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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

OS DONS DO ESPÍRITO SANTO, SUA ATUALIDADE E IMPORTÂNCIA PARA A IGREJA DE HOJE.


Sabendo da importância e a sede pelo conhecimento da pneumatologia (estudo sobre Espírito Santo), quero ser didático, para que possamos lembrar, acentuar, e porque não dizer, até aprender algo da parte de Deus, pois Ele sempre tem alguma coisa nova a nos ensinar, principalmente no que tange as suas profundezas espirituais.
O pastor Elinaldo Renovato, divide os dons na seguinte classificação: Dons de Serviço, Dons Espirituais e Dons ministeriais. Ele faz referencia as cartas de Paulo aos Romanos 12. 3-8; 1ª aos Coríntios 12. 4-11 e aos Efésios 4. 11. Porém, o objeto de nosso estudo será os Dons Espirituais. E para tanto, tomarei como base 1 Coríntios 12. 4-11.

DEFININDO O QUE É DOM ESPIRITUAL

Tanto em Romanos 12.6: “De modo que tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada...”, quanto em 1Coríntios 12. 4: “Ora, há diversidade de Dons, mas o Espírito é o mesmo” , a palavra grega que aparece é  “charisma, que tem alguns significados, bem como palavras cognatas, dignas de serem observadas: Charidzomai = conceder como um favor, i.e. gratuitamente, por gentileza, perdão ou resgate; charis = generosidade, através de modos ou atos (abstratos ou concretos, em sentido literal, figurado ou espiritual, particularmente a influencia divina sobre o coração e o seu reflexo na vida). Dom, presente, graça...
Portanto charisma ou charismata, em nosso estudo, tem na sua centralidade o seguinte significado: “Dons e habilidades distribuídos aos cristãos e particularmente aos ensinadores cristãos pelo Espírito Santo”.
A Bíblia de Estudo Pentecostal define da seguinte maneira os “dons” espirituais: “São manifestações sobrenaturais concedidas da parte do Espírito Santo, e que operam através dos crentes, para o seu bem comum”. O Doutor Myer Pearlman conceitua assim: “São capacidades sobrenaturais concedidas pelo Espírito Santo, para ministérios especiais”. O pastor Eurico Bergstén nos ensina dizendo: “Não se trata aqui de mera capacidade ou dotes naturais de alguém, os quais foram melhorados ou aperfeiçoados pela operação do Espírito Santo; não se trata de merecimento humano, mas da manifestação de um milagre; é uma coisa dada”. Querendo ele dizer, que os dons são inteiramente Espirituais, portanto divinos e não humanos.
Stanley M. Horton fala dos Dons segundo a vontade de Deus, como parte do testemunho sobrenatural que Deus deu sobre a mensagem da Salvação pregada aos primeiros cristãos (He 2.3,4). Disse ainda que os crentes tornam participantes do Espírito Santo, experiência esta que forma um paralelo com o provar (participar de) as virtudes (poderes sobrenaturais) do século futuro (He 6. 4,5).

CLASSIFICAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS

Ao lermos as obras dos autores pentecostais, nos deparamos com várias classificações dos dons Espirituais. Vou me deter naquela mais usual e que considero mais prática, até porque, sabermos como se classifica ou não os dons espirituais nada muda quanto a sua recepção. Mas, para fins didáticos classificaremos com a visão de Myer Pearlman.
1.     Dons para poder saber sobrenaturalmente: Palavra de Sabedoria, Palavra de Ciência, e de discernimento.
2.     Dons para poder agir sobrenaturalmente: Fé, Maravilhas, Curas.
3.     Dons para poder falar sobrenaturalmente: Profecia, Variedade de Línguas, e interpretação de línguas.

Dada essa classificação, passaremos por cada um dos dons, dando uma visão ortodoxa pentecostal sobre cada um deles. O pastor Eurico Bergstén nos diz que “os nove dons manifestam a sabedoria e o poder de Deus”. Jesus manifestou tanto o poder de Deus (1Co 1.24), quanto a sabedoria de Deus (1Co 1.24,30).

DONS PARA PODER SABER SOBRENATURALMENTE

1.     Palavra de Sabedoria. Ao falarmos em sabedoria, é importante salientarmos que há pelo menos três tipos de sabedoria.
a.     Sabedoria satânica: Existem pessoas dotadas de sabedoria diabólica, que fazem tudo para alcançar seus propósitos. A sabedoria satânica se caracteriza pela inveja, sentimentos facciosos, etc. (Pv 24.8; Tg 3. 14-16; Ez 28. 17).
b.     Sabedoria humana: A sabedoria humana concerne preponderantemente à vida terrena e presente. Tal sabedoria pode levar o homem ao sucesso em diferentes áreas. Todavia, o homem pode possuir grande sabedoria natural e, contudo, não conhecer a Deus (1Co 2.4-8).
c.      Sabedoria de Deus: É a sabedoria que atua no homem espiritual. E aqui nesse momento não estou falando do dom da palavra de sabedoria, mas, a sabedoria de Deus que é essencial a todos (Tg 1.5). Todos os servos de Deus são encorajados a buscar esta sabedoria, que é uma necessidade na vida diária. A sabedoria divina é tremendamente necessária à igreja para o uso correto dos dons espirituais.
O dom da palavra da sabedoria, (1Co 12.8), proporciona, pela operação do Espirito Santo, uma exposição compreensiva das profundidades da sabedoria de Deus (Rm 11.33; Ef 3.3,4; 1. 16-18). Portanto:
a.     É uma força na evangelização, porque transmite o conhecimento da salvação aos ouvintes (Lc 1.77; 1Tm 2.4) com palavras que o Espírito Santo ensina (1Co 2.13).
b.     O dom de sabedoria é uma força na defesa do evangelho (Fl 1.16). Jesus usou este dom (Mt 22.21,22); Estevam também (At 6.10); Paulo disse que falava com a sabedoria do Espírito Santo (1Co 2.4).
c.      O dom de sabedoria também é uma força na resolução de problemas (At 6.1-7; At 15. 13-22).

2.     Dom da palavra da ciência. Enquanto o dom da palavra da sabedoria nos faz aptos para expor o oculto e o escondido de Deus, o dom da palavra da ciência nos capacita a penetrar e a conhecer o profundo e o escondido, isto é, mergulhamos na ciência de Deus (Dn 2.22). Esse dom ajuda ao obreiro a comunicar “algum dom espiritual” (Rm 1.11; 15.29), revelando os mistérios de Deus. Alguns mistérios mencionados no Novo Testamento:
a.     O mistério de Deus – Cristo (Cl 2.2,3);
b.     O mistério da piedade (1Tm 3.16);
c.      O mistério Cristo em vós (Cl 1.26,27);
d.     O mistério da Igreja (Ef 5.32);
e.     O mistério do Evangelho (Ef 6.19);
f.       O mistério da sua vontade (Ef 1.9);
g.     O mistério do arrebatamento (1Co 15.51).
O obreiro do Senhor, precisa buscar com muito desejo e perseverança esse dom, pois lhe é necessário para entrar na dispensa de Deus e alimentar o seu povo (1Co 4. 1).

3.     O dom de discernir os espíritos. Pode haver uma inspiração falsa, a obra de espíritos enganadores ou do espírito humano. O Espírito Santo, através do dom de discernir os espíritos, capacita o possuidor, para determinar se o profeta está falando ou não pelo Espírito de Deus. Myer Pearlman disse que a operação desse dom de discernimento pode ser examinada por duas outras provas: a doutrinária (1Jo 4.6) e a prática (Mt 7. 15-23). Veja a operação desse dom no Novo Testamento:
a.     Em Cristo (Jo 1.47-50);
b.     Em Pedro (At 5.3; 8.23);
c.      Em Paulo (At 16. 16-18).
Paulo aconselhou aos Tessalonicenses a examinar tudo e reter o bem (1Ts 5. 21). Disse aos coríntios que os mensageiros de satanás se transfiguram em ministros de Cristo (1Co 11.13-15). Não se trata aqui do espírito crítico que vive procurando falta nos outros, mas sim, um dom que capacita a alguém a discernir o caráter espiritual duma pessoa.

DONS PARA PODER AGIR SOBRENATURALMENTE

1.     O dom da fé. É bom distinguirmos o dom da fé da fé salvífica, ou fé salvadora de Efésios 2.8. O dom da fé é descrito como uma fé miraculosa. Uma fé que vem em determinados servos de Deus em tempos de crise. O pastor Eurico Bergstén diz o seguinte: “Consiste num impulso a fé implantada pela oração do Espírito Santo para executar aquilo que Deus determinou que fizéssemos”. Disse mais: “Esse dom em ação gera uma atmosfera de fé, que dá convicção de que agora tudo é possível” (Jo 11. 40-42; Mc 9.23). Jesus se referiu a este dom quando disse: “Aquele que crê em mim fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas” (Jo 14.12).
2.     O dom de operação de maravilhas. A palavra grega que aparece em 1ª Coríntios 12.10 para “maravilhas” é dynamis. Tem o significado de força, poder miraculoso, milagre. Quem recebe esse dom, tem abundancia do Espírito Santo para operar atos poderosos (At 2.22; 13. 4-12).
3.     Os dons de curar. Os estudiosos pentecostais entendem que o plural “dons” refere-se à capacidade de curar as pessoas de diversas enfermidades. Esse é um dom especial, que os evangelistas devem buscar, pois, através dos dons de curar enfermos, pode-se atrair o pecador aos pés de Jesus (At 8.6-8; 28. 8-10). Não se deve entender que quem recebe esse dom, possa curar todos os enfermos, nem curar quando e como a pessoa quiser, pois se trata sempre de uma transmissão de poder do Espírito Santo. Portanto se faz necessário uma ligação constante do portador do dom com o Espírito Santo. Esse dom é dado a igreja e constitui uma confirmação de Deus à pregação de sua Palavra (Mc 16.20; At 5.11,12).

DONS PARA PODER FALAR SOBRENATURALMENTE

1.     O dom de profecia. A profecia distingue-se da pregação, no sentido de que a pregação é geralmente produto do estudo da revelação já existente, a profecia é o resultado da inspiração espiritual espontânea. Não se tenciona suplantar a pregação ou o ensino, senão completa-los com o toque da inspiração.
O dom de profecia tem um tríplice propósito: edificação, exortação e consolação (1Co 14. 3). Por não estar no mesmo nível das escrituras, a profecia deve passar pelo crivo da Igreja, mediante a Palavra de Deus (1Co 14.29).
Os Tessalonicenses estavam tão incrédulos com profecias, quem sabe por ouvir tantas falsas, que queriam extinguir o Espírito Santo do culto. Paulo então, os aconselha dizendo: “Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal” (1Ts 5. 19-22).
No antigo testamento já havia os falsos profetas (Jr 23.9-32). Mas também havia os profetas verdadeiros do Senhor (1Rs 1. 2-8, 15-17; 1Rs 14. 1-6,12,17).
Não podemos deixar de crer no dom de profecia, porque há os falsos profetas tagarelando por ai. Vamos continuar buscando, pois Paulo nos ensina exortando: “Segui o amor e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1Co 14.1).
A profecia não deve ser fonte de consulta ou meio de obter direção, seja na vida espiritual ou material. Jesus disse que quem nos guiaria em todas as coisas seria o Espírito Santo (Jo 16.13). É o Senhor que dirige e orienta a todos os que o buscam.
Quando o dom de profecia é usado conforme a orientação da Palavra, a igreja passa a gozar de muitas bênçãos. Ela é edificada (1Co 14.3); é preparada para a batalha (1Co 14.8); Transmite temor (1Co 14.24); Evita a corrupção (Pv 29.18).

2.     O dom de variedade de línguas e o dom de interpretação de línguas. O dom de variedade de línguas não se trata da promessa do Pai, que Jesus falou em Atos 1. 4,5. Jesus estava falando ali do batismo com Espírito Santo, na evidencia de falar em outras línguas (Mc 16.17).
O dom de variedades de línguas é o poder de falar sobrenaturalmente em várias línguas, seja de homens ou de anjos (1Co 13.1), sem que se tenha aprendido, mas conforme o Espírito Santo concede que se fale (At 2.4).
Esse dom deve ser usado em conjunto com o dom de interpretação de línguas (1Co 14.28). O dom de interpretação de línguas, tem a finalidade de tornar as palavras, ou as expressões em êxtase, que são pronunciadas em uma língua desconhecida dos presentes, repetindo-se claramente na língua comum a todos os congregados, em forma profética (1Co 14. 27).




A ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS

Dizer que os dons espirituais perderam o seu valor, ou melhor, que foi apenas para os dias apostólicos, seria dizer que Marcos 16.15-20, perdeu o seu valor. O mesmo Senhor Jesus Cristo que disse: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura”, também disse: “E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas”. Na verdade não foram os dons que se acabaram, mas sim a fé de muitos (Lc 18. 8).
Quero transcrever na íntegra, o que está inserido no livro: Conhecendo as doutrinas da Bíblia de Myer Pearlman, sobre a atualidade dos dons espirituais. “Infere-se pelo capítulo 14 de 1ª Coríntios, que existe poder para ser governado. Portanto, o capítulo seria sem nenhum significado para uma igreja que não experimenta as manifestações do Espírito. É muito certo que os coríntios haviam descarrilado quanto aos dons espirituais. Entretanto, ao menos tinham os trilhos e uma estrada! Se Paulo tivesse agido como alguns críticos modernos, teria removido até a estrada e os trilhos! Em lugar disso, ele sabiamente os colocou de novo sobre os trilhos para prosseguirem viagem!”.
Outra coisa que aprendemos nesse mesmo livro é fazer a diferença entre manifestação e reação. A energia elétrica se manifesta de diferentes formas: girando motores, acendendo lâmpadas, aquecendo fornos, etc. Nota-se que cada um tem uma reação ao receber a descarga elétrica. Uma pessoa, por exemplo: se receber uma descarga elétrica, solta instantaneamente um grito. O grito não é a manifestação da energia, mas a reação da pessoa. Há algumas reações à manifestação do Espírito que para muitos parecem extravagantes. Mas nem por isso vamos dizer que não é a manifestação do Espírito Santo.
Qual o valor prático disso? Ajuda-nos a não atribuir ao Espírito Santo todas as reações que vemos nos cultos. Muitos, criticando diz que alguns irmãos, que fazem movimentos um pouco mais ruidosos, não estão recebendo do Espírito Santo. Disse Pearlman: “Tais críticos poderiam ser comparados ao individuo que, ao ver os movimentos grotescos de quem estivesse tomando forte choque elétrico, exclamasse: a eletricidade não se manifesta assim!”.

Estamos vivendo ainda nos dias do ministério do Espírito Santo. Desde que Jesus subiu aos céus, enviou o Espírito Santo como Ele mesmo havia dito (Jo 14.16,26; 16.8, 13; At 2. 1-4, 33).
O Espírito Santo, não é um influencia de Deus, nem tão pouco a força ativa de Deus, como alguns hereges ensinam; mas sim, a terceira pessoa da trindade (Mt 28. 19; 2Co 13.13). Interessante que o sol, criação de Deus, não mudou nem perdeu o seu calor; o vento da mesma forma não perdeu o seu poder; o mar igualmente continua forte e valente. Teria o Espírito Santo mudado? Não, Ele não mudou e nem mudará, pois ele é eterno (He 9.14). Somente vão cessar os dons espirituais quando aquele que é perfeito vier para arrebatar a sua igreja (1Co 13. 8-12; 1Jo 3.2). Você estará com frio até que se acenda o fogo. Pode a sua igreja estar fria, até que se acenda o fogo do Espírito Santo.

Os DONS DO ESPÍRITO SANTO CONTINUAM ATUAIS NA IGREJA
Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2. 39).

Na historia da Igreja, sempre houve alguém buscando o poder do Espírito Santo. Quem sabe, lendo o que Paulo disse aos Tessalonicenses “Não apagueis o Espírito”. Alguns teólogos, vendo sua ineficiência em trazer de volta o avivamento para a Igreja, justificavam (como o próprio Agostinho), que isso foi para o princípio da Igreja. Essa ideia errônea perdurou por alguns séculos, mas, assim como em Gênesis 1.2, onde o Espírito se movia sobre a face do abismo, o Espírito Santo não deixou de se mover nas vidas de cristãos piedosos em toda historia.
1.     No século 18, John Wesley, confessa em uma carta ao seu irmão Samuel que havia recebido o Espírito Santo. Passou a pregar sobre a perfeição cristã, e como segunda experiência o batismo com Espírito Santo. Disse na carta: “O selo do Espírito, o amor de Deus, espalhado em meu coração, e alegria no Espírito Santo, alegria que homem nenhum pode tirar”, “Alegria inexplicável e cheia de gloria”. Disse ao irmão Samuel que não poderia duvidar “que os crentes que esperam e oram por isto, encontram essas Escrituras cumpridas, em si mesmos”.
2.     Os avivalista dos séculos 17 e 18 deixaram significativas marcas na historia pela abertura que deram às manifestações mais efusivas do Espírito Santo, abrindo caminho para o grande avivamento do século 20.
3.     Charles Finney faz parte da galeria desses avivalista. Nascido em 29 de agosto de 1792, em Warren, no EUA. No dia 10 de outubro de 1821, ele teve a experiência do batismo com Espírito Santo, que ele descreve como um grande e profundo sentimento de amor, e como se uma corrente elétrica perpassasse pelo seu corpo; ele exclamava em alta voz, chorava de amor e alegria. Ele nunca soube explicar por quanto tempo permaneceu naquele estado. Mais de duzentas mil pessoas se renderam a Cristo pelo ministério pentecostal de Finney.
4.     Dwight L. Moody, também faz parte desses avivalista. Segundo a história Moody foi batizado com Espírito Santo no ano de 1871 em uma movimentada reunião de oração.
5.     O avivamento da Rua Azusa.  Foi no ano de 1906, que Los Angeles foi sacudido pelo poder de Deus, em um velho galpão na Rua Azusa, onde um pregador negro, filho de escravos católicos, convertido ao evangelho de Cristo por nome William Joseph Seymour, pregou sobre o batismo com o Espírito Santo, e dali saíram brasas para serem espalhadas por todo o mundo, inclusive para o Brasil.
Enquanto continuavam os cultos pentecostais no velho casarão de madeira na Rua Azusa, o incêndio foi se alastrando por muitas outras cidades e países, como: Toronto no Canadá, País de Gales, Chicago, Washington, Memphis, Cleveland; nas ilhas Bahamas; Porto Rico, Havaí, New York, etc. Em Los Angeles em pouco tempo havia muitas igrejas pentecostais.

QUAL A IMPORTÂNCIA DOS DONS ESPIRITUAIS PARA A IGREJA HOJE

Poderia ser prolixo nos meus comentários, quanto a importância dos dons espirituais para a igreja em nossos dias. Mas dado a clareza e a necessidade dos mesmos para nós hoje, serei sintético.
Teólogos antipentecostais vociferam dizendo que a manifestação dos dons espiritais, ficou restrita a era apostólica da igreja. Que agora não precisamos mais desses dons, e que já não há mais essas manifestações. Lamentamos muito! Seria como dizer que não precisamos mais do sol, pois o mesmo foi apenas para a criação e que agora podemos viver sem ele. O Espírito Santo é a vida da igreja, e os dons do Espírito Santo, são ferramentas indispensáveis para o serviço da igreja.
Se Jesus tivesse concedido os dons espirituais apenas para a igreja primitiva, e não concedesse para os crentes nos dias atuais, seria como se um maestro, entregasse os instrumentos aos primeiros alunos e músicos de uma orquestra, e eles tocassem muito bem. Então logo que aquela primeira turma saíssem de cena, ele ajuntasse um novo grupo e dissesse a eles: Vocês agora toquem, mas não precisam de instrumentos. Já sabem como tocar e, portanto, toquem sem instrumentos. Lógico que isso seria uma loucura. Logicamente que Deus não fez isso. A igreja continua sendo aparelhada pelo Espírito Santo para a realização da obra do Senhor na terra. Os dons espirituais sãos as ferramentas que a igreja usa para realizar a obra do Maestro Jesus Cristo.
Disse John Stott: “Antes de Jesus enviar a sua igreja ao mundo, Ele enviou o Espírito Santo a igreja”. Leonard Rivanhil exclama: “ou a igreja passa por um avivamento, ou por um sepultamento”. Temos certeza que, além do pecado, que insiste em entrar nos meios cristãos, ainda há, aqueles, que dizendo ser cristãos, tentam minar as forças de combate que à igreja dispõe para a peleja contra as hostes de satanás.

Qual a importância dos dons espirituais na igreja? Ensina-nos o pastor Eurico Bergstén.

1.     A igreja é o lugar de edificação é crescimento espiritual dos crentes.
a.     Todos os dons contribuem para a edificação da igreja (1Co 14.3-5,12,26).
b.     Para o crescimento dos crentes em particular e coletivamente (Ef 4.12).
c.      Os dons manifestam a presença de Deus na igreja (1Co 14.25).

2.     A igreja é o lugar onde os ministérios espirituais têm a sua ação. (1Co 12.28; Ef 4.11. A parte transcendental ou sobrenatural dos acontecimentos na igreja, acontecem através dos dons espirituais (1Co 3.5,6; Ef 1.17-19; Rm 15.18,19; Col 1.29).
3.     A igreja é o lugar onde cada crente, como membro desse corpo tem a sua função. Essa função somente será exercida na ação do Espírito Santo, que distribui os dons a cada um como quer, para o que for útil (1Co 12. 7,11). Portanto, em todo tempo a igreja precisará desses dons (1Co 12.28; 1Pe 4.10).
4.     A igreja é a agencia evangelizadora no mundo. (Mc 16. 15-20).
a.     Jesus mandou os discípulos permanecerem em Jerusalém, para serem revestidos do poder, pois só assim poderiam sair pregar a Palavra de Deus (Lc 24.49; At 1.8).
b.     Os dons espirituais na igreja confirmam a pregação do Evangelho (At 4.29-31; 5. 12-14; 8.6,7; 9.32-42; 14.1-3).
c.      Pelos dons é manifestada uma sabedoria sobrenatural que convence o pecador (1Co 2.1-5), e faz que comecem a entender o sentido da palavra de Deus (At 16.14).
d.     Os dons revelam os segredos dos corações dos ouvintes (1Co 14.25).
e.     Os dons espirituais coloca a pregação da fé superior as forças malignas que dominam o povo (At 8. 9-13; 19.13-17).
f.       Os dons espirituais traz temor à igreja (At 2. 43).

Amados companheiros, não vamos deixar que apenas as meras filosofias estejam em nossos púlpitos, mas sobre tudo o poder de Deus, a virtude de Deus (eksousia e dunamis), através dos dons do Espírito Santo se manifeste em nosso meio, porque assim se cumprirá em nós o que disse Jesus: “...e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

Vosso em Cristo

Pr Daniel Nunes da Silva

1 comentários:

Priscila Fernandes disse...

Muito interessante!
salvei esse estudo para futuras consultas.

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