora me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei...” (v. 13). Aqueles que procuram conhecer a Deus, lhe conhecerão (Is 43.10; Os 6.3). O Senhor Deus se deleita em manifestar-se a Si Mesmo aqueles lhe buscam (Is 44.3). Isso é algo que agrada a Deus! Sabe por quê? Porque os homens já não pedem mais a presença de Deus, eles querem as bênçãos, mas não a presença. A vida animal, terrena, se pode até viver sem conhecer a Deus, mas a vida eterna somente conhecendo a Ele (Jo 17.3).
IV.       O que está promessa trouxe. Com a sua presença podemos esperar também:
1.    Evidencias da graça (v. 13,16). Andar com a presença de Deus, implica dizer que podemos viver na plenitude de sua graça (Jo 1. 16; 2Co 12.9). Graça é favor. Se a presença de Deus está conosco, temos o seu favor, a sua benevolência.
2.    Certeza de repouso (v. 14). A presença do Senhor nos dá repouso, assim como a presença do sol da a luz, a presença da videira da a seiva para os ramos, como a presença da mãe consola o filhinho que chora. Jesus disse: “Vinde a mim... eu os farei descansar”. Ler ainda (Sal 23.4). A presença e Jesus nos dá repouso:
a) do Poder do pecado (Rm 6.14);
b) Do temor do homem (Sl 91. 1-9);
c) Das ansiedades do mundo (Mt 14.30-32);
d) Das inquietudes do serviço (Mt 11.29).
3.    O poder de separação (v. 16). Ficaram separados do Egito e da casa da servidão.
a) A presença de Deus com Abraão o separou de Ur dos Caldeus, de sua família e da casa de seu pai (Gn 12.1).
b) O azeite santo, símbolo da presença de Deus e do Espírito Santo, separou Arão e seus filhos para o serviço do Senhor (Ex 29.4-9).
c) A presença de Deus em nós, através do Espírito Santo, no separará da vida e dos pensamentos do mundo (Rm 12.2).
SUA PRESENÇA SEPARA. Santo, significa “separado, ou consagrado ao Senhor” (Tt 2.14; 1Pe 2.9).

Concluo dizendo que O rei Davi, sabia o significado de ter a presença do Senhor em sua vida (2Sm 22.13; Sal 132.1-9; 51.11).

JESUS VENCEU O MESTRE DO MAL




Missões bate tão forte,
em meu coração de soldado.
Que nas horas de descanso,
não posso ficar descansado.

Penso, e penso muito,
em cada segundo no mundo.
 Pois partem sem salvação,
milhares de moribundos.

Não posso ficar calado,
Minha missão é falar.
Vou levando a Palavra.
Almas tenho a ganhar.

Uma alma vale mais,
que o ouro do mundo inteiro.
O preço de cada alma,
foi o sangue do Cordeiro.

Nem as riquezas de toda terra,
nem nas profundezas do mar,
se vendidas e apuradas,
não podem uma alma salvar.

De um lado o inimigo malvado.
Do outro o salvador querido.
Cada qual faria seu lance.
No meio o pecador perdido.
                                        
                                         O mestre do mal saiu na frente.
Como sempre caloteiro.
Ofereceu grandes vantagens,
prazeres, fama e dinheiro.

Enquanto a alma moribunda,
se contorcia de desprezo e dor.
Pois tudo que foi oferecido,
não tinha uma gota de amor.

Porém, veio o homem do gólgota,
com olhos cheios de amor.
Chegou com doce acalanto,
Jesus o Mestre e Senhor.

Disse para aquela pobre alma,
o meu sangue derramei por ti.
Quando sofri no calvário,
tu também estava ali.

A alma rendida e liberta,
foi aos pés do Salvador.
Que com um abraço eterno,
salvou-a do usurpador.

O tentador caiu por terra.
Perdeu a batalha, afinal.
Jesus o Salvador do mundo,
derrotou o mestre do mal.

A alma foi salva, oh gloria.
O lance de Cristo venceu.
Gloria Deus e aleluia,
pois esse pecador era eu.

Autor: Daniel Nunes



terça-feira, 29 de maio de 2018

QUANDO AS RIQUEZAS NOS AFASTAM DE DEUS

 Mt 19. 16-24; Ap 3.14-22


A IGREJA PRIMITIVA, UMA IGREJA PERSEGUIDA

A Igreja primitiva começou muito pobre. Ela não tinha prestígio diante das autoridades. Os líderes do cristianismo eram presos (At 4.3). Os apóstolos começaram morrendo pela sua fé (At 12. 1,2). O Diácono Estevam morreu apedrejado enquanto pregava a Palavra de Deus (At 7.57-59). A Bíblia diz que “Saulo assolava a Igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão” (At 8.3). Assolar é agoniar, arrasar, arruinar, destruir, devastar, talar, reduzir ao pó. Depois de convertido, Paulo dá testemunho de sua conduta anterior, dizendo: “Persegui este Caminho até a morte, prendendo e metendo em prisões, tanto homens como mulheres” (At 22. 4). Diante de Agripa ele disse: “Bem tinha eu imaginado que contra o nome de Jesus o Nazareno devia eu praticar muitos atos, o que também fiz em Jerusalém. E, havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando os matavam, eu dava o meu voto contra eles. E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente contra eles, até nas cidades estranhas os persegui” (At 26. 9-11).

A IGREJA PRIMITIVA, UMA IGREJA CRESCENTE

Apesar de toda a perseguição, a igreja crescia. O primeiro relato da igreja em Jerusalém, nos diz que se reuniu quase 120 pessoas (At 1.15); logo após a descida do Espírito Santo, aos 120 agregaram quase 3,000 mil pessoas; A igreja era acrescentada todos os dias (At 2. 47); A Palavra fala que a “Multidão dos que criam no Senhor, tanto de homens como mulheres, crescia cada vez mais” (At 5.14); nos diz também “Crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia a fé” (At 6. 7). Lucas nos diz o seguinte: “E os que iam dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus. E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus. E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor” (At 11. 21). Jesus tinha prometido estar com sua igreja (Mt 28.20).
A igreja primitiva não parava de crescer em meio ao calor da perseguição. Quanto mais era perseguida, mais ela crescia. Após a conversão de Saulo de Tarso a  igreja ganhou notoriedade em outras terras, principalmente na Ásia.

O PERIGO DO DECLÍNIO.

Paulo, escrevendo a Timóteo, ele já alertava sobre perigo da apostasia: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dado ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1Tm. 4. 1). Também já alertava a igreja, quanto ao perigo de amar as riquezas: “Mas, os que querem ser ricos caem em tentação e laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruina. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nesta cobiça alguns a se desviaram da fé e se transpassaram a si mesmos com muitas dores” (1Tm 6. 9,10). A igreja de Laodiceia = direito do povo, ou povo reinante, era uma das sete igreja da Ásia menor. Uma igreja que passou por um grande crescimento. Foi uma das primeiras sedes do cristianismo na Ásia. A cidade era rica, nela ficava o maior centro bancário da Ásia menor. Fabricavam a famosa lã negra. Nela também tinha uma famosa escola de medicina, em homenagem ao deus Asclépio, ou Esculápio. Produziam o pó frígio, que curava os males dos olhos. Porém, suas águas que vinham de Hierápoles, chegavam mornas e com um sabor não muito bom. Dizem que muitas pessoas que as bebiam, tinham náuseas.

IGREJA DOS DIAS DE LAODICÉIA

A igreja de Laodiceia passou a ser uma igreja que confiava mais em si mesma que no Senhor Jesus, o dono da igreja. Ela era uma igreja: a. Que não era fria nem quente, mas morna, assim como suas águas; b. Se gabava de ser rica – Rica material, mas pobre espiritual. c. Foi qualificada pelo Senhor como sendo: “desgraçada, miserável, pobre, cega e despida”. (Ap 3. 17).

O Senhor aconselha a anjo daquela igreja dizendo: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas” (Ap 3.18).



A IGREJA É CHAMADA PARA SOFRER COM CRISTO

Nunca esse mundo vai amar a verdadeira igreja do Senhor. Ela sempre será odiada. Disse Jesus: “Dei-lhes a tua Palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo” (Jo 17. 14).  1. Para a igreja aos Filipenses Paulo falou: “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele” (Fil 1.29).  2. A igreja de Colossos disse: “Regozijo-me, agora, no que padeço por vós e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja” Col 1.24).  3. Aos Tessalonicenses falou: “E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senho, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo (1Ts 1.6), disse mais: “Para que ninguém se comova por estas tribulações; porque vós mesmos sabeis que para isto fomos ordenados” (1Ts  3.3).   4. Ao seu filho na fé Timóteo Paulo disse: “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo”; “Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos; se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará” (2Tm 2.3,11,12). Disse mais: “Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições tais quais me aconteceram em Antioquia, em Icônio e em Listra; quantas perseguições sofri, e o Senhor de todas me livrou. E também todos que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2Tm 3. 10-12). 5. Dos santos do passado a palavra nos fala assim: “Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo, antes, ser maltratado com o povo de Deus do que por, um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo, por maiores riquezas, o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hb 11. 24-26). 6. O escritor aos Hebreus aconselha a igreja dizendo: “Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunha, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que
não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos. Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado” (Hb 12.1-4).

A CORREÇÃO DE JESUS A UMA IGREJA MORNA

A Bíblia diz que Deus corrige ao filho que ama (Hb 12. 5-7). Portanto, ou a igreja sai do comodismo, ou então será corrigida duramente pelo Senhor. Assim sucedia com Israel, todas as vezes que deixava o Senhor e adorava os ídolos. Assim como aconteceu com a igreja de Laodiceia na Ásia menor, também aconteceu na Europa, na América, e se o Brasil não tomar cuidado, será também com o Brasil. Vejamos o abandono da fé das igrejas da Ásia menor:

1. Igreja de Éfeso – Deixou o primeiro amor (Ap 2. 4). Conselho de Deus ao anjo da igreja – “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras...” (Ap 2. 5a). Correção de Deus – “A ti virei e tirarei do seu lugar o seu castiçal, se não te arrependeres” (Ap 2.5b).
2. Igreja de Pérgamo – seguia a doutrina de Balaão, e seguidores da doutrina dos nicolaítas – Conselho de Deus ao anjo da Igreja – “Arrepende-te pois...” Ap 2. 16a). Correção de Deus – “... quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca” (Ap 2.16b). Deus está dizendo, você não quer falar, Eu mesmo vou falar.
3. Igreja de Tiatira – Tolerava Jezabel (Ap 2. 20). Conselho de Deus – “Eu dei-lhe tempo para que se arrependesse de sua prostituição; e não se arrependeu” Ap 2. 21). Correção de Deus – “Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras” (Ap 2.22).
4. Igreja de Sardes – Igreja morta (Ap 2. 1). Conselho de Deus – “ Se vigilante e confirma o restante que estava para morrer...” (Ap 3.2); “Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te...” (Ap 3.3a). Correção de Deus – “E se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e no saberás a que hora sobre ti virei” (Ap 3.3b).
5. A igreja de Laodiceia – A igreja Morna (Ap 3. 16). Conselho de Deus – “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que
vejas” (Ap 3.18). Correção de Deus – “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap 3.19).
Vemos pelas cartas escritas a essas cinco igrejas da Ásia menor, que Deus estava disposto à repreende-las, com a finalidades de recoloca-las nas veredas direitas. Qual será a resposta da igreja atual? Ficará impassível, letárgica, acomodada, ou vai reagir? (Ef 5.14).

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

QUANDO PASSAMOS PELO VALE


E a mão do Senhor estava sobre mim ali, e me disse: Levanta-te, e sai ao vale, e ali falarei contigo” (Ez 3.22).
Há alguns vales que Deus nos faz passar durante nossa vida. Estive pensando sobre eles, e, me veio o desejo de compartilhar com você sobre eles. Quem sabe estejas passando por algum desses vales e este estudo te ajudará a entender melhor, porque estás passando por ele.
1.       O vale de Jaboque (Gn 32. 22-32), que o chamei do “vale da transformação”. Onde Jacó lutou com o Anjo do Senhor, e não o deixou ir, até receber a benção. Lá, no vale de Jaboque, Jacó foi transformado em Israel. De trapaceiro, enganador, usurpador a príncipe de Deus, ou, aquele que luta com Deus. Veja bem, antes de passar pelo vale de Jaboque, quem tentava ganhar as batalhas para si, era o próprio Jacó. Mesmo que para isso precisasse trapacear, ludibriar. Mas, após ter passado pelo vale, ele aprendeu que quem pelejava por ele era o Senhor. Certamente, aquele medo que estava de seu irmão Esaú, foi embora, porque a certeza no Deus de Abraão e Isaque saturou o seu coração. Não era mais ele que o guardava, mais o Senhor o protegia por onde quer que andava: “E partiram; e o terror de Deus foi sobre as cidades que estavam ao redor deles, e não seguiram após aos filhos de Jacó” (Gn 35. 5). E melhor confiar em Deus, que confiar nos homens. O salmista Davi disse: “ Uns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus” (Sal 20. 7). Lá no vale, Jacó recebeu a transformação que precisava para ser o grande patriarca, que levou o nome de onde veio a linhagem escolhida de Deus, o povo de Israel. Se precisar, Deus vai fazer você passar no vale da transformação, vai mudar alguma coisa em sua vida. Seja em teu caráter, em seu modo de pensar, em sua maneira de agir, não sei, sei que Ele ainda é o mesmo Deus.  Gosto também de chamar o Vale de Jaboque, de “a oficina de Deus”. Nessa oficina o Criador troca peças, arranca peças, concerta peças que estão danificadas. Interessante, que quando Jacó saiu do vale, manquejava. O nervo de sua perna havia encolhido com o todo do Senhor. Quantos que precisam de um toque para encolher o orgulho, o egocentrismo, o narcisismo, etc. Há pessoas, que estão vivendo a síndrome de lúcifer. Pensam que são melhores que outros. Acham que devem sempre ser honrados e aplaudidos. Basta um toque do Senhor, e a tua vida será mudada.
2.       O Vale da sombra de morte (Sal 23.4), que o chamo do “Vale da Confiança perfeita em Deus”.  O salmista disse: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”. Que confiança é essa que o salmista manifestou? Ele está falando daquele momento crítico da vida. Ele se refere aquele dia, que mais tarde Paulo chamou de “dia mau”. Aquele momento que parece que nada da certo. Parece que todos estão contra nós. Mas o grande apóstolo dos gentios também disse: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 11.31). A confiança do salmista não estava nos amigos, nem nos cavalos de guerra que ele possuía (Sal 20. 7). Ele não confiava em seu posto como rei, mas disse: “... porque tu estás comigo”. A presença do Senhor era a real confiança de Davi. Para vencer o gigante Golias Davi disse: “Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti e nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado” (1Sm 17. 45). Queria dizer Davi, eu não confio em armas carnais, mas sim, no nome de meu Deus. Se estás passando pelo vale da sombra de morte, chegou o momento de mostrar que não confias em si mesmo. Quem sabe os amigos, aqueles amigos íntimos, todos te abandonaram. Quem sabe o dinheiro já acabou. Mas, há um amigo, muito mais chegado que irmão, ele está dizendo: “Não te deixarei, não te abandonarei”.
3.       O vale de ossos secos (Ez 37). Gosto de chama-lo de “o vale da autenticação profética”. Nesse vale, ou você é profeta ou é osso seco. Lembro-me de quando ainda era muito jovem. Estávamos em um culto, em uma igreja muito humilde. Havia vários obreiros, entre os quais presbíteros, diáconos e cooperadores. Repentinamente, lá num cantinho uma senhora da um grito ensurdecedor e cai endemoninhada. Alguns irmãos correram pra fora do pequeno templo e outros ficaram olhando aquela mulher se contorcendo no chão e clamando com uma voz muito feia, se enroscando pelos bancos como se fosse uma serpente. Naquele momento, o presbítero grita: “Irmão Daniel, vai até lá e expulsa aquele demônio”. Eu, com confiança apenas no nome de Jesus, me levantei, e ordenei aquele espírito maligno que deixasse aquela vida, o qual, sem fazer maiores alardes, abandonou aquele corpo, deixando a mulher em paz. O diabo não aceita carteirada. Não adiante dizer que é pastor, que tem credencial de evangelista, ou diploma de teologia. Quando estamos no vale, somente uma vida em comunhão com o Espírito Santo, fará a diferença na vida do obreiro. Quantos que foram reprovados no vale! Na hora que o Senhor disse a Ezequiel: “profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor”, ele profetizou e o milagre aconteceu. Somente uma palavra verdadeiramente profética pode mudar o quadro caótico que o mundo está vivendo. Deus conta com você amado.
4.       O vale de Baca (Sal 84. 6). “O vale da frutificação”.  Há uma razão porque o vale de Baca (árido) é transformado em manancial. O verso anterior diz: “Bem aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração estão os caminhos aplanados”. Esse que pisa o vale de Baca e o transforma em mananciais, não confia em si mesmo, mas sim no Senhor. Na verdade, o fiel cristão, apenas da passos de fé, mas que executa a benção é o Senhor. Podemos lembrar-nos dos passos que os sacerdotes deram, quando na passagem do Jordão. Eles deram os passos, mas que abriu o Jordão foi o Senhor. Geralmente, quando entramos nesse vale, é porque o Senhor quer nos usar para mudar situações de outras pessoas. Pessoas que estão vivendo na aridez espiritual, física, financeira ou de outra índole. Deus nos usa, para entrar nesses desertos e transformar as situações, frutificando como José e espalhando ramos sobre o muro (Gn 49.22).
Não importa o vale que estejas passando. Lembre-se: o vale é apenas a escola de Deus para sua vida. Logo, o Senhor te levará aos píncaros da vitória em nome de Jesus.


Pr Daniel Nunes

sábado, 6 de janeiro de 2018

A CARTA AOS HEBREUS E A EXCELÊNCIA DE CRISTO



Texto Áureo
Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo filho. (Hb 1.1)

Verdade Prática
Por meio de Cristo, Deus revelou-se de uma forma especial e definitiva a seu povo.

Leitura Bíblica em Classe
Hebreus 1.1-14

Objetivo Geral
Apresentar as características da carta aos Hebreus e a superioridade de Cristo

Objetivos específicos
1.      Pontuar a autoria, o destinatário e o propósito da Carta aos Hebreus.
2.      Expor a superioridade de Cristo em relação aos profetas.
3.      Mostrar a superioridade de Cristo em relação aos anjos.

Introdução:
Tomando como base a introdução de nossa Lição, onde o autor da Carta aos Hebreus, nos mostra que os crentes, a quem a carta é dirigida, já davam sinais de debilidade na fé, e, portanto, precisavam de encorajamento à perseverança.
Quero tomar as palavras do próprio pastor José Gonçalves, em seu livro A SUPREMACIA DE CRISTO, do qual foram extraídas essas preciosas 12 lições desse trimestre, onde ele diz:
Hebreus é uma carta que alimenta o ânimo, a esperança e a fé! Todavia, não foi escrita para amaciar o ego dos crentes. Seu tom exortativo é o mais forte e incisivo do Novo Testamento. O perigo que rondava a comunidade para a qual o autor endereçou essa carta era presente e real. A carta aos Hebreus vem carregada de enfoque doutrinário e recheada de exortações severas! O perigo de dar as costas para o calvário e voltar para o deserto, rumo ao Egito, foi o que motivou o autor escrever esta carta com ar de dramaticidade. E continua:
A apostasia é um perigo e também uma realidade sobre a qual o crente deve precaver-se. A exortação do autor é para que se continue na estrada, para que se caminhe para frente. Todavia, o perigo de voltar para trás existe e é uma ameaça real, não apenas hipotética. A carta é um grito de alerta quando os cristãos pareciam cochilar na fé. Mas mesmo usando um tom severo, às vezes até mesmo duro, a carta aos Hebreus não foi escrita para produzir insegurança, muito menos medo. Quem está em Cristo esta seguro; essa segurança, no entanto não é compulsória. Ela está condicionada ao andar e permanecer nEle.


I.               AUTORIA DESTINATARIO E PROPÓSITO

AUTORIA

A verdade mais concreta que temos, é que ninguém sabe quem escreveu a Carta aos Hebreus. Como diz nosso comentarista: É mais fácil dizer quem não escreveu Hebreus, que afirmar que a escreveu. Porém, nada disso tirou a amor da igreja por essa carta, e sua aceitação como um escrito inspirado pelo Espírito Santo de Deus.
Os pais da Igreja, sem exceção, todos faziam uso da carta aos Hebreus, e ai havia as controvérsias apenas sobre a autoria. Um antigo manuscrito grego (200 d.C.), conhecido como P46, coloca a carta aos Hebreus no chamado “corpus Paulino”, quer dizer: Tinham como se fosse realmente uma carta escrita pelo apóstolo Paulo.
O pr. José Gonçalves, traz em seu livro um comentário feito por Orígenes sobre a autoria da carta aos Hebreus, da seguinte maneira:
Da minha parte, se hei de dar minha opinião, eu diria que os pensamentos são do apóstolo (Paulo), mas o estilo e a composição são de alguém que evocava de memoria os ensinamentos do apóstolo, como um aluno que anota por escrito as coisas que seu mestre disse. Por conseguinte, se alguma igreja tem esta carta como de Paulo, que também por isto a estime, pois não sem motivo os antigos a tem transmitido como de Paulo. Mas quem escreveu a carta? Deus sabe de verdade”.
Resumindo: são citadas como autores dessa importante carta as seguintes pessoas: Paulo, Barnabé, Apolo, Lucas, Felipe o evangelista, Marcos, e até Priscila e Áquila.
 Algumas peculiaridades do autor:
1.      Era judeu, pois se identifica com os leitores Hebreus (2.1,3; 3.1; 4.1);
2.      Também se identifica com Timóteo (13.23);
3.      A bençao final se idêntica com Paulo (13.25; 2Ts 3.17,18);
4.      O escritor havia estado na prisão (10.34; 13.19);
Cito mais uma vez nosso comentador quando diz: “Quis o Espírito Santo que o autor ficasse no anonimato, mas não a sua autoridade e inspiração”.

DESTINATARIOS

O pastor José Gonçalves, cita dois manuscritos gregos: O Sinaíticus (c. 330-360) e Vaticanus (c. 300-325), que trazem o título “Pros Hebraious” (Aos Hebreus). Diz, porém, que são copias, e, portanto não se pode afirmar que no original tivesse também esse título. Porém, atesta a uma antiga tradição, de associar a carta aos Hebreus. Não faria nenhum sentido para outros povos, a não ser aos hebreus, as citações do Antigo Testamento, muitos menos do sacerdócio levítico como sombra do sacerdócio de Cristo. Na carta há várias citações que somente fazem sentido ao povo hebreu (7.11; 13.13).
O autor conhecia muito bem os seus leitores, pois roga as orações para que em breve seja restituído a eles (13.19). Agora, onde viviam esses hebreus? Embasado em 13.24; eruditos argumentam que viviam fora da Itália. Muitos entendem serem os judeus dispersos, sendo os mesmos a quem Pedro escreveu as suas duas cartas (1Pe 1.1; 2Pe 3.1).


PROPÓSITO

Os destinatários da carta aos Hebreus, por causa das aflições que estavam passando, estavam tendo um arrefecimento de sua fé. Parece-nos também que eles estavam querendo voltar ao velho sistema de onde já haviam saído. Então o autor, procura fortalece-los na fé em Cristo, demonstrando cuidadosamente a superioridade e finalidade da revelação e redenção da parte de Deus em Cristo Jesus. Demostra que as disposições divinas para a redenção vistas no Antigo Concerto cumpriram-se e tornaram-se obsoletas com a vinda de Jesus e pelo estabelecimento de um Novo Concerto, mediante a morte vicária de Jesus. O escritor anima aos seus leitores a:
1.      A manterem firme sua confissão em Cristo até ao fim (10.23);
2.      A prosseguirem para a maturidade espiritual (6.1).
3.      Não voltarem ao estado de condenação caso abandonassem a fé em Jesus Cristo (10.39).

SÍNTESE DO TÓPICO
A autoria de Hebreus é desconhecida; seus destinatários eram os cristãos judeus; seu propósito, exortar os cristãos a terem ânimo e fé.

 
II.             CRISTO – A PALAVRA SUPERIOR A DOS PROFETAS

A REVELAÇÃO PROFÉTICA E A ANTIGA ALIANÇA.
Interessante é como o escritor começa a carta. Ele foge completamente da maneira tradicional de se apresentar dizendo que era e a quem estava escrevendo. Logo cedo já mostra que vai salientar a supremacia da fé cristã em relação ao judaísmo primitivo.
Começa dizendo que Deus falou antigamente e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, mas a nós falou nesses últimos dias pelo filho. Nosso Deus é um Deus comunicativo. Ele nunca deixou de falar (Jó 33.14), o homem é que muitas vezes não atenta para a voz de Deus. O pastor José Gonçalves diz: “A palavra do profeta é um grito na noite. Enquanto o mundo dorme despreocupado, o profeta sente o golpe vindo do céu”. Segue dizendo:
“O autor de Hebreus tem consciência desse fato – os profetas foram arautos de Deus para o seu antigo povo. Todavia, uma voz superior a profética fora levantada. Os profetas foram agentes da revelação divina, mas não foram a revelação final. O autor lembra que essa revelação final, a última palavra profética, era do Filho de Deus. Nenhum profeta, por mais importante que tivesse sido, poderia igualar-se em importância com Jesus”.
Vale salientar e lembrar aqui, que hoje em dia, alguns e porque não dizer muitos arautos da Palavra, querem ser mais importante que a palavra.

A comentarista traz dois advérbios gregos, onde denota a intensidade da comunicação de Deus com o seu povo Israel: Polymerôs (“muitas vezes”) e polytropos (“muitas maneiras”). Deus jamais deixou o seu povo sem orientação.

A REVELAÇÃO PROFÉTICA E A NOVA ALIANÇA

O comentarista faz lembrança, que há ensinos errôneos que dizem que Deus não falaria mais a partir daquele momento. Não é isso que o texto quer dizer, mas sim: Mostrar Jesus Cristo como sendo o cumprimento de tudo aquilo que foi predito pelos profetas. Essa expressão nos diz que Deus falou de forma cabal, plena, completa. Não conota que Ele não falaria mais. O comentarista nos mostra que o Espírito profético, que é o Espírito Santo (1Pe 1.10,11; Rm 8.9,10), continua dando à Igreja hoje percepção do plano e vontade de Deus para o seu povo (Jo 14. 26; 15.26; 16.13). Logicamente que o Espírito Santo jamais vai estar destoante das escrituras. Ele cita Adam Clarke (1760-1832), que comentou o seguinte:
Debaixo do Antigo Testamento, as revelações foram feitas em ocasiões distintas por várias pessoas, em diversas leis e forma de ensinamentos com diferentes graus de clareza, símbolos, tipos e figuras e com distintos modos de revelação, tal como por anjos, visões, sonhos, impressões mentais, etc.; Veja Nm 12.8. Todavia, debaixo do Novo Testamento, tudo está feito por uma só pessoa, quer dizer, Jesus, que cumpriu o que disseram os profetas e completou as profecias”.

CRISTO A REVELAÇÃO FINAL

O silencio de Deus, seria a maior correção para um homem, um povo ou nação. Vejamos o caso de Saul (1Sm 28.5,6). Por isso a importância da voz profética para o povo de Deus (Am 3.7). Porém, a sua relevância estava muito distante da importância de Cristo, o Filho de Deus. Os profetas eram apenas servos, o filho era herdeiro de Deus e agente da criação (1,2).
Nenhum profeta recebeu a revelação completa. Deus falava tanto através de visões, sonhos, símbolos e acontecimentos, como também pela boca dos profetas. Estas revelações apontavam para Cristo e Ele é a revelação final de Deus. Cristo é a última Palavra de Deus ao mundo, Toda revelação do Antigo Testamento conduzia a Cristo, a revelação final e completa de Deus. Qualquer que hoje se jacte de ter uma nova revelação de Deus se engana. Deus não dá uma nova revelação, mas esclarece através de seu Espírito Santo a sua perfeita revelação que é Cristo (Col 2.8, 16,17,18; Gal 1.8,9).

SÍNTESE DO TÓPICO II
Da Antiga à Nova Aliança, Cristo é a revelação plena de Deus Pai, por isso, Ele é superior aos profetas.
 
III.           CRISTO – SUPERIOR AOS ANJOS

O qual sendo o resplendor da sua gloria, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade, nas alturas” (v.3). Os teólogos denominam esse versículo de: “Cristologia alta”. Os pais da igreja valiam-se deste versículo para afirmar a divindade de Cristo. Orígenes escreveu:

A mim me parece que o Filho é um reflexo da glória de Deus, conforme ao que Paulo afirma: “Ele é o reflexo de sua glória”. Deste reflexo de toda a glória, reflete certamente os reflexos parciais que tem as demais criaturas dotadas de razão, pois penso que nada, exceto o Filho, pode conter o reflexo da glória do Pai em sua totalidade”.

CRISTO – SUPERIOR EM NATUREZA E ESSÊNCIA.

O comentarista cita o puritano William Gouge (1575-1653), onde ele comenta sobre o mesmo versículo 3, que diz: “essa frase, a expressa imagem, é uma exposição da palavra grega character (caráter). O verbo do qual essa palavra é derivada, charattein, insculpir, significa gravar, e aqui é usada com o sentido de carimbar ou imprimir alguma coisa gravada com a impressão sobre uma moeda; a impressão sobre o papel feita pela impressora; a marca deixada pelo selo”.
São duas palavras gregas usadas pelo autor da carta aos Hebreus: apaugasma e character, que significam respectivamente “radiãncia” e “reflexo”, traduzido aqui como “resplendor” e “caráter”, com o sentido de expressão exata do seu ser. Tanto o filho como o Pai possui a mesma essência. Cristo é o Deus revelado (Jo 14.9). Aquilo que Deus é, Jesus Cristo também é.

CRISTO – SUPERIOR EM MAJESTADE E DEIDADE.

Porque qual dos anjos disse jamais: Tu és meu filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” (v. 5). Os anjos são chamados na Bíblia de filhos de Deus (Jó 1.6; 2.1), porém, Deus nunca os chamou de meus filhos. Essa expressão de “meu filho”, somente é aplicada a Cristo, conforme nos mostra o Salmo 2.7. Isso não coloca o Filho em posição inferior ao Pai. Os cristãos primitivos não tinham problema com isso. Somente em tempos posteriores, que começou a ser disseminada a heresia ariana, sobre a inferioridade do Filho. (Ário – 265-356 d.C.)
Na cultura hebraica, as ideais por traz das palavras “Pai” e “Filho” não trazem o sentido de origem do ser e de superioridade, nem tampouco de subordinação e dependência. Da mesma forma, os termos “gerado” e “criado” não podem ser tidos como sinônimos. Nosso comentarista cita Loraine Boettner (1901-1990), que diz que essas palavras trazem em si as “noções semíticas e orientais de semelhança e igualdade de natureza e igualdade do ser. Obviamente, a sensibilidade semítica é que sublinha a fraseologia das Escrituras, e, quando elas chamam Cristo de “Filho de Deus”, confirmam a sua divindade verdadeira e apropriada. Isso indica uma relação peculiar que não pode ser afirmada a respeito de criatura alguma, nem tampouco compartilhada. Da mesma forma que qualquer filho humano assemelha-se ao pai em sua natureza essencial, isto é, possui humanidade, assim também Cristo, o Filho de Deus, era como o Pai em sua natureza essencial, isto é, possuía Divindade”.
Hebreus 1.5 – Salmo 2.7. Esse Salmo é claramente messiânico, diz Matthew Henry, dizendo mais: “não se refere a geração eterna do Filho, mas, a sua nomeação como Filho-Messias para o cumprimento de sua missão de salvação”.
Devemos atentar para Hebreus 1. 5a “Porque a qual dos anjos disse Deus jamais:...” e 1.13a “E a qual dos anjos disse Deus jamais...”.


DECLARAÇÃO DE FÉ DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS. CREMOS

O 3º ponto da Declaração de fé das Assembleias de Deus no Brasil assim diz: No Senhor Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, plenamente Deus, plenamente Homem, na concepção e no seu nascimento virginal, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e em sua ascensão vitoriosa aos céus como Salvador do mundo (Jo 3.16-18; Rm 1.3,4; Is 7.14; Mt 1.23; Hb 10.12; Rm 8.34 e At 1.9).
No capítulo IV, que tem como Titulo: Sobre a identidade do Senhor Jesus Cristo, o ponto 03, tem o Titulo: A deidade absoluta de Jesus. A Bíblia afirma com frequência que Jesus é Deus (Jo 1.1; Cl 2.9).
As Escrituras Sagradas revelam os atributos divinos na pessoa de Jesus.
a.      Ele é Eterno (Is 9.6);
b.      Onipotente (Ap 1.8);
c.       Onipresente (Mt 18.20);
d.      Onisciente (Jo 16.30).

As suas obras também revelam sua divindade:
a.      Ele é absoluto soberano (Ef 1.21);
b.      Ele é criador de todas as coisas (Jo 1.3);
c.       Ele é a fonte da vida (Jo 1.4);
d.      Autor do novo nascimento (1Jo 2.29);
e.      Habita nos fieis (Ef 3.17; Jo 14.23);
f.        Dá vida eterna (Jo 10.28);
g.      Inspirou também os profetas e apóstolos (1Pe 1.11);
h.      Perdoa pecados (Mt 9.2);
i.        É adorado pelos humanos (Mt 9.18);
j.        Pelos anjos (Hb 1.6);
k.      Na terra e nos céus (Ap 5.11-14);
l.        Possui títulos divinos, como “Eu Sou” (Jo 8.58);
m.    O Alfa e o ômega, o Princípio e o Fim (Ap 21.6);
n.      E Senhor dos senhores (Ap 19.6).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus Cristo é superior aos anjos em relação à natureza, essência, majestade e deidade.
 

CONCLUSÃO


Nesses últimos dias, onde os joelhos de muitos cristãos parecem vacilantes, faz-se necessário atentarmos diligentemente para o conselho encontrado em Hebreus: “Se ouvires hoje a sua voz, não endureçais o vosso coração” (3.7).