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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

DÍZIMO E OFERTAS

LIÇÃO 09 – 26 DE FEVEREIRO

Texto Áureo: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; pois Deus ama ao que dá com alegria”(2Co 9.7).

Leitura Bíblica em classe: Malaquias 3.10,11; 2Co 9. 6-8

Dízimo e oferta sempre foram objetos de escárnio por parte de incrédulos, e, até crentes não comprometidos com o reino de Deus, vêem essa prática abençoadora da obra de Deus com maus olhos.

Por outro lado, muitos dizimistas, vêem no dízimo apenas como se fosse uma maneira de barganhar com Deus, quer dizer, ainda estão na prática do: Toma - lá e me da cá. Isso é pernicioso, pois, dízimos, entregamos ao Senhor, como gratidão por aquilo que Ele já tem nos abençoado.



O DÍZIMO NO ANTIGO TESTAMENTO

1.     O dízimo foi antes da lei. Os menos avisados, dizem que o dízimo foi apenas para o povo judeu, pois foi criado no tempo da lei, porém, isso não é verdade. Basta uma olhadela no capítulo 14 de Gênesis e versículo 20; como também 28.22, que nos certificaremos que nosso pai Abraão e seu neto Jacó, tiveram essa prática muitos anos antes que fosse instituída a lei.

2.     Na lei, o dízimo foi apenas normatizado ou regulamentado, vindo assim de um principio já estabelecido e praticado no período patriarcal.

3.     Com o estabelecimento da Lei mosaica, o dízimo passou a ser obrigatório para o povo hebreu, e deveria ser entregue exclusivamente ao sacerdote, que com esses recursos, manteria em ordem a casa de Deus, bem como sustentaria a classe levítica (Nm 18.20-32).

4.     Os levitas recebiam o dízimo como pagamento pela obra ministerial que prestavam a Deus e ao povo de Israel. “E o comereis em todo lugar, vós e a vossa casa, porque vosso galardão é pelo vosso ministério na tenda da congregação”.

O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO



1.     Equivocam-se os que pensam e ensinam que o dízimo restringe-se ao Antigo Testamento, pois mudou apenas o sistema litúrgico, mas a função do culto continua a mesma, quer dizer, adorar o Senhor em espírito e em verdade. Notemos que o principio de adoração permanece vigente (1Pe 2.9; Ap 1.6; Jo 4. 23,24).

2.     Se na antiga aliança se entregava o dízimo a sacerdotes leviticos, na Nova Aliança é aquele que é segundo a ordem de Melquisedeque, nosso Senhor Jesus Cristo (Hb 7. 1-10; Sal 110.4).

3.     Da mesma forma que os sacerdotes recebiam os dízimos para manutenção da casa de Deus e sustento seus e de suas famílias, também Paulo disse ensina que é natural que aquele que semeia deve comer do fruto, e, aquele que apascenta deve comer do leite (1Co 9. 7-11). É mister, que a igreja do Senhor, entenda que os obreiros para cuidar bem do rebanho precisam de sustentação financeira para si e suas famílias.

4.     Quando o apóstolo Paulo usa a escritura do AT para ensinar a doutrina do dízimo, ele autentica a doutrina como neo-testamentária (1Co 9.9).

A ASSEMBLEIA DE DEUS ENSINA A OBSERVANCIA DO DÍZIMO

1.     A Igreja Assembleia de Deus, não obriga, nem teria como obrigar a ninguém a entregar o seu dízimo. Porém, a doutrina é ensinada na igreja, como reconhecimento da bondade divina sobre a vida do cristão. Pois, tudo o que somos e o que temos, provem de Deus (Ag 2.8; Cl 1.17). Não entregamos o dízimo para ser abençoado, não estamos fazendo do dízimo uma moeda de troca com Deus, mas sim, agradecidos a Ele por todas as provisões, desde o ar que respiramos, até a roupa, o calçado, o alimento, etc. (Mt 6.26).

2.     Deve-se salientar ainda, que muitas igrejas têm a prática equivocada e antibíblica de extrair dinheiro dos fiéis, através de vendas de relíquias, água do Jordão, sal, rosa ungida, chave, cajado e um sem número de invencionices, que pessoas que desconhecem a Palavra, se tornam presas fáceis desse tipo de aventureiro.

3.     Cremos então, que o melhor é continuar ensinando o que a Bíblia diz: “Trazei todos os dízimos a casa do tesouro”. Essa é a única forma de mantermos a obra do Senhor na terra com o aval do Senhor Deus.

DÍZIMOS E OFERTAS COMO FONTES DE BENÇÃOS

1.     Toda a Bíblia demonstra que Deus é recompensador dos seus fiéis. Mesmo que nunca devemos pensar em entregar o dízimo para receber nada em troca, pois, somente o fato de estarmos dizimando, significa que Deus já está nos dando, porém, Deus na sua infinita misericórdia e bondade, continuará a derramar de suas copiosas bênçãos sobre seu povo (2Co 9.6-10; Ml 3. 10,11). Deus é tão bom, que, além de nos dar para dizimar, ainda diz: Aquele que trazer o dízimo, eu vou mandar muito mais abundancia sobre sua vida, Aleluia!

2.     Se na antiga aliança Deus prometeu derramar bênção sem medida (Ml 3.11), nesse tempo da graça, Ele nos fala, através do Apóstolo Paulo que teremos toda a suficiência (2Co 9.8). Podemos então ver que, nesse tempo da Nova Aliança, as provisões de Deus, são muito mais abrangentes, pois, bênçãos materiais e espirituais estão inseridas nessa palavra “toda suficiência”.

Conclusão: Concluímos que a prática do dízimo sempre houve em todo tempo que o povo de Deus existiu, pois desde o princípio já vemos Abel e Caim levando ofertas ao Senhor. hoje não é diferente, devemos levar os dízimos, não para sermos prósperos, mas porque Deus já nos tem prosperado em tudo. Que O Senhor Nos abençoe sempre.


Pr Daniel Nunes – Presidente da AD em Campina Grande-PB

2 comentários:

Alexandre disse...

Pastor Daniel.

A paz do Senhor!!!

O dízimo “completo”, o primeiro dízimo, não ia para os sacerdotes, de modo algum. Em vez disso, conforme Números 18:21-24 e Neemias 10:37, ele ia para os servos dos sacerdotes, os levitas. Em seguida, conforme Números 18:25-28 e Neemias 10:38, os levitas davam o “melhor décimo” desses dízimos (1%) recebidos aos sacerdotes que ministravam os sacrifícios pelos pecados e serviam dentro dos locais sagrados. Os sacerdotes não dizimavam pessoalmente, de modo algum.

O Senhor como teólogo deve saber que nenhum dízimo era exigido dos pobres. Nem também provinha o mesmo das mãos do artesão ou do seu ofício. Somente os fazendeiros e pecuaristas possuíam o que era definido como ganho ao dízimo. Jesus era carpinteiro; Paulo era artesão de tendas e Pedro era pescador. Nenhuma dessas ocupações os qualificava como pagadores do dízimo, visto como não cultivavam a terra nem possuíam rebanhos para o seu sustento.

Também é errado ensinar que era exigido dos pobres de Israel que estes pagassem o dízimo. Na verdade, eles até recebiam dízimos. Boa parte do dízimo dos festivais era entregue aos pobres. De fato, muitas leis protegiam os pobres do abuso dos sacrifícios dispendiosos, para os quais eles não podiam ofertar.

Se Malaquias 3.10 continua vigorando, onde as santas escrituras nos autorizou a alterar a prática do dízimo conforme prescrita pela lei de Moisés?

Oswaldo Modesto disse...

Os dízimos dos Patriarcas (Abraão e Jacó)

Foi citado que no capítulo 14 de Gênesis, versículo 20 e também 28.22, o nosso pai Abraão e seu neto Jacó, praticaram a entrega dos dízimo muitos anos antes que fosse instituída a lei. Será verdade?
É verdade. Sabe-se que a prática de contribuir com os dízimos a templos religiosos pagãos era prática que remontava aos dias de Abraão. Há relatos históricos e subsídios arqueológicos do ato na Mesopotâmia, Assíria, Egito, China e Fenícia.
Abraão conhecia a prática, mas pergunta-se: Há algum indício no texto de que a prática era frequente? Não. Só há naquela ocasião específica, na sua vitória sobre aqueles reis mais poderosos. Abraão exortou alguém a entregar os dízimos, ou mesmo a bíblia ordena isto, naquele contexto? Acho muito difícil. Se o dízimo daquela época era em produtos, por que o atual é em dinhero, já que sabe-se da existencia de moedas daquela época?
Assim como o dízimo, a poligamia e a escravidão eram práticas de Abraão, e porque não as fazemos hoje, já que Abraão tinha escravos e várias mulheres e concubinas?
Jacó fez um voto para entregar os dízimo, no período em que ainda não conhecia a Deus totalmente. Será que era pura barganha ou sentimento sincero religioso? Não sabemos. O texto menciona que este hábito foi frequente na sua vida? Ele animou alguém a entregar os dízimos?
Percebe-se que estes textos estão fora do contexto e são obscuros para exortação para prática do dízimo na Nova Aliança. (Continua...)

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