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sábado, 1 de abril de 2017

A FORMAÇÃO DO CARÁTER CRISTÃO


Texto Áureo
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim” Gl 2.20).
Verdade Pratica
O homem nascido de novo tem o seu caráter transformado pelo Espírito Santo.
Leitura Bíblica em Classe
Ef 4. 17-24
Objetivo Geral
Mostrar como se dá a formação do caráter cristão
Objetivos específicos
1.     Reconhecer o caráter na realidade do homem;
2.     Mostrar como se deu a deformação do caráter humano;
3.     Explicar a redenção do caráter humano.

Introdução: Vamos neste trimestre estar estudando sobre o caráter do homem. O Título geral do trimestre é bem sugestivo: O caráter do Cristão moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro.
Vemos então que em linhas gerais, a revista vai tratar de caráteres deformados, que podem perfeitamente serem moldados, isto é, refeitos, reconstruídos, passando pelo molde da Palavra de Deus, e depois serão provados pelo fogo das provações assim como o ouro.

I.       O CARÁTER NA REALIDADE DO HOMEM. Vamos começar fazendo a diferença entre o que é caráter e o que é personalidade.
1.     Personalidade: Nossa lição resume dizendo: A personalidade pode ser definida como sendo a qualidade do que é pessoal. É a maneira de ser, ou seja, aquilo que nos distingue de outra pessoa. Segundo o pastor Elinaldo Renovato, a personalidade é formada durante o desenvolvimento psicoafetivo do individuo. Para que essa personalidade seja formada, inclui elementos genéticos (temperamento), como também o meio ambiente, onde o sujeito esta sendo formado.
A maioria dos psicólogos concorda que a personalidade se consolida e desenvolve aos seis anos de idade.
A palavra Personalidade vem da palavra latina persona, usada originalmente para designar as máscaras usadas pelos atores no antigo teatro grego, com o tempo ela passou a ser descrita como a máscara que usamos para o mundo ver.
Pode-se dizer que há personalidade para todos os gostos: Extrovertidos ou introvertidos, sociáveis ou tímidos, agressivos ou passivos, simpáticos ou chatos, desafiadores ou negociadores, etc. Fora a imagem social superficial, que todos temos e nos apresentamos, como: charme, jovialidade e carisma. Mas o que vemos, pode não ser verdade! Sócrates, grande filósofo grego que nasceu no ano 470 a. C. disse: “O caminho mais grandioso para viver com honra neste mundo é ser a pessoa que fingimos ser”.
Como vemos, a personalidade é formada, fazendo do sujeito único e singular no mundo, através de componentes genéticos, educacionais, familiares, sociais e psicossociais, que vão determinar seu papel na sociedade.
Eis o grande valor da EBD, do culto doméstico e do culto de Doutrina para a criança (Pv 22.6).
2.     Caráter. A palavra caráter é originada do verbo grego que significa “gravar”. A firmeza moral de uma pessoa, depende do que está gravado em seu interior.
Caráter é o que somos por baixo de nossa personalidade (Máscara).
Ao contrário da personalidade, que se forma na infância, o caráter continua a crescer e a se desenvolver ao longo da vida.
Na prática, sua importância é bem maior, já que uma pessoa não é responsável pela sua personalidade, mas por seu comportamento.
Na verdade o caráter é bem diferente da personalidade. Pois o caráter trata de nossa maturidade moral, que é a disposição para fazer a coisa certa. Mesmo quando preço para fazê-la é superior ao que estamos dispostos a pagar (Pv 23.23).
É fácil amarmos as pessoas que gostamos, mas, o caráter cristão formado em nós, nos ordena que amemos até os que nos aborrecem (Pv 25.21,22; Rm 12.20.13.8).
O desenvolvimento da firmeza moral significa ganhar essa batalha até que a vitória se torne um hábito.
Portanto, podemos dizer que caráter é nossa força moral e ética.
O nosso caráter pode ser influenciado tanto pela hereditariedade quanto pelo ambiente em que vivemos. Influenciado não determinado.
A excelente boa nova, é que qualquer individuo pensante, pode optar por ser diferente a partir de hoje.
Aristóteles disse: “Nós nos tornamos o que fazemos repetidamente”, ou seja: Nós nos tornamos justos, ao praticarmos atos justos, controlados aos praticarmos o autocontrole, etc. Quer dizer, quando nosso caráter é provado.
De nada adiante eu dizer que sou uma pessoa de bom caráter, mas, na hora da prova, eu provar tudo ao contrário.
Concluo sobre esse ponto, usando uma frase muito bonita de Whitney M. Young, que disse: “A verdade é que não há nada de digno em ser superior a outra pessoa. A única nobreza genuína é ser superior a seu antigo eu”.
SÍNTESE DO TÓPICO I
Deus criou o homem provido de caráter

II.    A DEFORMAÇÃO DO CARÁTER HUMANO.
1.     A queda e o caráter humano. Enquanto todas as demais coisa foram criadas através do “fiat” (faça-se) de Deus, o homem teve uma criação de modo bem diferente (Gn 1.26,27). Criado portanto, perfeito em termos espirituais, morais e físicos.
2.     Imagem e semelhança de Deus. O pastor Elinaldo nos traz as duas palavras no hebraico: “imagem” é selem, e “semelhança” d`mûth, ambas se referem a algo similar ou idêntico a coisa que representam, ou aquilo de que são a “imagem”
A interpretação de quem vem a ser a “semelhança” de Deus no homem tem muitas variantes, diz o pastor Elinaldo: Há quem entenda que essa “semelhança” é apenas moral e espiritual. Outros entendem que é mais ampla, que inclui a essência da divindade do Criador.

A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM
Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” (Gn 1.26) Vejamos também: Gn 5.1; 9.6; Ec 9. 29; At 17.26,28,29; 1Co 11.7; 2Co 3.18; 4.4; Ef 2.10; 4.24; Cl 1.15; 3.10; Tg 3.9.
Segundo Myer Pearlman, alguns elementos constituem a imagem divina no homem, quais sejam:
1.     Parentesco com Deus. A partir do momento que Deus soprou nas narinas do homem, e ele passou a existir, também passou a ser filho de Deus. Mesmo que depois tenha se degradado pelo pecado, mas , ele não perdeu a sua razão. Um homem pode degradar-se, a ponto de outro ter que dizer a ele: Seja homem. Porém, jamais vai ser chegar a um tigre e dizer: Seja Tigre. Entende?
2.     Caráter moral. O reconhecimento do bem e do mal pertence somente ao homem. Um animal aprende o certo e o errado, dependendo de seu dono.
3.     Razão. O animal é uma criatura da natureza, o homem o senhor da natureza. Ele é capaz de refletir sobre a natureza e suas causas. Consideremos todas as invenções que surgiram na mente do homem.
4.     Capacidade para ser imortal. O homem foi criado para viver eternamente.
5.     Domínio sobre a terra (Gn 2.28). O homem foi designado para ser imagem e semelhança com respeito a soberania.
3.     A deformação do caráter humano.  Como foi dito acima: Deus fez o homem perfeito (Ec 7.29). Nesse texto, a palavra “invenções” não se refere às descobertas científicas ou tecnológicas, que são frutos da inteligência humana. Refere-se, sim, às mudanças e inovações de caráter moral negativo ou pecaminoso, contrariando a vontade de Deus.
Quando o homem deu lugar ao diabo e desobedeceu a Deus e pecou, perdeu aquela semelhança moral com o Criador. Permaneceu algo muito tênue daquilo que antigamente era perfeito. A semelhança foi distorcida, prejudicada, no ser humano, enfatiza Renovato. Esses traços são senso de justiça, de ética e da busca por um ser supremo no âmago de sua consciência.
O seu caráter, impresso por Deus em sua mente, e em seu interior, foi deformado pelos efeitos espirituais e morais da queda. Essa deformação abrangeu algumas áreas da vida do homem, a saber:
a.       No relacionamento com Deus. Desde o Éden, o homem tem se afastado progressivamente de Deus em direção ao abismo eterno. Textos mostram o que o homem perdeu (Rm 3.23; 5.12; 6.23).
Todos nascem marcados por essa tragédia. Até as criancinhas já nascem sob à influencia nefasta do pecado em seu ser (Sal 51.5). A Bíblia é clara em dizer que o pecado é uma parede de separação entre o homem e Deus (Is 59.2).
Os dois versículos mais tristes da Bíblia estão em Genesis 3.23,24: “O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra, de que fora tomado”, “E, havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida”.
O homem perdeu o relacionamento com Deus. Depois de mais de quatro mil anos, chegou Jesus, aquele que veio para refazer esse acesso, dizendo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6).
b.      No relacionamento humano. O homem preferiu dar desculpas, que assumir a sua culpa (Gn 3. 9-13). Já se pode ver um ser de caráter deformado, que originalmente era puro e santo.
Não demorou muito para que acontecesse o primeiro homicídio na face da terra (Gn 4. 8). Logo outros (Gn 4.23).
A história não nos deixa esquecer quantos assassinatos. O imperadores romanos. Hitler, Stalin, Mussolini, entre outros de menor envergadura do mal.
c.       A depravação moral da sociedade. Vemos uma sociedade onde já se aceitava a bigamia (Gn 4.23). Isso fala de relacionamentos pecaminosos, e depravação moral. Homossexualismo em Sodoma e Gomorra (Gn 19.5). Isso já era artimanha do diabo, contra o plano de crescimento que Deus havia traçado para a humanidade (Gn 1.27,28). Isso sempre foi e sempre será abominação aos olhos do Senhor (Lv 18.22; 20.13). Paulo fala sobre tudo isso em Romanos 1.18-32.
d.      No relacionamento com a natureza. O planeta terra foi preparado por Deus, para ser o ambiente ideal para o desenvolvimento da vida do homem e dos animais. A terra foi dada por Deus aos filhos dos homens (Sal 24.1; 115.16). Deus colocou o homem no jardim para cuidar da terra (Gn 2.15).
Por causa do pecado, o sistema ecológico foi mudado. As condições ambientais foram transformadas. A terra passou a produzir espinhos. Finalmente, o relacionamento com a natureza mudou completamente. É só olhar para a terra hoje, para vermos o que o homem, que era para cuida-la fez com ela. Rios poluídos, agrotóxicos na lavoura, desmatamento sem controle, etc.

SÍNTESE DO TÓPICO II
A deformação do caráter humano veio com a queda

III.  A REDENÇAO DO CARATER HUMANO. Jesus veio ao mundo salvar o homem perdido da tragédia do pecado que o separa de Deus (Is 59.2). Naquele cenário horrível da queda, Deus em sua infinita misericórdia prometeu a redenção da raça humana por meio da “semente da mulher” (Gn 3.15).
Sem Deus, o homem tem um caráter deformado. Aquela marca de Deus gravada no interior do homem, foi danificada, e por isso mesmo o homem peca por inclinação, por opção e até por prazer em pecar (Rm 8.5-7). Tornando-se assim propriedade do diabo (1Jo 3. 8), o que é muito triste.
Mas, o Evangelho de Jesus, tem poder para salvar os pecadores (1Tm 1.15; Rm 1.16. Onde o homem alcança assim o novo nascimento (Jo 3.3,7).
A salvação em Cristo Jesus, faz do homem uma nova criatura (2Co 5.17).

1.     Novo nascimento, transformação do caráter.  Aquilo que o pecado levou do homem, Jesus veio para devolver (Jo 3.16). O caráter do homem renovado, é totalmente outro, veja o que disse Paulo em 1ªCoríntios 6.10,11; e Efésios 4. 17-32. Isso é caráter renovado.
2.     A palavra de Deus muda e fortalece o caráter. A Bíblia tem um poder transformador tão grande na vida do nascido de novo que todo o seu ser é alcançado pelos seus efeitos benéficos e regeneradores (Hb 4.12).
A obra realizada na vida do homem, é muito mais que uma mudança de religião, pois envolve a regeneração (Jo 3.3,7); Justificação (Rm 3.24; 5.1,9), e santificação (He 12.14; 1ª Ts 5.23).
A igreja ajuda a lapidar o caráter de seus membros através da Palavra de Deus (Dt 31.12).
3.     O caráter amoroso do Cristão.  A salvação propiciada pelo sacrifício expiatório de Cristo abrange todas as áreas estruturais do ser humano: Espírito, alma e corpo. Os aspectos fundamentais da salvação, como:  regeneração, justificação e santificação, devem ser vistos em toda a sua abrangência. Podemos dizer que o cristão tem uma marca principal: o amor. O amar a Deus e o amor ao próximo (Mt 22.34-40; Jo 13.34,35). Quem não ama, não é salvo (1ª Jo 2.9,11).
Juntamente com o amor, inerente a vida do salvo está a santificação, sem a qual ninguém vera o Senhor (He 12.14). A santificação tem o lado divino da execução (He 2.11), porém, no aspecto progressivo, a santificação tem a participação e o esforço do homem (2Co 7.1; Fil 2.12).
Em suma, a santificação molda o caráter do crente em seu desenvolvimento espiritual. O salvo tem que se santificar para que seu caráter seja santo.
SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus Cristo veio ao mundo para a redenção do caráter humano.

Conclusão.
Concluo reprisando as palavras de um escritor russo Leon Tolstoi que disse: “Todos querem mudar o mundo, mas ninguém quer mudar a si mesmo”.  Caráter é assim, vemos as falhas nos outros, mas dificilmente enxergamos os nossos defeitos. Foi por isso que Jesus disse: “E porque reparas tu no argueiro que está no olho de teu irmão e não vês a trave que está no teu olho? (Mt 7.3).

O homem salvo e remido por Cristo Jesus tem as marcas do Salvador no seu ser e no seu comportamento (Gl 6.17). Amém. 

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